Após novas propostas sobre o projeto antibullying de MS, especialista critica duramente as propostas realizadas. Segundo ela isto é uma “solução fantasiosa, imediatista e racista”.
Especialista critica projeto antibullying de MS como “solução fantasiosa, imediatista e racista”
Após novas propostas sobre o projeto antibullying de MS, especialista critica duramente as propostas realizadas. Veja detalhes!
Conforme as informações divulgadas no novo projeto antibullying do estado do Mato Grosso do Sul. A ideia é implementar cirurgias para as crianças com questões estéticas rotuladas como “orelha de abano” e miopia de “fundo de garrafa”, além de outras características.
Dessa forma, a especialista reforça que a solução estabelecida para o combate ao bullying nas escolas dessa maneira será apenas cosmética. Portanto, assim, negligenciando a necessidade de reforma do pensamento sobre a diversidade existente para aspectos físicos.
O que disse a especialista sobre o projeto
“É uma suposta solução fantasiosa, imediatista e que se baseia em pressupostos eugenistas e racistas”, foi o que disse a psicóloga Heloísa Lins, professora doutora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Unicamp e líder do grupo de pesquisas INDDHU.
Para isso, a especialista leva em consideração o fato de que uma das sugestões de cirurgias oferecidas, seria para modificar a estrutura do nariz largo. Focando assim, especialmente em questões étnicas e racistas, onde não se trata do pensamento e quebra do padrão de beleza caucasiano e europeu.
Dessa forma, torna-se uma obrigação lutar contra esse projeto que pode se tornar um tipo de modelo fora do estado de MS. Segundo Lins, a disseminação da política seria um retrocesso completo no combate ao bullying e reforçaria um padrão de beleza estabelecido para o aceitamento social.
Mais detalhes sobre os casos de bullying nas escolas
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Segundo divulgado, o projeto que faz parte do programa “Mais Saúde”, visa diminuir a quantidade de cirurgias eletivas consideradas sem urgência no Estado. Contudo, a especialista Heloísa Lins reforça que a aprovação deste projeto é um retrocesso psicológico quanto à proteção da diversidade.
Somente no ano passado, tivemos mais de 150 casos registrados para esse tipo de ocorrência violenta na rede estadual. Entretanto, todos os casos têm ligação com a aparência física e diferenças entre os alunos das instituições de ensino públicas.
Imagem: LightField Studios/Shutterstock
