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DREX: saiba por que não substituirá o dinheiro físico nem servirá para controlar a população

BC esclarece que Drex, moeda digital brasileira, não substituirá o dinheiro em espécie nem será usado para monitorar transações.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
drex

O Banco Central do Brasil voltou a esclarecer nesta semana que o Drex, a nova moeda digital oficial em desenvolvimento, não substituirá o dinheiro em espécie e não será utilizado para monitorar transações pessoais. Em meio à disseminação de fake news nas redes sociais, o órgão reforça que a introdução do Drex faz parte de um movimento de inovação no sistema financeiro nacional, e que o papel-moeda continuará a circular normalmente.

A versão digital do real será uma opção adicional para transações financeiras, voltada especialmente ao meio online e à integração com contratos inteligentes e ativos digitais. A iniciativa está sendo desenvolvida desde 2020 e segue princípios da Lei do Sigilo Bancário, da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e de outras normas brasileiras que garantem a privacidade e a liberdade financeira da população.

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Imagem: rafapress / shutterstock.com

O que é o Drex?

Moeda digital de banco central (CBDC)

O Drex é o nome do Real Digital, uma moeda digital de banco central (ou CBDC, na sigla em inglês para Central Bank Digital Currency), emitida e regulada pelo Banco Central do Brasil. Diferentemente das criptomoedas como o Bitcoin, o Drex será lastreado no real e equivalente ao dinheiro que já utilizamos, porém em formato digital.

Como o Drex será utilizado?

O Drex funcionará em duas frentes distintas:

  • Transações de atacado: feitas diretamente entre instituições financeiras autorizadas, como bancos e cooperativas;
  • Transações de varejo: realizadas pelos cidadãos e empresas, por meio de intermediários autorizados, como o próprio banco do usuário.

Por que o Drex está sendo criado?

Democratizar o acesso à economia digital

O Banco Central destaca que o Drex não tem como objetivo acabar com o papel-moeda, mas sim ampliar as possibilidades de transações seguras e inteligentes, de forma eficiente e acessível.

Entre os principais objetivos da moeda digital estão:

  • Modernizar os serviços financeiros por meio de tecnologias como os contratos inteligentes;
  • Reduzir custos e burocracia em transações que exigem intermediação;
  • Ampliar a inclusão financeira, permitindo que mais pessoas tenham acesso a soluções digitais seguras;
  • Oferecer segurança jurídica e operacional em transações com ativos digitais.

É verdade que o Drex vai acabar com o dinheiro em papel?

Não. Moeda digital é apenas mais uma opção

Uma das principais desinformações sobre o Drex é a ideia de que ele substituirá completamente o dinheiro físico, acabando com o uso de cédulas e moedas. Essa afirmação é falsa.

Segundo o próprio Banco Central, a emissão de papel-moeda continuará ocorrendo normalmente, pois atende a:

  • Diversos hábitos de consumo da população;
  • Regiões com menor acesso à internet ou serviços bancários digitais;
  • Pessoas que optam por não usar meios eletrônicos em suas finanças.

A adoção do Drex será gradual e opcional, funcionando em paralelo ao sistema atual. O objetivo é oferecer mais possibilidades, e não retirar direitos ou limitar a liberdade de escolha dos cidadãos.

O Drex será usado para monitorar transações das pessoas?

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Imagem: rafapress/ Shutterstock.com

Não. O sigilo bancário e a LGPD continuam válidos

Outra alegação infundada disseminada em redes sociais é a de que o Drex permitiria ao governo “vigiar” as transações financeiras dos cidadãos. O Banco Central desmente categoricamente essa informação.

O projeto do Drex segue rigorosamente os princípios da:

  • Lei Complementar nº 105/2001 (Sigilo Bancário);
  • Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD);
  • Diretrizes estabelecidas para proteger a privacidade e segurança dos dados financeiros dos brasileiros.

Além disso, as instituições intermediárias autorizadas — como bancos — continuarão sendo responsáveis pelas operações dos usuários, inclusive pela proteção e gerenciamento dos dados.

Como funciona a tecnologia por trás do Drex?

Plataforma Drex e contratos inteligentes

O Drex utilizará uma tecnologia chamada Distributed Ledger Technology (DLT), ou tecnologia de registro distribuído, semelhante à usada em blockchains. Com isso, será possível realizar:

  • Transações seguras e rastreáveis entre usuários e instituições;
  • Negociações com ativos digitais, como títulos, imóveis ou automóveis;
  • Execução automática de contratos inteligentes, que só são concluídos quando todas as condições forem cumpridas.

Exemplo prático: compra de carro com Drex

Em uma transação de compra e venda de veículo, por exemplo, o Drex pode ser usado em um contrato inteligente para garantir que:

  • O pagamento só ocorra se a transferência da propriedade for registrada;
  • Caso uma das partes não cumpra sua obrigação, o contrato não será executado e nenhum valor será movimentado.

Esse tipo de operação traz mais segurança para consumidores e vendedores, reduzindo a chance de fraudes ou disputas judiciais.

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Como os cidadãos poderão usar o Drex?

Por meio de bancos e instituições financeiras autorizadas

Para utilizar o Drex, os cidadãos precisarão de um intermediário autorizado pelo Banco Central, como:

  • Bancos;
  • Cooperativas de crédito;
  • Instituições de pagamento.

Essas instituições serão responsáveis por converter o saldo tradicional em Drex, transferindo o valor da conta corrente para uma carteira digital específica, dentro da Plataforma Drex.

A partir daí, será possível:

  • Realizar pagamentos digitais com maior rapidez;
  • Adquirir ou negociar ativos tokenizados;
  • Participar de contratos inteligentes com segurança e garantia de liquidação.

O Drex é o mesmo que o Pix?

Não. São tecnologias diferentes, mas complementares

Embora ambos os sistemas tenham sido desenvolvidos pelo Banco Central e estejam voltados para pagamentos digitais, o Drex e o Pix são ferramentas distintas:

PixDrex
Sistema de pagamentos instantâneosMoeda digital lastreada no real
Lançado em 2020Previsto para lançamento em 2025
Transfere valores entre contas bancáriasPermite transações com ativos digitais e contratos inteligentes
Não utiliza DLTBaseado em tecnologia de registro distribuído

Enquanto o Pix facilita a transferência de valores, o Drex expande as possibilidades da economia digital, permitindo que pessoas físicas e empresas interajam com serviços financeiros mais complexos, com total segurança.

Quando o Drex estará disponível?

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Imagem: Freepik e Canva

Lançamento oficial previsto para 2025

Após mais de quatro anos em desenvolvimento, o Drex passou por etapas de testes em ambientes simulados com participação de instituições financeiras selecionadas. A fase atual envolve:

  • Testes de infraestrutura tecnológica;
  • Avaliações de segurança cibernética;
  • Análises de viabilidade jurídica e operacional.

O lançamento oficial da moeda digital está previsto para o segundo semestre de 2025, com ampliação gradual do acesso à população e empresas.

Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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