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Drex troca blockchain por sistema mais rápido em nova fase do projeto

O projeto Drex, do Banco Central para lançar o Real Digital, abandona o uso da blockchain para adotar um sistema mais rápido e simples.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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O BC do Brasil promove uma mudança significativa na estratégia tecnológica do Drex, seu projeto para criar a versão digital da moeda nacional, o Real Digital. Conforme divulgado pelo portal Valor Econômico, a nova fase do Drex deixará de usar a tecnologia de registro distribuído (DLT), popularmente conhecida como blockchain, para adotar um sistema mais ágil e simplificado. Essa decisão, embora represente uma mudança no escopo inicial, busca acelerar a oferta de funcionalidades financeiras digitais ao público já a partir de 2026.

Importância do projeto

Imagem: rafapress / shutterstock.com

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Potencial de transformação financeira

A implementação do Real Digital tem o potencial de transformar profundamente o sistema financeiro brasileiro, facilitando transferências instantâneas, pagamentos mais seguros, operações de crédito inovadoras e até contratos automatizados via tecnologia programável. Assim, o Drex se insere no contexto global de moedas digitais emitidas por bancos centrais (CBDCs), que vêm ganhando destaque em diversas economias.

A guinada tecnológica: do blockchain para um sistema mais rápido

Motivações da mudança

Durante o evento Blockchain Rio, Clarissa Souza, auditora do Banco Central, revelou que a próxima etapa do Drex abrirá mão da tecnologia de blockchain. Essa decisão foi tomada visando uma entrega prática e funcional em um prazo mais curto, com a meta de viabilizar operações de crédito já em 2026.

O que muda no sistema

O uso da blockchain (DLT) foi inicialmente idealizado para garantir transparência, segurança e descentralização, possibilitando também a programabilidade do dinheiro — operações financeiras sem intermediários, contratos inteligentes, entre outros. Contudo, a complexidade e os desafios tecnológicos, especialmente relacionados à privacidade e desempenho, fizeram o BC optar por um sistema mais centralizado e eficiente nesta etapa.

Implicações

Benefícios da nova abordagem

A adoção de uma tecnologia mais ágil e menos complexa permitirá acelerar a oferta de serviços financeiros digitais com garantia real, essencial para operações de crédito. Com a solução simplificada, espera-se que bancos e instituições possam implementar produtos inovadores que dinamizem o crédito ao consumidor e empresas.

Adiamento das funcionalidades descentralizadas

Por outro lado, o atraso na implementação da rede descentralizada postergará recursos originalmente previstos, como a programabilidade do dinheiro, crédito peer-to-peer sem intermediários e outras operações financeiras baseadas em contratos inteligentes. Essa decisão implica que o BC irá priorizar a entrega de funcionalidades básicas antes de evoluir para o modelo descentralizado idealizado.

Blockchain no futuro do Drex: o que ainda está por vir?

Visão do Banco Central

Em entrevista ao Valor Econômico, Fábio Araújo, coordenador do Drex, ressaltou que a saída do blockchain nesta fase não significa o abandono da tecnologia. Pelo contrário, a ideia é incorporar o Real Digital em uma rede descentralizada assim que os desafios tecnológicos, sobretudo os relacionados à privacidade e segurança, forem superados.

Limitações tecnológicas atuais

Segundo Araújo, as soluções de privacidade disponíveis para a rede Hyperledger Besu, escolhida pelo BC para testes, não atenderam totalmente aos requisitos da autoridade monetária. Isso exige mais desenvolvimento, ajustes e amadurecimento para que a tecnologia possa suportar um sistema financeiro descentralizado confiável e seguro.

O que é a tecnologia DLT e por que foi abandonada momentaneamente?

Definição e funcionamento

DLT (Distributed Ledger Technology), ou registro distribuído, é a base tecnológica da blockchain. Ela permite que várias cópias do registro das transações sejam armazenadas de forma sincronizada em diferentes pontos da rede, garantindo transparência, segurança e descentralização.

Desafios enfrentados

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Apesar dos benefícios, o uso da DLT pode acarretar lentidão nas operações, dificuldades de escalabilidade e complexidade na implementação de privacidade. Essas questões foram determinantes para o BC optar por um sistema menos complexo para o lançamento do Drex.

Cronograma e expectativas para o Drex em 2026

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Implementação inicial

Com a nova estratégia, o Banco Central pretende liberar funcionalidades do Real Digital ligadas a operações de crédito com diferentes garantias já no ano de 2026. Isso representa um avanço prático e relevante para o mercado financeiro, ampliando o acesso a serviços financeiros digitais.

Próximas fases

Futuramente, o BC pretende reintroduzir o uso da blockchain ou outra tecnologia descentralizada para viabilizar funcionalidades mais avançadas, como contratos inteligentes, crédito direto entre pessoas e programabilidade do dinheiro.

FAQ – Perguntas frequentes

1. O que é o Drex?
O Drex é o projeto do Banco Central para criar uma versão digital do Real, chamada Real Digital, com o objetivo de modernizar o sistema financeiro brasileiro.

2. Por que o BC deixou de usar blockchain no Drex?
Devido a desafios técnicos, principalmente relacionados à privacidade e desempenho, o BC optou por uma tecnologia mais simples para acelerar a entrega dos serviços financeiros digitais.

3. A blockchain será usada no futuro?
Sim, a tecnologia blockchain ou outras descentralizadas devem ser implementadas em fases posteriores, conforme o amadurecimento das soluções.

Considerações finais

O reposicionamento do projeto Drex reflete a busca por equilíbrio entre inovação e viabilidade técnica. Ao abrir mão da blockchain na etapa inicial, o Banco Central visa entregar um produto funcional, eficiente e seguro em curto prazo, sem deixar de lado a evolução tecnológica para o futuro. O Real Digital promete ser um marco na modernização do sistema financeiro brasileiro e acompanhará a transformação global das moedas digitais emitidas por bancos centrais.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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