No dia 16 de agosto de 2023, a Disney, gigante do entretenimento, foi nomeada ré em um processo movido pela financiadora TSG. A acusação, que corre no Tribunal de Los Angeles, envolve truques de contabilidade que teriam permitido à gigante midiática acumular milhões de dólares em lucros de forma obscura.
De acordo com as informações no processo, a Disney estaria usando quase todos os truques do “Hollywood Accounting”. O termo refere-se aos métodos fraudulentos frequentemente empregados pelos grandes estúdios de TV e cinema. No caso, a prática consiste em manipular a distribuição dos lucros de um filme ou série e privar aqueles que têm a participação dos lucros totais contratados.
Disney x TSG – alterações na contabilidade

O processo nomeia a Twentieth Century Fox Film Corporation e a The Walt Disney Company como réus. A acusação é de que as duas estariam reestruturando as práticas comerciais de distribuição de filmes. A TSG, que financiou filmes como ‘Os Banshees de Inisherin’ e ‘Avatar: O Caminho da Água’, alega que tais alterações aconteceram às custas do próprio lucro da empresa.
Desde o início da pandemia, os estúdios de mídia, inclusive a Disney, têm migrado para os streamings, investindo bilhões no setor. Assim, isso fez com que o cinema tradicional sofresse mais ainda os impactos do novo método de assistir filmes.
Quais os prejuízos?
O processo alega ainda que a falência do fluxo de caixa resultante das decisões da Disney prejudicou os investimentos da TSG no segundo filme do Avatar. Quando procurada pelo portal Deadline para comentar sobre a denúncia, a Disney optou por não emitir nenhum comentário.
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Segundo a TSG, a “janela de distribuição dos filmes” maximiza os lucros dos estúdios e dos stakeholders. No entanto, essas mudanças teriam afetado significativamente os lucros tanto dos estúdios quanto dos investidores.
Imagem: cjmacer / Shutterstock.com
