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Especialista critica projeto antibullying de MS como “solução fantasiosa, imediatista e racista”

Após novas propostas sobre o projeto antibullying de MS, especialista critica duramente as propostas realizadas. Veja detalhes!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Garoto sofrendo bullying físico no corredor da escola por outros garotos maiores.

Após novas propostas sobre o projeto antibullying de MS, especialista critica duramente as propostas realizadas. Segundo ela isto é uma “solução fantasiosa, imediatista e racista”.

Conforme as informações divulgadas no novo projeto antibullying do estado do Mato Grosso do Sul. A ideia é implementar cirurgias para as crianças com questões estéticas rotuladas como “orelha de abano” e miopia de “fundo de garrafa”, além de outras características.

Dessa forma, a especialista reforça que a solução estabelecida para o combate ao bullying nas escolas dessa maneira será apenas cosmética. Portanto, assim, negligenciando a necessidade de reforma do pensamento sobre a diversidade existente para aspectos físicos.

O que disse a especialista sobre o projeto

 “É uma suposta solução fantasiosa, imediatista e que se baseia em pressupostos eugenistas e racistas”, foi o que disse a psicóloga Heloísa Lins, professora doutora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Unicamp e líder do grupo de pesquisas INDDHU.

Para isso, a especialista leva em consideração o fato de que uma das sugestões de cirurgias oferecidas, seria para modificar a estrutura do nariz largo. Focando assim, especialmente em questões étnicas e racistas, onde não se trata do pensamento e quebra do padrão de beleza caucasiano e europeu.

Dessa forma, torna-se uma obrigação lutar contra esse projeto que pode se tornar um tipo de modelo fora do estado de MS. Segundo Lins, a disseminação da política seria um retrocesso completo no combate ao bullying e reforçaria um padrão de beleza estabelecido para o aceitamento social.

Mais detalhes sobre os casos de bullying nas escolas

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Segundo divulgado, o projeto que faz parte do programa “Mais Saúde”, visa diminuir a quantidade de cirurgias eletivas consideradas sem urgência no Estado. Contudo, a especialista Heloísa Lins reforça que a aprovação deste projeto é um retrocesso psicológico quanto à proteção da diversidade.

Somente no ano passado, tivemos mais de 150 casos registrados para esse tipo de ocorrência violenta na rede estadual. Entretanto, todos os casos têm ligação com a aparência física e diferenças entre os alunos das instituições de ensino públicas.

Imagem: LightField Studios/Shutterstock

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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