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Dólar fecha em queda com dados de inflação nos Estados Unidos; Ibovespa fecha em leve baixa

Dólar fecha em queda com inflação dos EUA; Ibovespa recua levemente, pressionado por Petrobras e Itaú, enquanto Vale limita perdas.

Talita FerreiraPor Talita Ferreira4 min de leitura
Ibovespa

O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,483, dando sequência à trajetória de perdas iniciada na véspera. A moeda americana foi pressionada por dados econômicos dos Estados Unidos que reforçam a perspectiva de dois cortes nas taxas de juros ainda neste ano.

O índice de preços PCE, principal termômetro de inflação para o Federal Reserve (Fed), subiu 0,1% em maio, conforme o esperado. No entanto, o recuo da renda do consumidor e das despesas em consumo pessoal indicam uma desaceleração da economia norte-americana, fomentando o enfraquecimento do dólar.

Segundo João Duarte, sócio da One Investimentos, essa conjuntura tende a reduzir a atratividade dos investimentos em renda fixa nos EUA, impulsionando realocação de capital para mercados emergentes, como o Brasil. Entretanto, a indefinição sobre o aumento do IOF no país brasileiro tem limitado a queda da moeda por aqui, gerando volatilidade no câmbio.

Juros futuros registram leve queda apesar da instabilidade

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Imagem: Canva

Os juros futuros fecharam em leve queda em quase toda a curva, com exceção da ponta curtíssima. Investidores monitoraram os dados americanos de inflação, que indicam a possibilidade de cortes de juros, e os números locais que mostram queda do desemprego para 6,2% no trimestre encerrado em maio.

Esses movimentos refletem o equilíbrio entre a expectativa de cortes nos EUA e o cenário de juros ainda elevados no Brasil.

Ibovespa fecha em queda com baixa liquidez e Petrobras pressionando índice

O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou o dia em leve baixa de 0,18%, aos 136.866 pontos, em sessão de volume reduzido, totalizando cerca de R$ 12,1 bilhões em negócios.

As ações da Petrobras tiveram papel decisivo para a pressão negativa, com queda de 1,23% para as preferenciais (PETR4) e 0,79% para as ordinárias (PETR3). Apesar da recuperação do preço do petróleo na sessão, a commodity acumulou perda superior a 10% na semana, refletindo o fim do conflito entre Irã e Israel.

Outro destaque negativo foi o Itaú Unibanco, que fechou em queda de 0,11%, cotado a R$ 36,27, impactando o índice devido ao seu peso relevante na carteira do Ibovespa.

Vale limita perdas do Ibovespa com alta no minério de ferro

Ibovespa
Imagem: LookerStudio/Shutterstock

Em contrapartida, as perdas do Ibovespa foram amenizadas pela alta de 1,92% nas ações da mineradora Vale (VALE3), que fecharam a R$ 53,00. O resultado positivo está ligado à valorização de quase 2% do minério de ferro na Bolsa de Dalian, influenciada pela melhora na demanda chinesa.

A valorização da Vale tem papel importante para o equilíbrio do Ibovespa, especialmente diante do cenário internacional ainda incerto.

Bolsas de Nova York batem recordes com acordo entre EUA e China

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Enquanto o cenário no Brasil e no câmbio apresenta cautela, as bolsas americanas registraram máximas históricas. O S&P 500 e o Nasdaq renovaram recordes após a confirmação de um acordo entre EUA e China que visa estabilizar a relação comercial.

O Dow Jones subiu 1%, encerrando a 43.819 pontos, o S&P 500 avançou 0,52%, a 6.173 pontos, e o Nasdaq subiu 0,52%, a 20.273 pontos. Esse movimento foi impulsionado também pelo aumento no sentimento do consumidor americano, que atingiu a maior alta em quatro meses.

Perspectivas e fatores que influenciam o mercado

Ibovespa
Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital
  • Dados econômicos dos EUA, especialmente a inflação PCE e o comportamento do consumidor, são fundamentais para a definição da política monetária americana.
  • A expectativa de cortes nos juros nos EUA pode enfraquecer o dólar, beneficiando mercados emergentes.
  • No Brasil, o desemprego em queda reforça a perspectiva de juros elevados por mais tempo, o que pesa sobre o apetite por risco local.
  • A indefinição política sobre o aumento do IOF cria volatilidade cambial e incerteza para investidores.

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Talita Ferreira

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Talita Ferreira

Talita Ferreira é redatora no portal Seu Crédito Digital, onde aplica seu rigor acadêmico e experiência em linguagem para tornar conteúdos econômicos, sociais e informativos mais claros e acessíveis. Doutoranda e Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), possui também pós-graduação em Revisão Textual e em Educação, Gêneros e Sexualidade pela UniVitória. É graduada em Letras pela UFJF e tem sólida atuação em revisão, produção de conteúdo e pesquisa em linguagem.

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