Preço da assinatura do Disney+ vai aumentar; confira os novos valores
O Disney+, serviço de streaming da gigante do entretenimento The Walt Disney Company, acaba de confirmar um reajuste nos preços de suas assinaturas no Brasil. A mudança atinge os planos mais completos — Padrão sem anúncios e Premium — com aumentos que ultrapassam os valores praticados por concorrentes como Netflix e Amazon Prime Video. Enquanto isso, o plano Padrão com anúncios seguirá com o mesmo valor mensal.
A alteração já impacta novos assinantes, e passa a valer para quem já é cliente a partir do dia 30 de junho de 2025.
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Reajuste pode atingir até 6%

A empresa anunciou que os aumentos giram em torno de 6% nos planos sem publicidade. Segundo a Disney, o reajuste reflete os investimentos em conteúdo, tecnologia e licenciamento de grandes produções. No entanto, o movimento desperta críticas por colocar os planos em patamares mais caros que os principais concorrentes no Brasil.
Veja como ficaram os novos valores das assinaturas do Disney+
Plano Disney+ padrão (com anúncios)
- R$ 27,99 por mês
- Sem opção anual
Plano Disney+ padrão (sem anúncios)
- R$ 46,09 por mês
- R$ 393,90 por ano
Plano Disney+ Premium
- R$ 66,90 por mês
- R$ 561,90 por ano
Esses valores representam aumentos aproximados de 6% em relação aos preços praticados anteriormente. A Disney também anunciou que usuários podem adicionar um “membro extra” à conta — ou seja, uma pessoa fora da residência principal.
Valores do “membro extra” por plano
- R$ 19,90/mês para o plano com anúncios
- R$ 28,90/mês para o plano padrão sem anúncios
- R$ 33,90/mês para o plano Premium
O que cada plano oferece?
Conteúdo disponível nos planos pagos
Todos os assinantes do Disney+, independentemente do plano, têm acesso ao catálogo completo de filmes e séries da Disney e do Star, incluindo produções da Marvel, Pixar, Star Wars, National Geographic e 20th Century Studios.
Além disso, os planos mais completos permitem:
- Acesso ao conteúdo esportivo da ESPN e ESPN3
- Reprodução em mais de dois dispositivos simultaneamente (conforme o plano)
- Qualidade de imagem superior (4K e HDR no plano Premium)
Comparação com outros serviços de streaming
O reajuste coloca o Disney+ como um dos serviços de streaming mais caros do Brasil, superando até a Netflix e o Prime Video em algumas faixas de plano.
Preços da Netflix
- Básico com anúncios: R$ 20,90
- Padrão: R$ 39,90
- Premium: R$ 59,90
Preços do Prime Video
- Padrão (com anúncios): R$ 19,90
- Padrão (sem anúncios): R$ 29,90
Enquanto a Disney afirma que seu conteúdo e tecnologia justificam os preços, consumidores começam a avaliar a relação custo-benefício — especialmente em tempos de inflação e concorrência acirrada no mercado de entretenimento.
Quantos serviços de streaming existem no Brasil?
A quantidade de plataformas de streaming disponíveis no Brasil cresce continuamente. Atualmente, é possível contar mais de 20 serviços, entre os mais populares e os de nicho.
Principais serviços de streaming de vídeo
- Netflix
- Prime Video
- Disney+
- Max (antiga HBO Max)
- Apple TV+
- Globoplay
- Paramount+
- Lionsgate+
- MUBI
- Telecine
Serviços de streaming de música
- Spotify
- Deezer
- Apple Music
- Tidal
- Amazon Music
Plataformas de esportes ao vivo
- Star+
- DAZN
- Premiere
- NBA League Pass
- UFC Fight Pass
Essa diversificação provoca uma fragmentação do consumo de conteúdo, o que obriga o consumidor a escolher com critério onde investir seu orçamento mensal.
Quanto custa assinar todos os streamings?
Assinar todos os serviços relevantes de vídeo, música e esportes no Brasil pode custar mais de R$ 500 por mês, considerando planos individuais com qualidade máxima de imagem e sem publicidade.
Estimativa de custo mensal
- Vídeo: R$ 250+
- Música: R$ 50+
- Esportes: R$ 200+
- Total aproximado: R$ 500+
Só com as principais plataformas de vídeo, o gasto médio mensal pode passar de R$ 250. Incluindo planos de música e esportes, o valor se aproxima da mensalidade de uma TV por assinatura premium tradicional.
O impacto do reajuste no consumidor
O reajuste do Disney+ chega em um momento em que muitos usuários já demonstram fadiga com a multiplicação de assinaturas, optando por reduzir o número de plataformas ou revezar entre elas mês a mês.
Estratégias de retenção e mudança de comportamento
Além disso, o aumento ocorre pouco após o lançamento do modelo com anúncios — estratégia comum adotada para manter usuários com orçamentos menores. Esse modelo, apesar de mais barato, oferece uma experiência de navegação mais limitada.
Tendência de mercado
- Mais serviços adotando modelos híbridos (com e sem anúncios)
- Criação de pacotes unificados para atrair consumidores com preço competitivo
- Maior fiscalização contra compartilhamento de senhas, como já ocorre na Netflix
Quando os novos preços do Disney+ começam a valer?
O novo valor já está em vigor para novos assinantes desde o anúncio oficial. Para os assinantes antigos, os preços passam a valer a partir de 30 de junho de 2025, conforme a renovação automática do plano escolhido.
A empresa enviou avisos por e-mail e no próprio aplicativo, detalhando as alterações e oferecendo a opção de alteração ou cancelamento antes da mudança.
Alternativas mais baratas ao Disney+

Para quem busca economizar e não precisa de todos os recursos do Disney+, há opções com bom custo-benefício no mercado:
Exemplos de plataformas com bom custo-benefício
- Globoplay: R$ 24,90/mês (plano básico) com vasto conteúdo nacional
- Paramount+: R$ 14,90/mês com catálogo internacional crescente
- Apple TV+: R$ 14,90/mês com foco em produções exclusivas
- Prime Video com anúncios: R$ 19,90/mês com frete grátis incluído
Esses serviços muitas vezes oferecem testes gratuitos, promoções combinadas com operadoras ou planos familiares.
Conclusão
O reajuste nos preços do Disney+ reforça a disputa cada vez mais acirrada no mercado de streaming no Brasil. Com planos que agora superam os valores da Netflix e do Prime Video, a plataforma aposta na força do seu catálogo e na fidelidade dos assinantes para justificar os aumentos. No entanto, diante de tantas opções disponíveis — e de orçamentos cada vez mais apertados —, os consumidores tendem a ser mais seletivos. Avaliar custo-benefício, qualidade de conteúdo e funcionalidades oferecidas será essencial na hora de decidir em qual serviço investir.