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Decreto golpista para Bolsonaro mudar resultado das eleições é encontrado

O documento encontrado tinha o objetivo de criar comissão para denunciar supostas irregularidades nas eleições presidenciais. Entenda o caso!

Januária VargasPor Januária Vargas3 min de leitura
Imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em meio à penumbra

Foi encontrado na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, na última terça-feira (10), um decreto que solicitava a criação da Comissão de Regularidade Eleitoral, liderada pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

A comissão teria a finalidade de apurar a conformidade e legalidade das eleições presidenciais, para anunciar as supostas irregularidades no processo eleitoral, por meio de um relatório final. 

Isso porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu as eleições presidenciais em novembro de 2022. Desde então, ele tem sido alvo de manifestações inconstitucionais, realizadas por bolsonaristas inconformados com o resultado nas urnas. 

Detalhes do decreto golpista de Bolsonaro

Além de ser comandada por Bolsonaro, a Comissão de Regularidade Eleitoral seria composta por membros de alto escalão do serviço público, sendo:

  • 8 membros do Ministério da Defesa; 
  • 2 integrantes do Ministério Público Federal; 
  • 2 peritos criminais federais;
  • 2 representantes do Senado Federal (1 deputado federal e 1 senador); 
  • 1 integrante do Tribunal de Contas da União;
  • 1 membro da Controladoria-Geral da União. 

Ademais, o colegiado previa quebras dos “sigilos de correspondência e de comunicação telemática e telefônica” de profissionais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Segundo o decreto, as investigações seriam referentes a todo o período eleitoral até o dia da diplomação do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). 

A Polícia Federal (PF) irá investigar toda a conjuntura na elaboração da minuta de três páginas, digitadas em um computador e encontradas durante busca e apreensão.

Resposta do ex-ministro

Depois da repercussão sobre a existência do decreto golpista na mídia, o ex-ministro explicou a sua versão no Twitter. Na publicação, Torres relata que o decreto estava empilhado junto a outros documentos destinados ao descarte e que seria triturado:

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“No cargo de ministro da Justiça, nos deparamos com audiências, sugestões e propostas dos mais diversos tipos. Cabe a quem ocupa tal posição o discernimento de entender o que efetivamente contribui para o Brasil. Havia em minha casa uma pilha de documentos para descarte, onde muito provavelmente o material descrito na reportagem foi encontrado. Tudo seria levado para ser triturado oportunamente no MJSP [Ministério de Justiça e Segurança Pública]”.

Além disso, o ex-ministro alegou dizendo que o decreto foi “vazado fora de contexto” e que ajudou a alimentar “narrativas falaciosas” contra ele:

“O citado documento foi apanhado quando eu não estava lá e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim. Fomos o primeiro ministério a entregar os relatórios de gestão para a transição. Respeito a democracia brasileira. Tenho minha consciência tranquila quanto à minha atuação como ministro”. 

Imagem: Marcelo Chello/ shutterstock.com

Januária Vargas

Autor

Januária Vargas

Jornalista, graduada pelo Centro Universitário UNA, com 10 anos de experiência em produção de textos e assessoria de comunicação. Atualmente, estuda Nutrição & Saúde Integrativa e trabalha como redatora do portal Seu Crédito Digital.

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