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Comunicado do Serasa gera preocupação para empresas brasileiras

Avatar de Rafaela Medolago Rafaela Medolago · · · 2 min de leitura
Celular com tela exibindo aplicativo Serasa

Segundo informações divulgadas pelo Serasa, as solicitações de recuperação judicial avançaram 43,1% em abril na comparação com o mesmo período do ano passado. No mês, foram registrados 93 pedidos. A falência, que acontece depois do processo, também aumentou em 12%.

Entre os setores mais impactados, está o de serviços em primeiro lugar. Logo atrás, ficam comércio e indústria. Nesse sentido, as micro e pequenas empresas foram as que mais precisaram recorrer aos pedidos de recuperação no período analisado. 

Ademais, no que diz respeito à falência, o Serasa afirma que as micro e pequenas companhias também foram as que se destacaram nesse quesito, correspondendo a 51 solicitações das 93 totais. Nesses casos, o setor de comércios foi o mais prejudicado.

Corporações que pediram recuperação judicial em 2023

Ao considerar os meses deste ano, algumas das empresas que pediram recuperação judicial são:

  • Americanas;
  • Oi;
  • Raiola;
  • Nexpe;
  • Grupo Petrópolis;
  • Amaro (extrajudicial). 

Companhias que faliram em 2023 

As corporações que não conseguiram concluir o processo de recuperação, como exposto anteriormente, também aumentaram neste ano. Nesse cenário, os dois maiores exemplos são a Livraria Cultura e a Fabricante Pan. 

A primeira estava em processo de falência desde 2018, e essa foi decretada pela Justiça em fevereiro. Ainda assim, a livraria conseguiu suspender a situação e agora busca reverter as condições financeiras para mostrar que pode continuar em atuação.

Já a Pan, fabricante de alimentos brasileira, entrou com um pedido de autofalência ao alegar que não possuía recursos suficientes para quitar suas dívidas e seguir em operação. Assim, a falência foi declarada no final do mês de fevereiro. 

Processo de recuperação judicial 

Esse é acionado quando as empresas se encontram com dificuldades financeiras e precisam de ajuda para tentar reverter o quadro, conseguir pagar suas dívidas e manter os serviços em funcionamento. 

Neste ano, a explosão de casos deste tipo pode ser explicada, principalmente, pelas altas taxas de juros e a diminuição da oferta de crédito. Nesse sentido, apenas no primeiro mês de 2023, foram 72 pedidos de recuperação e falência.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

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