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Bilionário, dono da Cyrela, decide doar 60% de sua fortuna: ‘dá sentido à vida’

Descubra como o bilionário Elie Horn, fundador da Cyrela, decidiu doar 60% de sua fortuna para projetos sociais. Confira os detalhes.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Bilionário, dono da Cyrela, decide doar 60% de sua fortuna: ‘dá sentido à vida’

Aos 80 anos, Elie Horn, fundador da Cyrela, maior construtora de luxo do Brasil, surpreendeu o país ao anunciar a doação de 60% de sua fortuna para iniciativas filantrópicas. Horn, que acredita que o propósito da vida está em ajudar ao próximo, explicou que sua decisão reflete tanto sua fé quanto sua visão sobre a responsabilidade social.

Com um patrimônio avaliado em bilhões e uma previsão de faturamento de R$ 10 bilhões para sua empresa neste ano, Elie Horn usa sua posição privilegiada para impactar positivamente a sociedade.

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A motivação por trás da generosidade

Imagem: Divulgação/ Roda Viva

A influência da religiosidade

Judeu devoto, Horn se inspira em ensinamentos religiosos para guiar suas ações. Ele cita como principal mentor espiritual o rabino Menachem Mendel Schneerson, que o incentivou a dedicar sua vida a causas sociais. Essa base religiosa moldou a visão de Horn, que encara a filantropia como uma obrigação moral e espiritual.

“Deus é meu sócio”, afirma Horn com bom humor. Para ele, a acumulação de riquezas só faz sentido quando há um propósito maior: contribuir para o bem-estar coletivo.

Filantropia como missão

Horn acredita que doar vai além de uma escolha pessoal: é um dever. Em suas palavras, reter recursos quando se tem em excesso é um ato de egoísmo. Ele defende que a caridade é um instrumento de justiça social, permitindo que aqueles que possuem mais possam auxiliar quem tem menos.

A criação do Think Tank do Bem

Com o objetivo de expandir o impacto de suas ações, Elie Horn reuniu 25 grandes empresários brasileiros em uma iniciativa chamada Think Tank do Bem. O projeto busca promover ideias e iniciativas positivas que beneficiem diferentes áreas da sociedade.

Entre os participantes do grupo estão nomes como:

  • Fabio Barbosa, CEO da Natura&Co;
  • Ellen Gracie, ex-ministra do STF;
  • Amanda Klabin, sócia da Klabin Irmãos S/A;
  • Guilherme Benchimol, fundador da XP Inc.;
  • Alexandre Cruz, sócio da JiveMauá.

Para Horn, o Think Tank do Bem é uma plataforma para multiplicar ações filantrópicas, incentivando outros empresários a seguirem o mesmo caminho.

Desafios de um bilionário altruísta

A resistência ao altruísmo

Apesar de seu exemplo inspirador, Elie Horn admite enfrentar dificuldades para convencer outros empresários a abraçarem a filantropia. Segundo ele, o principal obstáculo não é cultural, mas o egoísmo. “As pessoas não percebem que Deus existe”, ressalta.

Ainda assim, ele se mantém firme em sua missão, dizendo que perdeu a vergonha de pedir aos amigos que contribuam com causas sociais. Sua determinação em promover o bem é inabalável.

Conciliando trabalho e propósito

Mesmo com sua idade avançada, Horn segue ativo nos negócios. Ele afirma que trabalhar é parte de sua vitalidade e que parar significaria perder o sentido da vida. “Tenho dois prazeres: a leitura e a filantropia”, revela.

Impacto da doação de 60% da fortuna

A decisão de Elie Horn de doar a maior parte de seu patrimônio cria um marco no cenário empresarial brasileiro. Sua atitude demonstra que grandes fortunas podem ser usadas como ferramentas para transformar vidas.

Além disso, sua ação serve como exemplo para outros líderes empresariais, mostrando que a filantropia não é apenas um gesto de bondade, mas também uma estratégia para dar significado ao sucesso financeiro.

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Legado e inspiração para o futuro

Elie Horn se tornou um símbolo de generosidade e compromisso social no Brasil. Seu exemplo inspira tanto empresários quanto a sociedade em geral a refletirem sobre o papel do dinheiro e a importância de contribuir para um mundo mais justo.

Para ele, a filantropia é uma forma de honrar sua existência e criar um legado que transcenda os negócios. Com suas ações, Horn prova que o verdadeiro sucesso está em compartilhar o que se tem com quem mais precisa.

Um chamado à reflexão

Herança Doação
Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock.com

A atitude de Elie Horn levanta questões importantes sobre o papel das elites econômicas na construção de uma sociedade mais igualitária e sustentável. Seu gesto transcende o simples ato de doar dinheiro, servindo como um convite para que mais pessoas, independentemente de sua condição financeira, reflitam sobre como podem contribuir para um mundo melhor.

Em um país marcado por profundas desigualdades sociais, a filantropia se torna uma ferramenta essencial para transformar vidas e criar oportunidades. Horn demonstra que a generosidade não é apenas um gesto altruísta, mas também uma responsabilidade moral de quem tem mais recursos e poder de influência.

Ao desafiar os padrões convencionais de acumulação de riqueza, ele convida todos a repensarem o verdadeiro significado do sucesso e do legado que desejam deixar para as futuras gerações.

Conclusão

A história de Elie Horn vai além de números e patrimônios. Ela é uma lição sobre altruísmo, propósito e a importância de agir pelo bem comum. Sua jornada mostra que, mais do que acumular riquezas, o que realmente importa é o impacto positivo que deixamos no mundo.

Imagem: Claudio Belli/Valor

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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