Mesmo diante da entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o dólar comercial teve queda expressiva nesta quarta-feira (6), encerrando o dia cotado a R$ 5,463, o menor valor desde 8 de julho. A retração de 0,78% surpreendeu os mercados, que já acumulam uma desvalorização de 2,46% da moeda norte-americana somente nos primeiros dias de agosto.
Dólar tem queda e atinge menor valor em um mês
Dólar recua para R$ 5,46 e fecha no menor nível desde julho, mesmo com nova tarifa dos EUA sobre o Brasil.
Além da moeda estrangeira, o mercado de ações brasileiro também teve desempenho positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 1,04%, atingindo 134.568 pontos, o maior patamar em duas semanas.
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Tarifa dos EUA não afetou negativamente os mercados

Apesar da medida do governo dos EUA – ainda sob diretrizes firmadas na gestão de Donald Trump – de elevar tarifas sobre produtos brasileiros, os investidores não reagiram de forma adversa. A expectativa de corte nos juros americanos acabou sendo o principal fator a influenciar os mercados, superando o impacto negativo esperado com o aumento tarifário.
A diretora regional do Federal Reserve (Fed) indicou, nesta quarta-feira, que a autoridade monetária norte-americana pode reduzir as taxas de juros nos próximos meses. Esse movimento favorece economias emergentes como o Brasil, ao tornar mais atrativos os investimentos em mercados que oferecem retorno maior.
Alta da bolsa indica confiança dos investidores
O desempenho do Ibovespa sinaliza a confiança do mercado nas perspectivas econômicas, mesmo em meio a tensões comerciais. Com alta acumulada de 1,59% na semana, o índice teve sua terceira valorização consecutiva, refletindo a expectativa de que as medidas adotadas no exterior favoreçam o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil.
Além disso, o movimento de queda do dólar amplia a atratividade de ativos brasileiros. Investidores enxergam oportunidades, especialmente em setores exportadores e empresas com forte atuação no mercado interno, que se beneficiam do câmbio mais controlado e da estabilidade de juros.
Impactos internacionais: Índia também sofre com tarifas
O endurecimento das tarifas comerciais por parte dos EUA não se restringe ao Brasil. A Índia também foi alvo de nova tarifa de 25%, que entrou em vigor na mesma data. Ainda assim, os mercados internacionais demonstraram resiliência, sugerindo que os investidores estão priorizando o cenário macroeconômico mais amplo, especialmente em relação à política monetária dos Estados Unidos.
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A redução de juros nas economias desenvolvidas tende a movimentar o capital especulativo para países com maior retorno, como o Brasil. Esse cenário contribui para a queda do dólar e fortalece os mercados locais.
O que esperar para os próximos dias?

A continuidade do movimento de baixa do dólar dependerá da confirmação de cortes nas taxas de juros pelo Fed e da resposta do mercado às novas tarifas impostas. Especialistas indicam que, mesmo com pressões externas, a trajetória da moeda americana pode continuar de queda moderada, especialmente se houver estabilidade política e avanços na agenda fiscal brasileira.
Outro fator que pode influenciar a valorização do real é a entrada de capital estrangeiro para o mercado de renda variável, motivada por um ambiente global mais favorável a riscos.
Com informações de: Agência Brasil
