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Dólar inicia dia em baixa com notícia sobre diretora do Fed

Dólar oscila após demissão no Fed e inflação baixa no Brasil; Ibovespa cai, impactando mercados financeiros nesta terça-feira.

Bianca BorgesPor Bianca Borges6 min de leitura
Mercado reage: dólar recua 1% e vai a R$ 5,41 com fala de Powell sobre juros

Nesta terça-feira (26), o mercado financeiro brasileiro e internacional mostrou-se instável com oscilações no dólar e na bolsa de valores, reflexo de acontecimentos relevantes tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

O dólar comercial começou o dia em baixa, influenciado pela demissão inesperada de Lisa Cook, diretora do Federal Reserve (Fed), pelo presidente Donald Trump, e pela divulgação da prévia da inflação brasileira, o IPCA-15. Ao mesmo tempo, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, registrou queda.

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Panorama do dólar e Ibovespa

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Imagem: lazy_bear – Freepik

O dólar comercial encerrou o dia anterior em queda de 0,19%, cotado a R$ 5,4153, após uma sequência de perdas acumuladas no mês.

Já o Ibovespa havia fechado em leve alta de 0,04%, aos 138.025 pontos. No entanto, durante a manhã de terça-feira, o dólar avançava 0,32%, atingindo R$ 5,4325, enquanto o Ibovespa recuava 0,51%, para 137.317 pontos, evidenciando a volatilidade e as incertezas nos mercados.

Demissão de Lisa Cook pelo presidente Donald Trump

Contexto e impacto da decisão

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de demitir Lisa Cook, diretora do Conselho de Governadores do Federal Reserve, gerou inquietação nos mercados internacionais.

Lisa Cook é a primeira mulher negra a ocupar essa posição e sua saída, anunciada nas redes sociais e oficializada por uma carta assinada por Trump, foi justificada por acusações envolvendo hipotecas e uma alegada falta de confiança na integridade da diretora.

Trump, que já havia ameaçado a demissão caso Cook não renunciasse voluntariamente, reforçou sua posição contra o que considera uma atuação inadequada do Fed, especialmente em relação à política de juros.

Consequências para a credibilidade do Fed

Especialistas apontam que essa medida representa um ataque à independência do banco central americano, que historicamente opera com autonomia para garantir a estabilidade econômica dos EUA.

A economista Andressa Durão, do ASA, destaca que nunca houve uma demissão por justa causa de um membro do Fed e que o caso pode desencadear uma disputa judicial longa, colocando em risco a credibilidade da instituição.

Apesar do cenário turbulento, Durão prevê que o mercado deve superar esse impacto no curto prazo. No entanto, caso a saída de Cook se confirme, a expectativa é que o Fed adote uma postura mais flexível (“dovish”), alinhada à preferência de Trump por juros mais baixos para estimular o crescimento.

Prévia da inflação brasileira: IPCA-15 de agosto

Resultado e comparação com expectativas

No Brasil, a atenção dos investidores também se voltou para a divulgação do IPCA-15, índice que mede a inflação prévia do mês. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou uma queda de 0,14% em agosto, a primeira deflação do índice em mais de dois anos.

Apesar do resultado positivo para o bolso do consumidor, a queda ficou aquém das expectativas do mercado, que previa uma retração entre 0,19% e 0,22%.

Essa desaceleração inflacionária acompanha a tendência de revisão para baixo das projeções, evidenciada pelo boletim Focus, que apontou a 13ª semana consecutiva de redução nas estimativas de inflação para o Brasil.

Principais influências na inflação

O fator principal para a queda do IPCA-15 foi a redução no preço da energia elétrica residencial (-4,93%), decorrente do Bônus de Itaipu aplicado nas contas de luz de agosto.

No entanto, o impacto foi parcialmente compensado pela vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que acrescenta custos às faturas de energia.

Na comparação anual, o índice acumulado em 12 meses alcançou 4,95%, sinalizando um controle moderado da inflação, ainda dentro da meta estipulada pelo Banco Central.

Reações do mercado à demissão no Fed e à inflação brasileira

Volatilidade no câmbio e na bolsa

A combinação da notícia da demissão no Fed e do resultado da inflação brasileira contribuiu para a oscilação no mercado cambial e acionário. Enquanto o dólar mostrou uma leve valorização durante a manhã, o Ibovespa sofreu uma queda moderada.

O dólar, que acumula recuo de 12,37% no ano e 3,31% no mês, reagiu à insegurança política nos EUA, enquanto o Ibovespa, que acumula alta de 14,75% no ano, mostrou sensibilidade às informações econômicas locais e internacionais.

Perspectivas para os próximos dias

Analistas financeiros ressaltam que o mercado seguirá atento às repercussões da demissão da diretora do Fed e aos próximos dados econômicos brasileiros, que poderão influenciar a trajetória dos juros, câmbio e ações.

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A política monetária dos EUA permanece um ponto crucial, especialmente diante da pressão do presidente Trump para reduzir taxas de juros.

Entenda o que influencia a cotação do dólar

Fatores externos

A cotação do dólar é influenciada por decisões políticas e econômicas nos Estados Unidos, especialmente aquelas relacionadas ao Fed, que determina as taxas de juros que impactam investimentos globais. A estabilidade e autonomia do banco central americano são cruciais para a confiança dos investidores.

Fatores internos

No Brasil, indicadores econômicos como inflação, PIB, desemprego e política fiscal afetam diretamente a valorização ou desvalorização do real frente ao dólar. A divulgação de índices como o IPCA-15 é fundamental para que o Banco Central ajuste sua política monetária, impactando o câmbio.

O que esperar do mercado financeiro brasileiro

Dólar/dividendos aposentadoria
Imagem: Freepik

Influência das notícias internacionais

As turbulências políticas nos EUA tendem a causar volatilidade no mercado brasileiro, principalmente no câmbio, dada a forte ligação econômica entre os dois países. A possível mudança no perfil do Fed pode alterar expectativas de juros, atraindo ou repelindo capital estrangeiro.

Cenário econômico nacional

Com a inflação mostrando sinais de desaceleração e a economia apresentando sinais mistos, o Banco Central do Brasil deverá manter cautela nas próximas decisões. O mercado aguarda dados sobre atividade econômica e política fiscal para definir a trajetória dos juros e do real.

Conclusão

A terça-feira, 26 de agosto de 2025, iniciou com os mercados globais em alerta. A demissão da diretora do Fed, Lisa Cook, por Donald Trump, simboliza uma fase de incertezas para a política monetária americana e reflete diretamente na oscilação do dólar e da bolsa brasileira.

Simultaneamente, a divulgação do IPCA-15, que indicou a primeira queda na inflação em mais de dois anos, traz um contraponto positivo para o cenário econômico brasileiro, apesar de ter ficado abaixo das expectativas.

Os investidores continuam acompanhando atentamente esses desdobramentos, que devem pautar as estratégias econômicas e financeiras nos próximos dias, tanto no Brasil quanto internacionalmente.

O equilíbrio entre fatores internos e externos será determinante para a estabilidade dos mercados e para o rumo da economia nos meses seguintes.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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