Os dados mostram que os números estão ainda mais baixos que o atingido antes da pandemia de Covid-19, além de 18% distante do recorde registrado em 2011.
Indústria brasileira apresenta dados desanimadores para a economia do país
A produção da indústria brasileira tem apresentado instabilidade já há algum tempo. O saldo do último ano é negativo, apresentando queda na maioria dos meses.
De acordo com o gerente da pesquisa realizada, André Macedo, a indústria foi impulsionada nos primeiros meses de 2022 com o adiantamento do 13º salário para os beneficiários do INSS e com o saque extraordinário do FGTS, porém, o alívio econômico foi rápido.
“A recuperação foi pontual. Posteriormente, ainda tendo como pano de fundo a inflação alta, especialmente de alimentos, elevado número de trabalhadores fora do mercado de trabalho, precarização dos postos de trabalho e uma massa de rendimentos que avançou muito pouco, o setor industrial voltou a mostrar perda de ritmo”, afirmou Macedo para o site Veja.
Já no segundo semestre do último ano, o saldo foi negativo, voltando a gerar preocupações relacionadas à economia brasileira.
Caminhada a passos lentos
Dentre as 26 atividades do setor industrial, apenas sete delas mostraram crescimento no final do ano passado. Entre as sete estão, principalmente, o ramo de metalúrgica, alimentício e de equipamentos de transporte.
Já na lista dos setores que sofreram maior queda, estão o de bebidas, de máquinas e equipamentos, e de veículos automotores, reboques e carrocerias.
Em entrevista ao Metrópoles, o gerente-executivo de Economia da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Mário Sérgio Telles, relatou que “A indústria tem crescido muito lentamente, tem andado de lado. Quando comparamos os últimos seis meses com os seis meses imediatamente anteriores, percebemos um crescimento muito tímido, abaixo de 1%”.
Em suma, diversos especialistas afirmam que a caminhada a passos tão lentos da indústria no Brasil ainda é bastante preocupante.
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