Atenção, redes de ensino de todo o país: o prazo para adesão ao programa Escola das Adolescências, do Ministério da Educação (MEC), termina nesta quinta-feira, 20 de junho. Com foco nos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, a iniciativa busca fortalecer essa etapa crucial da formação estudantil por meio de apoio técnico, pedagógico e financeiro.
Prazo final: adesão à Escola das Adolescências termina amanhã (20/06)
Escolas têm até 20/06 para aderir ao Escola das Adolescências, programa que apoia anos finais do ensino fundamental.
A adesão deve ser formalizada pelas secretarias municipais e estaduais de educação por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). O ciclo de 2025 será o segundo da política pública que pretende transformar o modo como a escola se conecta com a realidade da adolescência no Brasil.
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Um programa pensado para os adolescentes brasileiros

O Escola das Adolescências foi instituído pela Portaria nº 635/2024 e representa uma ação estratégica do governo federal para promover a melhoria da qualidade educacional. A proposta se apoia em três pilares: governança, organização curricular e pedagógica, e desenvolvimento profissional. A meta é criar escolas mais acolhedoras, conectadas com a juventude e efetivas na promoção de trajetórias de sucesso escolar.
“A iniciativa busca construir uma proposta para essa etapa de ensino que se conecte com as diversas formas de viver a adolescência no Brasil”, afirma o MEC.
Quem pode aderir e como funciona o processo
A participação é aberta a secretarias estaduais, municipais e do Distrito Federal. Para aderir, é necessário realizar o procedimento por meio da plataforma Simec, sistema já utilizado para acompanhamento de políticas educacionais e gestão de programas federais. A adesão garante às redes apoio contínuo do MEC no desenvolvimento de estratégias pedagógicas voltadas à realidade dos estudantes adolescentes.
As escolas priorizadas são aquelas que atendem critérios socioeconômicos e étnico-raciais, com o objetivo de reduzir desigualdades educacionais e dar atenção a populações historicamente vulnerabilizadas.
Um novo olhar para os anos finais do ensino fundamental
Muitos estudantes abandonam a escola ou têm dificuldades para seguir aprendendo nos anos finais do ensino fundamental. O Escola das Adolescências surge como resposta a esse cenário, com foco em garantir não apenas permanência, mas envolvimento e aprendizagem com significado.
O programa atua para:
- Criar ambientes escolares acolhedores;
- Apoiar o desenvolvimento integral dos estudantes;
- Ampliar o acesso e permanência com qualidade;
- Fortalecer o protagonismo juvenil nas decisões pedagógicas.
Estratégias e materiais de apoio
O programa inclui a produção e distribuição de guias temáticos sobre os anos finais do ensino fundamental. Esses materiais oferecem suporte teórico e prático para educadores e gestores escolares, com ênfase em temas como:
- Currículo integrado e contextualizado;
- Educação antirracista e inclusiva;
- Saúde mental e escuta ativa;
- Participação estudantil.
Além disso, os recursos financeiros transferidos para escolas priorizadas poderão ser usados na formação continuada de professores, aquisição de materiais pedagógicos e ações para tornar o ambiente mais seguro e atraente para os adolescentes.
Fortalecendo a governança educacional
Outro eixo fundamental do Escola das Adolescências é a governança compartilhada entre União, estados e municípios. A proposta incentiva que os diferentes entes federativos atuem em cooperação, buscando soluções específicas para suas realidades locais, mas orientadas por diretrizes nacionais que assegurem qualidade e equidade.
Essa estratégia inclui:
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- Definição de metas conjuntas;
- Monitoramento e avaliação continuada;
- Planejamento participativo.
Desenvolvimento profissional como prioridade

A valorização dos profissionais da educação é central para a efetividade do programa. O MEC se compromete a apoiar as redes de ensino com formações continuadas, promovendo o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais engajadoras e conectadas ao universo dos adolescentes.
Com isso, o Escola das Adolescências espera promover:
- Melhor preparação dos educadores para lidar com os desafios da adolescência;
- Criação de redes de troca entre professores de diferentes regiões;
- Disseminação de experiências bem-sucedidas.
O papel das escolas na construção de futuros possíveis
Em um país onde milhões de jovens enfrentam desafios para permanecer na escola, o Escola das Adolescências propõe uma virada de chave. A escola precisa ser um espaço de possibilidades — onde os adolescentes possam se reconhecer, criar laços e construir caminhos. Para isso, é essencial garantir o engajamento ativo das redes e dos profissionais da educação.
A adesão até 20 de junho é um passo inicial, mas decisivo, para transformar o cotidiano de milhares de estudantes. Ao se inscreverem, as redes não apenas acessam recursos, mas se comprometem com uma educação mais justa, afetiva e transformadora.
Com informações de: Ministério da Educação
