A Polícia Civil do Rio de Janeiro intensificou o combate à criminalidade envolvendo celulares roubados e furtados ao dar início, nesta semana, à segunda etapa da devolução de aparelhos recuperados. Vítimas que tiveram seus dispositivos subtraídos estão sendo contatadas diretamente para comparecer aos pontos de entrega definidos e reaver seus bens.
Polícia do Rio dá início à segunda etapa de devolução de celulares roubados
Operação Rastreio entra na segunda fase e devolve mais 1,4 mil celulares a vítimas de roubos no RJ.
A iniciativa faz parte da Operação Rastreio, lançada para desarticular a rede criminosa que movimenta o mercado ilegal de celulares no estado. Nesta fase, cerca de 1,4 mil aparelhos serão devolvidos aos legítimos donos ainda este mês.
Desde o início da operação, em maio, a polícia já apreendeu mais de 4,7 mil celulares em poder de terceiros, muitos dos quais já estão sendo devolvidos após perícia e identificação dos proprietários.
Leia mais: Cadastro Único terá função para verificar celulares roubados
Como os proprietários estão sendo avisados

Segundo a corporação, as vítimas estão recebendo chamadas telefônicas e mensagens via WhatsApp enviadas por números funcionais das próprias delegacias. Essa abordagem direta tem como objetivo agilizar o processo de restituição e orientar as pessoas sobre data, hora e local para retirada dos celulares.
Em nota, a Polícia Civil destacou que a devolução será feita de forma organizada ao longo deste mês para evitar filas e confusões nos pontos de atendimento. Caso o proprietário não compareça, o aparelho continua retido até a regularização.
Receptação é crime e será investigada
Um dos grandes focos da Operação Rastreio também é responsabilizar quem alimenta a cadeia ilegal: os receptadores. Na primeira grande etapa da operação, realizada em junho, cerca de 3 mil usuários foram notificados para devolver aparelhos identificados como produtos de crime em até 72 horas.
Aproximadamente mil pessoas devolveram os dispositivos voluntariamente. Entretanto, aqueles que não atenderam à convocação passaram a ser investigados por receptação, crime previsto no Código Penal. Mais de 260 pessoas já foram presas, e inquéritos seguem em andamento.
Para a polícia, é fundamental conscientizar a população de que adquirir celulares de origem duvidosa, sem nota fiscal ou com preços muito abaixo do mercado, contribui para manter a criminalidade e pode resultar em prisão.
Aplicativo Celular Seguro RJ ajuda na fiscalização
Como reforço à operação, a Polícia Civil lançou no início deste mês o aplicativo Celular Seguro RJ. A ferramenta permite que qualquer cidadão cadastre o número de IMEI de seu aparelho e consulte se existem restrições vinculadas ao dispositivo.
O aplicativo também serve como apoio para investigações e fiscalização do comércio, além de funcionar como um canal direto entre os consumidores e as autoridades policiais.
A recomendação da corporação é que consumidores sempre optem por lojas confiáveis, peçam nota fiscal e desconfiem de preços muito abaixo do mercado. “O celular em suas mãos pode ter custado uma vida”, alerta a nota da instituição.
Onde retirar os celulares
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Na capital fluminense, a devolução dos celulares está centralizada na Cidade da Polícia, na zona norte do Rio. Já na região metropolitana, os proprietários devem se dirigir às seguintes delegacias:
- 52ª DP – Nova Iguaçu
- 55ª DP – Queimados
- 59ª DP – Duque de Caxias
- 65ª DP – Magé
- 74ª DP – Alcântara
- 76ª DP – Niterói
Para quem mora no interior do estado, o atendimento ocorre nas delegacias de cada município.
Resultados até agora
Desde o início da Operação Rastreio, a polícia apreendeu mais de 4,7 mil aparelhos e identificou milhares de vítimas. As devoluções já superam os 4 mil casos e seguem acontecendo conforme a perícia conclui a identificação dos proprietários.
Além de reduzir os índices de furto e roubo, a operação também tem como objetivo desincentivar o comércio ilegal ao punir quem compra e revende celulares de origem criminosa. Segundo as autoridades, apenas com a colaboração da população será possível diminuir a demanda por produtos ilegais e enfraquecer as quadrilhas.
Com informações de: Agência Brasil
