Fraude em NFTs é avaliada em mais de R$ 15 milhões
Aurelien Michel é francês e possui 24 anos. O desenvolvedor morava nos Emirados Árabes na época dos desvios, mas recentemente embarcou para Nova Iorque, nos Estados Unidos. Sua prisão ocorreu no aeroporto John F. Kennedy, antes que entrasse no país.
Além de Michel, outros réus não identificados realizavam a comercialização das NFTs, prometendo benefícios e recompensas com a aquisição. Segundo a quadrilha acusada de fraude, os investidores poderiam participar de sorteios e teriam acesso exclusivo a outros criptoativos, assim como o suporte de uma carteira comunitária.
Contudo, nenhuma promessa se concretizou. Ao vender todas as NFTs, os quase U$ 3 milhões arrecadados foram transferidos para outras carteiras digitais. Desconfiados de um golpe, os investidores questionaram sobre as movimentações suspeitas.
Criminoso declara culpa na internet
Aurelien, que usava o pseudônimo “James” na internet, admitiu a fraude em uma comunidade no Discord.
De acordo com a mensagem postada por Michel, “nunca tivemos a intenção de aplicar um puxão de tapete, mas a comunidade se tornou muito tóxica”. Entre os jargões usados no mercado de criptomoedas, “puxão de tapete” se refere a um golpe em que o próprio desenvolvedor rouba os recursos dos investidores.
O agente especial do Internal Revenue Service (IRS), Thomas Fattorusso, será responsável pela investigação criminal da acusação de fraude. O agente explicita que Aurelien utilizou “representações falsas de brindes, tokens com recursos de investimentos, coleções de mercadorias, entre outras coisas” para incentivar a compra e desviar os recursos obtidos.
Sendo assim, “Michel não pode culpar a comunidade NFT por seu comportamento criminoso”, explica Thomas. “Sua prisão significa que ele agora enfrentará as consequências de suas próprias ações”, ressalta o agente.
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