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Especialistas dão alerta sobre o impacto de possíveis cortes da Previdência

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O debate sobre a redução dos gastos públicos ganhou destaque recentemente, após anúncio pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a necessidade de implementar cortes seguindo as prescrições da Lei do Arcabouço Fiscal. Este cenário suscita preocupações na Previdência, principalmente acerca de onde esses cortes serão aplicados.

Especialistas estão preocupados com possíveis cortes na Previdência Social, citando sua grande importância para a economia e para os grupos vulneráveis. Álvaro Sólon de França adverte que reduzir o piso previdenciário pode intensificar a desigualdade e aumentar a pobreza, prejudicando os avanços em inclusão social e qualidade de vida no Brasil.

Aumento da pobreza e a Previdência

Fachada do edifício sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde se lê "Previdência Social".
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

O governo ainda não revelou detalhes sobre quais áreas da Previdência podem sofrer cortes ou desvinculações, apesar de discussões contínuas. Analistas sugerem que uma diretriz possível seria desvincular o piso previdenciário do salário mínimo. Essa medida, vista como econômica, poderia aumentar a dificuldade de vida dos pensionistas e aposentados.

O especialista apresenta que a média dos benefícios previdenciários gira em torno de R$ 1.744 e alerta sobre os potenciais impactos negativos nas receitas municipais. De fato, “73% dos municípios brasileiros dependem substancialmente dos repasses da Previdência. A desvinculação poderia criar um grave desequilíbrio nas economias locais,” afirma ele.

Alternativas sugeridas para balanço econômico sem cortar direitos

França sugere que antes de cortar direitos previdenciários, o governo deveria considerar outras formas de equilíbrio fiscal, como a revisão de desonerações fiscais e o aumento de tributação em áreas menos sensíveis. Segundo sua proposta, em vez de reduzir benefícios essenciais, seria mais adequado reavaliar as desonerações ou mesmo implementar novos impostos sobre setores menos vulneráveis.

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Essas preocupações e sugestões são compartilhadas por outros especialistas econômicos que veem nas decisões futuras do governo um ponto crucial para o destino econômico e social do país. Com a aproximação da divulgação do relatório de receitas e despesas, a ansiedade e expectativa aumentam entre os beneficiários da Previdência e os analistas econômicos.

Imagem: rafastockbr/shutterstock.com