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Prazo final: adesão à Escola das Adolescências termina amanhã (20/06)

Escolas têm até 20/06 para aderir ao Escola das Adolescências, programa que apoia anos finais do ensino fundamental.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Escola das Adolescências (2)

Atenção, redes de ensino de todo o país: o prazo para adesão ao programa Escola das Adolescências, do Ministério da Educação (MEC), termina nesta quinta-feira, 20 de junho. Com foco nos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, a iniciativa busca fortalecer essa etapa crucial da formação estudantil por meio de apoio técnico, pedagógico e financeiro.

A adesão deve ser formalizada pelas secretarias municipais e estaduais de educação por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). O ciclo de 2025 será o segundo da política pública que pretende transformar o modo como a escola se conecta com a realidade da adolescência no Brasil.

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Um programa pensado para os adolescentes brasileiros

escola das adolescências
Imagem: Reprodução / Ministério da Educação

O Escola das Adolescências foi instituído pela Portaria nº 635/2024 e representa uma ação estratégica do governo federal para promover a melhoria da qualidade educacional. A proposta se apoia em três pilares: governança, organização curricular e pedagógica, e desenvolvimento profissional. A meta é criar escolas mais acolhedoras, conectadas com a juventude e efetivas na promoção de trajetórias de sucesso escolar.

“A iniciativa busca construir uma proposta para essa etapa de ensino que se conecte com as diversas formas de viver a adolescência no Brasil”, afirma o MEC.

Quem pode aderir e como funciona o processo

A participação é aberta a secretarias estaduais, municipais e do Distrito Federal. Para aderir, é necessário realizar o procedimento por meio da plataforma Simec, sistema já utilizado para acompanhamento de políticas educacionais e gestão de programas federais. A adesão garante às redes apoio contínuo do MEC no desenvolvimento de estratégias pedagógicas voltadas à realidade dos estudantes adolescentes.

As escolas priorizadas são aquelas que atendem critérios socioeconômicos e étnico-raciais, com o objetivo de reduzir desigualdades educacionais e dar atenção a populações historicamente vulnerabilizadas.

Um novo olhar para os anos finais do ensino fundamental

Muitos estudantes abandonam a escola ou têm dificuldades para seguir aprendendo nos anos finais do ensino fundamental. O Escola das Adolescências surge como resposta a esse cenário, com foco em garantir não apenas permanência, mas envolvimento e aprendizagem com significado.

O programa atua para:

  • Criar ambientes escolares acolhedores;
  • Apoiar o desenvolvimento integral dos estudantes;
  • Ampliar o acesso e permanência com qualidade;
  • Fortalecer o protagonismo juvenil nas decisões pedagógicas.

Estratégias e materiais de apoio

O programa inclui a produção e distribuição de guias temáticos sobre os anos finais do ensino fundamental. Esses materiais oferecem suporte teórico e prático para educadores e gestores escolares, com ênfase em temas como:

  • Currículo integrado e contextualizado;
  • Educação antirracista e inclusiva;
  • Saúde mental e escuta ativa;
  • Participação estudantil.

Além disso, os recursos financeiros transferidos para escolas priorizadas poderão ser usados na formação continuada de professores, aquisição de materiais pedagógicos e ações para tornar o ambiente mais seguro e atraente para os adolescentes.

Fortalecendo a governança educacional

Outro eixo fundamental do Escola das Adolescências é a governança compartilhada entre União, estados e municípios. A proposta incentiva que os diferentes entes federativos atuem em cooperação, buscando soluções específicas para suas realidades locais, mas orientadas por diretrizes nacionais que assegurem qualidade e equidade.

Essa estratégia inclui:

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  • Definição de metas conjuntas;
  • Monitoramento e avaliação continuada;
  • Planejamento participativo.

Desenvolvimento profissional como prioridade

Pé-de-Meia
Imagem: insta_photos / Shutterstock.com

A valorização dos profissionais da educação é central para a efetividade do programa. O MEC se compromete a apoiar as redes de ensino com formações continuadas, promovendo o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais engajadoras e conectadas ao universo dos adolescentes.

Com isso, o Escola das Adolescências espera promover:

  • Melhor preparação dos educadores para lidar com os desafios da adolescência;
  • Criação de redes de troca entre professores de diferentes regiões;
  • Disseminação de experiências bem-sucedidas.

O papel das escolas na construção de futuros possíveis

Em um país onde milhões de jovens enfrentam desafios para permanecer na escola, o Escola das Adolescências propõe uma virada de chave. A escola precisa ser um espaço de possibilidades — onde os adolescentes possam se reconhecer, criar laços e construir caminhos. Para isso, é essencial garantir o engajamento ativo das redes e dos profissionais da educação.

A adesão até 20 de junho é um passo inicial, mas decisivo, para transformar o cotidiano de milhares de estudantes. Ao se inscreverem, as redes não apenas acessam recursos, mas se comprometem com uma educação mais justa, afetiva e transformadora.

Com informações de: Ministério da Educação

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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