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Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, está entre as 10 mulheres mais ricas do Brasil

Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, integra lista da Forbes 2025 entre as dez mulheres mais ricas do Brasil.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
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A Forbes Brasil divulgou, na última quinta-feira (28), a edição 2025 de sua tradicional lista de bilionários. O levantamento revelou que Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, permanece no grupo das dez mulheres mais ricas do país, com uma fortuna estimada em R$ 8,7 bilhões.

A executiva ocupa o quinto lugar no ranking feminino, após ter ficado na quarta posição em 2024. Além do destaque financeiro, Junqueira chama a atenção por ser uma das raras bilionárias self-made do Brasil, isto é, cuja fortuna foi construída por conta própria.

Apenas outra mulher no grupo das dez primeiras compartilha essa característica: Lucia Borges Maggi, cofundadora da Amaggi, que ocupa a oitava posição com R$ 6,6 bilhões.

Leia mais: Quais são as mulheres mais ricas do Brasil atualmente?

Quem é Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank

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Imagem: Divulgação / Nubank

Cristina Junqueira, de 42 anos, construiu sua carreira no setor financeiro. Engenheira de formação, trabalhou em instituições tradicionais antes de cofundar o Nubank, em 2013, ao lado de David Vélez e Edward Wible.

A fintech nasceu com a proposta de reduzir custos para os clientes e oferecer serviços 100% digitais. A estratégia provou-se certeira: o banco cresceu rapidamente, tornou-se referência em inovação e alcançou milhões de usuários em toda a América Latina.

O salto patrimonial de Junqueira ocorreu após o IPO do Nubank, realizado em dezembro de 2021, na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Atualmente, a executiva detém cerca de 2,9% de participação na instituição, cujo valor de mercado é estimado em US$ 64 bilhões.

O ranking das mulheres mais ricas do Brasil em 2025

A liderança segue com Vicky Sarfati Safra, viúva de Joseph Safra, fundador do Banco Safra. Seu patrimônio de R$ 120,5 bilhões a coloca também na segunda posição do ranking geral brasileiro, atrás apenas de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook.

A lista divulgada pela Forbes mostra forte presença de setores tradicionais como finanças e indústria, mas também evidencia o avanço da tecnologia com nomes como Cristina Junqueira.

As dez mulheres mais ricas do Brasil em 2025:

  1. Vicky Sarfati Safra e família (Banco Safra) – R$ 120,5 bilhões
  2. Maria Helena Moraes Scripilliti e família (Votorantim) – R$ 26,8 bilhões
  3. Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela (Itaú Unibanco) – R$ 9,8 bilhões
  4. Anne Werninghaus (WEG) – R$ 9,1 bilhões
  5. Cristina Junqueira (Nubank) – R$ 8,7 bilhões
  6. Neide Helena de Moraes (Votorantim) – R$ 8,4 bilhões
  7. Vera Rechulski Santo Domingo (Grupo Santo Domingo) – R$ 7,1 bilhões
  8. Lucia Borges Maggi (Amaggi) – R$ 6,6 bilhões
  9. Dora Voigt de Assis (WEG) – R$ 6,6 bilhões
  10. Lívia Voigt (WEG) – R$ 6,6 bilhões

Novas bilionárias em 2025

A lista deste ano também registra estreias importantes. Entre elas, Íris Pássaro Abravanel, viúva de Silvio Santos, e suas seis filhas, que passaram a figurar no ranking com uma fortuna conjunta de R$ 6,4 bilhões.

Outros nomes que surgem pela primeira vez incluem:

  • Priscila Barreto Moreira Silva (Hapvida) – R$ 2,2 bilhões
  • Mariana Botelho Ramalho Cardoso (BTG Pactual) – R$ 2,1 bilhões

Esse movimento indica o aumento da participação feminina entre os bilionários brasileiros. Em 2025, o número de mulheres na lista cresceu de 48 para 60, com um patrimônio somado de R$ 343,7 bilhões. Apesar disso, elas ainda representam apenas 20% do total de 300 bilionários no país.

Cristina Junqueira como símbolo de uma nova geração de líderes

A trajetória de Cristina Junqueira é vista como um ponto de virada no perfil das bilionárias brasileiras. Diferentemente de nomes históricos ligados a heranças familiares ou conglomerados industriais, ela representa a ascensão das fintechs e da economia digital.

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Sua história conecta-se ao desejo de muitos jovens empreendedores: desafiar instituições tradicionais com soluções inovadoras, ágeis e acessíveis.

Mais do que o patrimônio pessoal, Junqueira tornou-se referência para mulheres em cargos de liderança e inovação, ajudando a romper barreiras de gênero em setores dominados por homens.

O peso do setor financeiro e industrial

O ranking da Forbes mostra que a concentração de fortunas ainda está fortemente ligada a dois pilares da economia brasileira:

  • Financeiro: com nomes como Vicky Safra (Banco Safra) e Ana Lúcia Barretto Villela (Itaú Unibanco).
  • Industrial: representado por famílias da Votorantim e do grupo WEG.

A entrada de bilionárias ligadas a empresas de tecnologia financeira, como Cristina Junqueira, sugere um movimento gradual de diversificação. Ainda assim, especialistas destacam que a representatividade feminina no universo bilionário segue limitada.

Inclusão feminina: avanços e desafios

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Imagem: Freepik

O aumento de 25% no número de mulheres bilionárias em apenas um ano mostra que há espaço para maior participação feminina na alta economia. Entretanto, a baixa proporção — apenas 20% dos nomes da lista — expõe os desafios estruturais do mercado brasileiro.

Para analistas, a ascensão de executivas como Cristina Junqueira pode inspirar novas gerações e ampliar a presença feminina em setores de tecnologia, inovação e finanças, tradicionalmente restritos a homens.

Com informações da Forbes Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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