Grande varejista que chegou ao Brasil em 1913, mas decretou falência antes da virada do século, está ressurgindo no mercado nacional após muitos anos. Dessa vez, em vez de grandes lojas físicas, os gestores estão apostando no e-commerce para impulsionar a marca.
A Mappin é uma loja de departamentos que ficou conhecida pelo público por oferecer “de tudo”. No seu auge, durante os anos de 1970 e 1980, os consumidores podiam encontrar diversos produtos diferentes, desde roupas de cama até motores de fusca.
Entretanto, a empresa, que chegou a a ocupar um prédio no centro de São Paulo, decretou falência em 1999 por conta da gestão fraudulenta do seu proprietário. Na época, a dívida da Mappin ultrapassava R$ 1 bilhão.
Decretou falência no séc XX e voltou no séc XXI
Após fechar as portas ao decretar falência, a Mappin ficou fora do mercado durante vários anos. Em 2009, a Marabraz adquiriu o nome da empresa e desde então trabalha para revitalizar a marca.
Em 2019, o primeiro site da Mappin foi lançado, mas os planos foram interrompidos devido à crise econômica causada pela pandemia de Covid-19, e o site ficou fora do ar por mais de um ano. Agora, o e-commerce da Mappin está funcionando novamente.
Nesse primeiro momento, o site apresenta um catálogo de móveis para casa e itens para decoração. Contudo, os produtos e o layout são idênticos aos da empresa-mãe (Marabraz).
Mercado mudou muito
O mercado varejista passou por muitas mudanças desde a falência da Mappin. Por esse motivo, apenas o nome Mappin pode não ser suficiente para impulsionar seu retorno. Além disso, os clientes se lembram da loja pela variedade de produtos que ela oferecia, e não apenas pelos móveis.
Outro ponto importante são os clientes que a Mappin atendia. Durante os seus melhores anos, a loja de departamentos vendia principalmente para as classes mais altas. Mas a Marabraz, que a comprou, faz sucesso entre os consumidores com uma renda menor.
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