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Inteligência artificial está presente em 80% das empresas do Brasil, mas uso ainda é limitado

Pesquisa da FGVcia revela que 80% das empresas brasileiras já utilizam IA generativa, mas 75% ainda fazem uso limitado.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Microsoft

A 36ª edição da Pesquisa Anual do FGVcia sobre o mercado de TI revelou um retrato interessante do uso da Inteligência Artificial (IA) generativa no Brasil: embora 80% das empresas afirmem já utilizar a tecnologia no dia a dia, 75% ainda o fazem de forma limitada. O estudo, divulgado nesta quinta-feira (27), mostra um cenário em transição, onde o entusiasmo convive com a cautela.

Panorama do uso da IA generativa no Brasil

inteligência artificial IA profissões/automação emresas
Imagem: 3rdtimeluckystudio / shutterstock.com

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Segundo os dados, a maioria das organizações brasileiras já reconhece o potencial das ferramentas de IA generativa. O levantamento identificou que os recursos mais utilizados estão associados a tarefas automatizadas e suporte ao atendimento, com foco em:

  • Chatbots
  • Machine Learning
  • Reconhecimento biométrico

Entre as ferramentas de IA mais adotadas pelas empresas estão:

Ferramenta de IAParticipação nas empresas (%)
Microsoft Copilot40%
ChatGPT (OpenAI)32%
Google Gemini20%

Apesar dessa adesão, o uso prático ainda é restrito em boa parte dos setores, indicando que a tecnologia ainda está em fase de maturação operacional no ambiente corporativo brasileiro.

Microsoft Copilot lidera a corrida pela IA corporativa

O destaque da pesquisa foi o Microsoft Copilot, que lidera a preferência entre as empresas brasileiras, sendo utilizado por 40% das organizações que já adotam IA generativa.

A presença consolidada do ecossistema Microsoft nas corporações torna o Copilot uma escolha natural, especialmente por facilitar o uso de IA em tarefas administrativas e operacionais cotidianas.

ChatGPT e Google Gemini ganham espaço

Ferramentas como o ChatGPT, da OpenAI, e o Google Gemini também ganham terreno no ambiente empresarial. O ChatGPT aparece com 32% de utilização, enquanto o Gemini, mais recente, registra 20%.

Essas plataformas são mais exploradas em áreas como:

  • Suporte ao cliente via chat automatizado
  • Geração de conteúdo para marketing
  • Processamento de linguagem natural para análise de dados

O impacto da IA

A pesquisa do FGVcia também explorou o impacto da IA sobre diferentes ocupações. Entre mil profissões analisadas, a de professor universitário está entre as 25 com maior superposição de tarefas com a Inteligência Artificial.

Segundo o professor Ethan Mollick, da Wharton School, nos Estados Unidos, isso não significa que os docentes serão substituídos. “Representa uma mudança e uma ruptura profunda. A IA transforma a forma como o ensino é estruturado e conduzido”, afirma.

Tarefas impactadas na docência superior:

  • Elaboração de planos de aula automatizados
  • Correção de provas com auxílio de IA
  • Geração de conteúdo acadêmico
  • Suporte a estudantes via tutores virtuais

A transformação no ensino superior tende a aumentar com o uso de IA para personalizar a experiência do aluno e otimizar a atuação docente.

Distribuição de dispositivos digitais no Brasil:

Tipo de dispositivoTotal em uso (milhões)Proporção por habitante
Smartphones2721,3
Computadores1050,5
TVs Digitais600,3
Tablets e outros650,3
Total5022,4

Além disso, a pesquisa revela um dado de mercado expressivo: para cada TV vendida, são comercializados 2,2 celulares no Brasil. O dado ilustra a consolidação dos dispositivos móveis como principal canal de acesso digital, tanto no consumo pessoal quanto no ambiente corporativo.

Por que o uso da IA ainda é limitado nas empresas?

Apesar da adesão declarada à IA, muitos obstáculos ainda impedem sua utilização plena:

Barreiras para a adoção efetiva da IA

  • Falta de mão de obra qualificada: empresas carecem de profissionais especializados em ciência de dados e machine learning.
  • Custo de implementação: soluções avançadas exigem investimentos significativos.
  • Resistência cultural: áreas tradicionais são mais relutantes em mudar processos.
  • Desconhecimento técnico: gestores nem sempre compreendem o funcionamento da IA.

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Esses fatores explicam por que 75% das empresas brasileiras ainda exploram apenas parte do potencial dessas tecnologias.

Perspectivas para o futuro da IA no Brasil

Cresce o uso de inteligência artificial para aplicar golpes
Imagem: Canva

A tendência é de expansão. Com a maturação das plataformas e a democratização do acesso à informação, espera-se que a IA ganhe espaço em áreas como:

  • Finanças: análise de crédito e risco com IA
  • Saúde: diagnóstico assistido por algoritmos
  • Agronegócio: previsão de safras e clima
  • Logística: roteirização inteligente

A chegada de regulamentações específicas também deve oferecer maior segurança jurídica e encorajar empresas a investir com mais confiança.

FAQ – Perguntas frequentes

O que diz a pesquisa da FGVcia sobre o uso da IA nas empresas?

A pesquisa aponta que 80% das empresas brasileiras já utilizam IA generativa, embora 75% a utilizem de forma limitada.

Quais são os usos mais comuns da IA nas empresas?

Os principais usos são em chatbots, machine learning e reconhecimento biométrico.

Considerações finais

A maioria das empresas já adotou essas ferramentas em alguma medida, mas o uso efetivo ainda é restrito. Os dados mostram um cenário promissor, com oportunidades significativas para aqueles que souberem integrar tecnologia e estratégia.

O avanço da IA depende de fatores como capacitação técnica, investimento e mudança cultural. Nesse contexto, iniciativas públicas e privadas voltadas à formação de profissionais em tecnologia serão decisivas para acelerar essa transformação.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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