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Confira algumas empresas que pediram recuperação judicial nos últimos anos

Confira algumas grandes empresas que entraram com pedido de recuperação judicial no Brasil nos últimos anos.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
Imagem de um martelo de juiz, alguns livros e uma balança representando a Justiça. Na parte superior está escrito "Recuperação judicial".

De acordo com o Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, em março deste ano, 94 empresas brasileiras entraram com pedido de recuperação judicial, o que representa uma alta de 6,8% em comparação com o mesmo período de 2022. Já no acumulado de 2023, o aumento é de 37,6%.

Na última sexta-feira (12), a Light, empresa de energia elétrica, após não obter êxito na negociação com os credores, entrou com pedido de recuperação judicial. Já o destino da Marisa, empresa de moda feminina, não deve ser tão distante disso, pois, também na sexta-feira, a rede teve o pedido de falência realizado por seus credores.

Light informou que os débitos que serão renegociados por meio da recuperação judicial chegam a cerca de R$ 11 bilhões. Além disso, os credores da Marisa apontaram à Justiça que a empresa deve a eles cerca de R$ 882.797.84.

Recuperação judicial

Com o intuito de evitar a falência, o processo judicial visa proteger os funcionários, prestadores de serviços e clientes de uma empresa que esteja com muitas dívidas e não consiga quitá-las. Esse procedimento também possibilita que haja um acordo entre a empresa e seus credores. Confira algumas grandes empresas que entraram com pedido de recuperação judicial nos últimos anos:

Oi

O primeiro processo de recuperação judicial da Oi, o maior solicitado no Brasil até então, teve início em 2016, quando a empresa possuía uma dívida de R$ 65,4 bilhões. Embora o encerramento do processo tenha acontecido em dezembro de 2022, a companhia de telecomunicações continuou com uma dívida no valor de R$ 43,7 bilhões. 

Assim, após não ter sucesso nas negociações com credores, a Oi entrou com um novo pedido de recuperação em março deste ano.

Ricardo Eletro

A Máquina de Venda, dona da marca de varejo Ricardo Eletro, alegando ter sofrido com os efeitos da pandemia da Covid-19, entrou com pedido de recuperação judicial em agosto de 2020, com uma dívida no valor de R$ 4 bilhões. Embora tenha tido três declarações de falência no ano passado, atualmente a empresa continua no processo de recuperação.

Samarco

A Samarco, uma sociedade da Vale e do grupo anglo-australiano BHP, após a tragédia do rompimento da barragem de Mariana, pela qual foi responsável, em novembro de 2015, teve suas operações paralisadas até 2020. Em abril de 2021, a empresa entrou em recuperação judicial, com uma dívida de R$ 50 bilhões.

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Americanas

Um dos casos de maior repercussão no Brasil, a Americanas anunciou a descoberta de “inconsistências contábeis” no valor de R$ 20 bilhões no dia 11 de janeiro de 2023. Dois dias depois, a empresa se corrigiu e comunicou que, na verdade, o rombo chegava a R$ 40 bilhões. Assim, no dia 19, a varejista entrou com um pedido de recuperação judicial de cerca de R$ 43 bilhões.

Grupo Petrópolis

Em março de 2023, o Grupo Petrópolis, dono de marcas de cerveja, como Itaipava, Crystal e Petra, após sucessivas quedas na receita, solicitou a recuperação judicial com uma dívida de R$ 4,2 bilhões. O pedido foi aceito pela Justiça do Rio de Janeiro no dia 13 de abril.

Imagem: Zolnierek / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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