Nos últimos meses, o cenário televisivo brasileiro foi impactado por uma onda de demissões que atingiu jornalistas, apresentadores e comentaristas em diversas emissoras. Entre os cortes mais notáveis estão os ocorridos no SBT, TV Gazeta, CNN Brasil e na licenciada CNBC no país.
Confira as principais demissões que abalaram quatro emissoras de TV brasileiras
Demissões acometem cena televisiva; SBT, CNN Brasil e outras emissoras enfrentam baixas importantes em seus elencos e redações.
As mudanças refletem não apenas uma tentativa de reestruturação interna, mas também o impacto de baixos índices de audiência e a busca por novos formatos diante da evolução do consumo de conteúdo. A seguir, veja os principais desligamentos e o que cada caso revela sobre o momento vivido pelas emissoras brasileiras.
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SBT enfrenta crise na teledramaturgia e reduz equipe

Um dos cortes mais significativos ocorreu no SBT, que atravessa uma fase conturbada em seu setor de teledramaturgia. A atual novela “A Caverna Encantada”, no ar desde julho de 2024, registra audiência média de apenas 3,8 pontos — um número distante dos sucessos anteriores como “As Aventuras de Poliana”, “Carinha de Anjo” e “Cúmplices de um Resgate”, que superavam os 10 pontos com facilidade.
A performance abaixo do esperado levou a emissora a promover uma série de demissões em seu departamento de dramaturgia. A decisão expõe uma crise de criatividade e engajamento com o público infantil e jovem, segmentos nos quais o SBT sempre teve forte presença. Ainda não há confirmação sobre novos projetos que possam substituir a trama atual, o que aumenta a pressão sobre a emissora para repensar seu modelo de produção.
TV Gazeta perde comentarista de destaque logo após retorno
Na TV Gazeta de São Paulo, outro desligamento chamou atenção: o comentarista Fefito deixou o programa “Mulheres” menos de um mês após ter voltado à atração. O jornalista havia retornado à emissora após seu rompimento com a RedeTV, reforçando a roda de conversa sobre celebridades e bastidores do entretenimento.
A saída repentina de Fefito reacendeu rumores sobre conflitos internos e indefinições estratégicas dentro do programa. Conhecido por sua atuação crítica e por trazer informações de bastidores, o comentarista era considerado uma peça importante na renovação do conteúdo da Gazeta, que luta por mais espaço diante da concorrência das plataformas digitais.
Rafael Ihara deixa a Times Brasil após nove meses
No jornalismo, outra baixa relevante ocorreu na Times Brasil, representante nacional da CNBC. O jornalista Rafael Ihara foi dispensado após nove meses na emissora, onde atuou como âncora do telejornal matinal “Agora”. Ele havia deixado a bancada em março e, desde então, não estava associado a nenhum outro programa da casa.
Ihara vinha se destacando pelo estilo direto e pela condução clara das entrevistas. Sua saída levanta dúvidas sobre os rumos da Times Brasil e sobre a rotatividade de apresentadores no canal, que busca firmar sua identidade em meio ao competitivo mercado de notícias 24 horas.
Pedro Duran encerra segundo ciclo na CNN Brasil

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Na CNN Brasil, o jornalista Pedro Duran também teve sua saída confirmada. Essa foi a segunda passagem de Duran pela emissora, onde atuava como comentarista e entrevistador em estúdio. Reconhecido pela sua competência e pela habilidade em coberturas ao vivo, ele teve papel importante em momentos críticos da política e do cotidiano nacional.
Embora sua saída não tenha sido acompanhada de declarações oficiais da CNN, nos bastidores especula-se que a medida esteja ligada a uma nova reestruturação de quadros para adequação de custos e realocação de formatos. O desligamento de Duran se soma a uma série de mudanças que a emissora tem promovido desde o início de 2025.
Mercado televisivo em transição
As recentes demissões revelam um cenário instável e altamente competitivo entre as emissoras brasileiras. Com o avanço das plataformas de streaming e da produção independente, canais tradicionais enfrentam a difícil missão de se reinventar, cortando gastos e, ao mesmo tempo, tentando manter relevância.
A substituição de talentos consolidados por nomes menos conhecidos ou mudanças bruscas na linha editorial dos programas também refletem um movimento de experimentação — que nem sempre resulta em sucesso. No caso da dramaturgia do SBT, por exemplo, a tentativa de criar novas narrativas não se converteu em audiência satisfatória.
Enquanto isso, jornalistas como Rafael Ihara e Pedro Duran podem ganhar nova visibilidade em plataformas digitais, uma vez que muitos profissionais têm migrado para o YouTube, podcasts e redes sociais, onde encontram maior liberdade criativa e contato direto com o público.
