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Compras online crescem puxadas pelo público mais velho

Levantamento da NielsenIQ mostra que pessoas com mais de 50 anos passaram a liderar compras online no Brasil em 2024.

Luiza NiewinskiPor Luiza Niewinski4 min de leitura
Bradesco

A pesquisa Webshoppers, da consultoria NielsenIQ, aponta uma mudança no perfil do consumidor digital no Brasil. Em 2024, os consumidores com 50 anos ou mais representaram 38% das compras on-line, superando faixas mais jovens. No ano anterior, essa participação era de 33%.

Compras online crescem puxadas pelo público mais velho
Imagem: William Potter / shutterstock.com

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Jovens compram menos pela internet

Em contrapartida, a participação de consumidores com até 24 anos caiu de 10% para 7% no mesmo período. O dado reforça uma inversão no perfil demográfico do e-commerce, com maior adesão de públicos mais experientes.

Crescimento de compradores entre 35 e 49 anos

A faixa etária de 35 a 49 anos também cresceu no comércio eletrônico, passando de 32% para 35%. Já o grupo de 25 a 34 anos teve retração, caindo de 24% para 20%.

Metade da população brasileira compra on-line

Segundo Andrea Stoll, da NielsenIQ, o número de consumidores ativos no e-commerce chegou a 125,6 milhões, o que representa aproximadamente metade da população do país.

Mais compras e mais categorias

O aumento nas vendas on-line não veio apenas de novos consumidores. Muitos usuários que já compravam passaram a adquirir mais produtos e a diversificar os tipos de compras feitas pela internet.

Faturamento do e-commerce atinge R$ 351,4 bilhões

O comércio eletrônico brasileiro registrou um crescimento de 19% no faturamento em 2024, totalizando R$ 351,4 bilhões.

Categorias com maior crescimento em faturamento

As áreas que mais se destacaram em volume financeiro foram:

  • Saúde: 32,6%
  • Perfumaria e cosméticos: 28%
  • Moda e acessórios: 23,3%
  • Alimentos e bebidas: 17,8%

Setores com maior número de pedidos

Já em quantidade de pedidos realizados, as maiores altas foram observadas em:

  • Saúde: 35,8%
  • Esporte e lazer: 35,5%
  • Perfumaria e cosméticos: 30,9%
  • Alimentos e bebidas: 28,1%

Segmentos com queda nas vendas

Nem todos os setores seguiram a tendência de crescimento. Alguns segmentos apresentaram retração expressiva.

Menor faturamento em eletrônicos e telefonia

Os principais recuos em faturamento foram:

  • Telefonia: -22,4%
  • Construção e ferramentas: -17,9%
  • Eletrônicos: -13,8%

Redução também no número de pedidos

Essas categorias também apresentaram queda no número de pedidos:

  • Telefonia: -24,6%
  • Construção e ferramentas: -14,2%
  • Eletrônicos: -9,5%

Black Friday se consolida como maior data de vendas

A Black Friday de 2024 foi a principal data para o varejo on-line brasileiro. O mês de novembro registrou aumento de 24,8% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2023.

Principais categorias compradas na Black Friday

As categorias mais procuradas foram:

  1. Moda e acessórios
  2. Perfumaria e cosméticos
  3. Eletrodomésticos
  4. Alimentos e bebidas
  5. Casa e decoração

Itens de consumo rápido crescem na internet

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O levantamento destaca o crescimento das vendas de bens de consumo de giro rápido, como alimentos, bebidas, higiene e beleza. Embora ainda representem apenas 5% do faturamento total, essas categorias mostram rápida evolução.

Compras internacionais em queda

As compras em sites internacionais caíram de 69% em 2023 para 53,2% em 2024. A principal causa é a taxação de 20% para compras de até 50 dólares, a chamada “taxa das blusinhas”.

Sites mais utilizados pelos brasileiros

Os sites estrangeiros mais acessados ainda são Shopee e Aliexpress, embora ambos tenham sofrido impacto com a nova cobrança.

Varejistas exclusivamente digitais dominam o mercado

As empresas que atuam exclusivamente pela internet, conhecidas como “pure players”, como Mercado Livre e Amazon, tiveram aumento de 38% nas vendas em 2024.

Maior participação no mercado nacional

Essas plataformas passaram a representar 67,4% de todo o consumo digital no país.

Varejistas tradicionais perdem espaço

As empresas que atuam no físico e no digital, como Magazine Luiza e Casas Bahia, tiveram queda de 6,2% nas vendas pela internet, reduzindo sua participação para 26,3%.

Pequenos vendedores também recuam

Outras lojas on-line, como pequenos comércios e fabricantes, registraram queda de 12,1% e agora ocupam apenas 6,3% do mercado.

E-commerce conquista de vez os consumidores mais velhos

Compras online crescem puxadas pelo público mais velho
Imagem: pressmaster – freepik

A liderança das pessoas com mais de 50 anos nas compras pela internet representa uma mudança relevante no cenário do varejo digital brasileiro. O público mais experiente passou a confiar mais no ambiente on-line e a buscar preços competitivos e boas condições de frete.

Com o avanço da digitalização e o acesso mais facilitado à tecnologia, a expectativa é de que essa tendência se consolide ainda mais nos próximos anos.

Luiza Niewinski

Autor

Luiza Niewinski

Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.

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