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Daycoval aponta 10 ações para buscar dividendos de até 19%

Daycoval mantém carteira de dividendos com 10 ações para julho. Destaques vão para Copasa, Engie e Telefônica com altas e yields atrativos.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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O banco Daycoval decidiu manter inalterada sua carteira recomendada de ações focadas em dividendos para o mês de julho de 2025. Composta por dez empresas reconhecidas pela solidez financeira e histórico consistente de distribuição de lucros, a seleção do mês inclui ativos de setores estratégicos como energia, seguradoras, saneamento, telecomunicações e petróleo.

A performance positiva da carteira em junho, que valorizou 3,60%, superando o Índice de Dividendos (IDIV) — que avançou 1,76% no mesmo período — reforça a convicção do banco em relação aos papéis escolhidos.

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Imagem: Reprodução

Panorama geral da carteira

O portfólio segue equilibrado, com peso igual de 10% para cada ativo, o que demonstra uma estratégia de diversificação setorial e distribuição uniforme de risco. O destaque da carteira continua sendo Petrobras (PETR4) e Cemig (CMIG4), que apresentaram os maiores dividend yields projetados — 18,94% e 18,30%, respectivamente.

Entre os destaques positivos do mês de junho estão:

  • Copasa (CSMG3): +18,99%
  • Engie Brasil (EGIE3): +10,59%
  • Telefônica Brasil (VIVT3): +8%

Na contramão, duas ações apresentaram desempenho negativo:

  • BB Seguridade (BBSE3): -4,56%
  • Caixa Seguridade (CXSE3): -2,52%

Composição da carteira recomendada do Daycoval para julho

EmpresaTickerPesoDividend Yield (%)
BB SeguridadeBBSE310%9,54
Engie BrasilEGIE310%6,55
CopasaCSMG310%7,82
TaesaTAEE1110%7,43
ItaúsaITSA410%8,71
Telefônica BrasilVIVT310%3,31
PetrobrasPETR410%18,94
CPFL EnergiaCPFE310%7,36
Caixa SeguridadeCXSE310%7,38
CemigCMIG410%18,30

Análise das principais ações da carteira

Petrobras (PETR4)

A estatal do petróleo continua sendo uma das maiores pagadoras de dividendos do mercado brasileiro, com dividend yield projetado próximo a 19%. Apesar de eventuais riscos ligados à política de preços ou à governança estatal, a lucratividade elevada garante robustez na distribuição de proventos.

Cemig (CMIG4)

Cemig no 2T2
Imagem: cemig.com.br

A companhia elétrica de Minas Gerais também aparece entre os destaques. Com yield estimado de 18,30%, a ação segue atrativa para investidores focados em renda passiva. A estabilidade regulatória e o crescimento operacional impulsionam a boa performance da empresa.

Copasa (CSMG3)

A valorização de quase 19% em junho chama atenção. O desempenho pode ser atribuído à combinação de boas expectativas para o setor de saneamento e fundamentos sólidos. A empresa ainda oferece um dos melhores dividend yields da carteira.

Engie Brasil (EGIE3)

A Engie se destaca pela regularidade na distribuição de dividendos, o que a torna queridinha entre investidores conservadores. A valorização expressiva no mês passado (+10,59%) consolida a empresa como um ativo de defesa no portfólio.

Telefônica Brasil (VIVT3)

Apesar do yield mais baixo da carteira (3,31%), a ação registrou crescimento de 8% em junho. Isso reforça a tese de que, mesmo com menor distribuição, ações defensivas podem agregar valor via valorização do capital.

Setores representados: diversificação e resiliência

Energia elétrica: estabilidade e retorno

Empresas como Cemig, Taesa, CPFL e Engie representam quase metade da carteira. O setor elétrico é tradicionalmente visto como defensivo, com forte capacidade de geração de caixa e pagamentos recorrentes de proventos.

Seguros e participações: resiliência em longo prazo

Com BB Seguridade, Caixa Seguridade e Itaúsa, o banco aposta na capacidade de geração de lucro previsível, atrelada ao setor financeiro e de seguros. São empresas com altos ROEs e histórico consistente de dividendos.

Saneamento e telecom: serviços essenciais

Copasa e Telefônica são apostas em serviços básicos e regulação favorável, que garantem previsibilidade e boa margem operacional.

Petróleo: altos riscos, altos retornos

Petrobras, apesar de apresentar riscos maiores de interferência política, permanece na carteira pela atratividade do yield, sustentado por lucros elevados e forte geração de caixa.

Comparativo com o IDIV

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O desempenho da carteira do Daycoval em junho (3,60%) foi mais do que o dobro do crescimento registrado pelo IDIV (1,76%), o índice de ações com maior retorno por dividendos da B3.

Esse diferencial reforça a capacidade de seleção assertiva de ativos por parte da equipe de análise do banco, que mantém uma política de revisões mensais para acompanhar movimentações setoriais e macroeconômicas.

Estratégia do Daycoval: foco em consistência e segurança

Manutenção da carteira em julho

A decisão de manter a carteira inalterada para o mês de julho mostra que o banco aposta na resiliência das empresas selecionadas, mesmo diante de um cenário de volatilidade no mercado doméstico, influenciado por juros elevados, inflação controlada e incertezas políticas.

Critérios para escolha dos ativos

Segundo analistas, os principais critérios utilizados na seleção das ações incluem:

  • Dividend yield elevado e sustentável
  • Histórico de distribuição regular de proventos
  • Governança corporativa sólida
  • Baixa volatilidade relativa
  • Diversificação entre setores estratégicos

Relevância dos dividendos para o investidor brasileiro

Proventos
Imagem: Freepik e Canva

Renda passiva e reinvestimento

A busca por renda passiva tem sido uma das principais motivações de investidores brasileiros, especialmente em momentos de juros reais positivos. Muitos adotam a estratégia de reinvestir os dividendos recebidos para ampliar o patrimônio de forma exponencial no longo prazo.

Proventos como proteção contra volatilidade

Empresas que pagam dividendos constantes tendem a cair menos em momentos de crise, já que mantêm parte do retorno aos acionistas via fluxo de caixa, independentemente da valorização do papel.

Tributação favorável

No Brasil, os dividendos são isentos de imposto de renda para pessoas físicas, o que aumenta a atratividade desse tipo de investimento — ao menos enquanto não houver mudanças na legislação.

Imagem: Jo Galvao / Shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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