Consumidores seguem interessados
A venda de carros novos vem sofrendo queda ano após ano, e acredita-se que esse mercado já não desperta tanto interesse nos consumidores, que preferem aderir a carros usados. No entanto, a crise desse setor se deve ao valor do produto, e não da mudança de público.
Os carros populares estão, em média, na faixa de R$ 60 mil, o que difere dos valores do início do século, onde era possível adquiri um veículo novo com até R$ 30 mil. O aumento dos preços deve-se à maior tecnologia presente nos automóveis, além da adição de itens de segurança.
Fabricantes com alta receita
De acordo com um estudo realizado pela consultoria Jato Dynamics, 52,3% dos veículos vendidos também receberam descontos das próprias montadoras. Durante o período em que o programa esteve vigente, foi possível encontrar descontos de até R$ 10 mil, ou seja, maior do que o estipulado pelo Governo.
Além disso, isso revelou que as fabricantes ainda têm margem em seus orçamentos para reduzir o preço dos carros e manter esse mercado aquecido.
De acordo com o Instituto AAV, durante a primeira fase do programa, oito a cada dez veículos tinham descontos maiores do que R$ 8 mil, como o Tiggo 5X e o Caoa Chery Tiggo 7. O Renault Kwid, carro mais barato no mercado, teve queda de R$ 10,2 mil em seu preço de tabela.
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