Em meio a um cenário econômico instável e marcado por volatilidades políticas e tarifárias, muitos investidores buscam segurança e rendimento constante no longo prazo. Uma das estratégias mais recomendadas por analistas é o investimento em empresas que pagam dividendos com regularidade, formando uma carteira robusta e resiliente.
Seguindo essa premissa, a casa de análises Empiricus divulgou sua carteira recomendada de agosto de 2025, voltada exclusivamente para investidores que priorizam o recebimento de proventos recorrentes. A seleção das empresas foi feita com base na solidez financeira e na capacidade comprovada de geração de caixa livre (GCL), que sustenta o pagamento de dividendos de forma consistente ao longo do tempo.
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A estratégia da Empiricus para o longo prazo para dividendos
Foco na geração de caixa e juros compostos
De acordo com a Empiricus, o objetivo central da carteira é identificar empresas capazes de remunerar seus acionistas com regularidade, ao mesmo tempo em que possibilitam o reinvestimento dos dividendos, potencializando o retorno total no longo prazo. Esse mecanismo alimenta o fenômeno dos juros compostos, considerado o motor mais eficiente de crescimento patrimonial ao longo dos anos.
Segundo o relatório da casa, os ativos selecionados compartilham algumas características estratégicas:
- Atuam em grandes mercados com maturidade operacional
- Possuem modelos de negócio resilientes e defensivos
- Apresentam vantagens competitivas claras e barreiras de entrada elevadas
- Exibem sólidos balanços e bom histórico de governança
- Estão inseridas em setores com tendências seculares de longo prazo
Esses atributos tornam as empresas mais resistentes a ciclos econômicos negativos e mais previsíveis na geração de lucros.
Alterações na carteira: entradas e saídas
A principal mudança na carteira de agosto foi a retirada da Fleury (FLRY3), que vinha sendo destaque no mês anterior devido a rumores de aquisição pela Rede D’Or. A valorização expressiva da ação motivou a troca por um ativo mais descontado: a Porto Seguro (PSSA3), que recuou significativamente no mesmo período.
A Empiricus ressalta que, apesar da boa prévia operacional, a B3 (B3SA3) teve desempenho negativo por conta de temores políticos e tarifários, sendo o ponto fraco da carteira em julho.
Recomendações de ações para agosto de 2025
Empresas indicadas com pesos iguais
A nova carteira da Empiricus mantém cinco empresas, todas com peso igualitário, escolhidas por sua capacidade de geração de proventos e desempenho sustentável. O Dividend Yield médio estimado para 2025 é de 6,7%, um percentual considerado atraente, especialmente em um cenário de juros reais em queda.
As cinco recomendações da Empiricus:
- Itaú (ITUB4) – Instituição financeira tradicional, com histórico estável de dividendos
- Porto Seguro (PSSA3) – Atuação sólida no setor de seguros e investimentos conservadores
- Gerdau (GGBR4) – Forte presença no setor de siderurgia, com resiliência de margens
- B3 (B3SA3) – Empresa gestora da bolsa de valores brasileira, com receitas recorrentes
- Petrobras (PETR4) – Gigante do setor petrolífero, com dividendos expressivos nos últimos anos
A Empiricus acredita que esses ativos, mesmo diante das oscilações recentes, têm fundamentos sólidos que sustentam a remuneração dos acionistas.
Por que investir em dividendos?
Benefícios da estratégia de dividendos
Investir com foco em dividendos é uma das estratégias mais tradicionais e eficazes do mercado financeiro. Ao priorizar empresas que remuneram seus acionistas de forma frequente, o investidor consegue criar uma fonte de renda passiva, com previsibilidade e baixo risco relativo.
Entre os principais benefícios dessa abordagem estão:
- Estabilidade de fluxo de caixa, mesmo em períodos de queda no mercado
- Disciplina de reinvestimento, potencializando o crescimento patrimonial
- Proteção contra inflação, especialmente quando os proventos são reajustados ao longo do tempo
- Acesso a empresas maduras, menos expostas a volatilidades extremas
Essa lógica é particularmente útil para investidores de perfil moderado ou conservador, que desejam combinar preservação de capital com retorno constante.
Critérios de seleção das empresas
Como a Empiricus define os ativos da carteira?
A seleção das ações para compor a carteira de dividendos segue critérios técnicos e qualitativos rigorosos. A Empiricus prioriza empresas que apresentem os seguintes elementos:
Geração de caixa consistente
A Geração de Caixa Livre (GCL) é um dos indicadores mais relevantes. Empresas com GCL elevada tendem a ter maior flexibilidade para distribuir dividendos sem comprometer seus investimentos em crescimento.
Nível de endividamento
Outro critério importante é o nível de alavancagem financeira. Empresas com dívidas controladas enfrentam menos riscos em ciclos econômicos negativos e têm maior capacidade de honrar compromissos com acionistas.
Margem operacional e retorno sobre capital
Negócios com margens operacionais saudáveis e retorno elevado sobre o capital investido tendem a ser mais lucrativos no longo prazo, garantindo dividendos mais robustos e sustentáveis.
Liquidez e volume negociado
A Empiricus evita empresas com baixa liquidez, pois isso dificulta a entrada e saída de posições e pode tornar o investimento mais arriscado. Todos os ativos recomendados possuem negociação diária elevada na B3.
A postura cautelosa recomendada em agosto
Ambiente turbulento exige defensividade
O relatório de agosto reforça a importância de uma postura menos agressiva diante da atual conjuntura. A Empiricus sugere foco em ativos descontados, com boa geração de caixa e histórico sólido de pagamento de proventos. A ideia é proteger o portfólio sem abrir mão de rentabilidade no longo prazo.
Com essa abordagem, os analistas buscam combinar resiliência e oportunidade, aproveitando quedas pontuais nos preços de ações para construir uma carteira sólida, de viés defensivo.
Tendência de longo prazo permanece positiva
Apesar da instabilidade pontual do mercado, a perspectiva para o longo prazo segue positiva para empresas bem estruturadas. O recuo de juros, somado à recuperação gradual da economia, deve favorecer o setor corporativo e, por consequência, os dividendos distribuídos.
O relatório destaca que o momento atual é ideal para investidores que buscam construir posições estratégicas para o futuro, aproveitando boas empresas a preços atrativos.

A carteira de dividendos divulgada pela Empiricus em agosto de 2025 oferece um direcionamento claro para investidores que buscam estabilidade financeira e geração constante de renda passiva. Ao apostar em empresas com histórico comprovado, balanços sólidos e atuação em setores estratégicos, a estratégia busca maximizar retornos com riscos controlados.
A troca de Fleury por Porto Seguro mostra a flexibilidade da metodologia diante das oscilações de mercado, enquanto a manutenção de empresas como Itaú, Petrobras e Gerdau revela a confiança nos fundamentos dessas gigantes. Com um Dividend Yield médio projetado de 6,7% para 2025, a carteira representa uma alternativa viável tanto para investidores iniciantes quanto experientes.
Diante de um ambiente econômico ainda desafiador, a estratégia de dividendos se apresenta como uma forma eficiente de crescimento patrimonial sustentável, combinando previsibilidade com o poder dos juros compostos. Para quem deseja investir hoje com o olhar voltado para o futuro, a carteira da Empiricus oferece um mapa estratégico baseado em dados, fundamentos e experiência de mercado.

