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Polícia do Rio dá início à segunda etapa de devolução de celulares roubados

Operação Rastreio entra na segunda fase e devolve mais 1,4 mil celulares a vítimas de roubos no RJ.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro intensificou o combate à criminalidade envolvendo celulares roubados e furtados ao dar início, nesta semana, à segunda etapa da devolução de aparelhos recuperados. Vítimas que tiveram seus dispositivos subtraídos estão sendo contatadas diretamente para comparecer aos pontos de entrega definidos e reaver seus bens.

A iniciativa faz parte da Operação Rastreio, lançada para desarticular a rede criminosa que movimenta o mercado ilegal de celulares no estado. Nesta fase, cerca de 1,4 mil aparelhos serão devolvidos aos legítimos donos ainda este mês.

Desde o início da operação, em maio, a polícia já apreendeu mais de 4,7 mil celulares em poder de terceiros, muitos dos quais já estão sendo devolvidos após perícia e identificação dos proprietários.

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Como os proprietários estão sendo avisados

Vivo celulares roubados
Imagem: cunaplus / shutterstock.com

Segundo a corporação, as vítimas estão recebendo chamadas telefônicas e mensagens via WhatsApp enviadas por números funcionais das próprias delegacias. Essa abordagem direta tem como objetivo agilizar o processo de restituição e orientar as pessoas sobre data, hora e local para retirada dos celulares.

Em nota, a Polícia Civil destacou que a devolução será feita de forma organizada ao longo deste mês para evitar filas e confusões nos pontos de atendimento. Caso o proprietário não compareça, o aparelho continua retido até a regularização.

Receptação é crime e será investigada

Um dos grandes focos da Operação Rastreio também é responsabilizar quem alimenta a cadeia ilegal: os receptadores. Na primeira grande etapa da operação, realizada em junho, cerca de 3 mil usuários foram notificados para devolver aparelhos identificados como produtos de crime em até 72 horas.

Aproximadamente mil pessoas devolveram os dispositivos voluntariamente. Entretanto, aqueles que não atenderam à convocação passaram a ser investigados por receptação, crime previsto no Código Penal. Mais de 260 pessoas já foram presas, e inquéritos seguem em andamento.

Para a polícia, é fundamental conscientizar a população de que adquirir celulares de origem duvidosa, sem nota fiscal ou com preços muito abaixo do mercado, contribui para manter a criminalidade e pode resultar em prisão.

Aplicativo Celular Seguro RJ ajuda na fiscalização

Como reforço à operação, a Polícia Civil lançou no início deste mês o aplicativo Celular Seguro RJ. A ferramenta permite que qualquer cidadão cadastre o número de IMEI de seu aparelho e consulte se existem restrições vinculadas ao dispositivo.

O aplicativo também serve como apoio para investigações e fiscalização do comércio, além de funcionar como um canal direto entre os consumidores e as autoridades policiais.

A recomendação da corporação é que consumidores sempre optem por lojas confiáveis, peçam nota fiscal e desconfiem de preços muito abaixo do mercado. “O celular em suas mãos pode ter custado uma vida”, alerta a nota da instituição.

Onde retirar os celulares

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Na capital fluminense, a devolução dos celulares está centralizada na Cidade da Polícia, na zona norte do Rio. Já na região metropolitana, os proprietários devem se dirigir às seguintes delegacias:

  • 52ª DP – Nova Iguaçu
  • 55ª DP – Queimados
  • 59ª DP – Duque de Caxias
  • 65ª DP – Magé
  • 74ª DP – Alcântara
  • 76ª DP – Niterói

Para quem mora no interior do estado, o atendimento ocorre nas delegacias de cada município.

Resultados até agora

Desde o início da Operação Rastreio, a polícia apreendeu mais de 4,7 mil aparelhos e identificou milhares de vítimas. As devoluções já superam os 4 mil casos e seguem acontecendo conforme a perícia conclui a identificação dos proprietários.

Além de reduzir os índices de furto e roubo, a operação também tem como objetivo desincentivar o comércio ilegal ao punir quem compra e revende celulares de origem criminosa. Segundo as autoridades, apenas com a colaboração da população será possível diminuir a demanda por produtos ilegais e enfraquecer as quadrilhas.

Com informações de: Agência Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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