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Vandalismo em Lugano destrói estátua de Satoshi Nakamoto e mobiliza comunidade global do Bitcoin

A famosa estátua de Satoshi Nakamoto em Lugano foi destruída por vândalos e jogada no Lago Lugano. A comunidade Bitcoin reage com petições, recompensas e mais.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira4 min de leitura
Satoshi Nakamoto

Na madrugada do último fim de semana, a cidade de Lugano, na Suíça, amanheceu com um triste cenário: a icônica estátua de Satoshi Nakamoto, instalada no Parco Ciani, havia sido arrancada de sua base e atirada no Lago Lugano por vândalos ainda não identificados.

A obra de arte, que se tornou um marco simbólico da cultura Bitcoin, foi encontrada quebrada em vários pedaços espalhados pela água e margens do lago.

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Recuperação e reação das autoridades

Funcionários municipais atuaram rapidamente para recuperar os fragmentos da escultura nesta segunda-feira (4). A investigação do caso está em andamento, e até o momento, nenhuma pessoa foi detida.

A destruição ocorre poucos meses após o monumento ser inaugurado durante o evento Plan B Forum, realizado em outubro de 2024.

A obra de arte e sua simbologia

Criação de Valentina Picozzi

A estátua foi idealizada e executada pela artista italiana Valentina Picozzi, ativista e entusiasta do Bitcoin desde 2012. Seu trabalho é desenvolvido sob o projeto Satoshigallery, voltado à promoção da cultura Bitcoin através da arte.

Design com ilusão de ótica

Feita em aço inoxidável 304 e blocos de aço corten, a escultura se destacava por um design interativo: de certos ângulos, a figura de Satoshi se transformava em fragmentos digitais, remetendo à ideia de descentralização e anonimato.

Uma homenagem de 21 meses

A construção levou 21 meses entre concepção e execução, simbolizando também os 21 milhões de unidades que compõem a oferta total de Bitcoin. Desde sua inauguração, a peça atraiu turistas, criptoentusiastas e curiosos.

Comunidade Bitcoin reage com solidariedade e resistência

Bitcoin Hyper
Reprodução: Seu Crédito Digital/Freepik

Recompensa de 0,1 BTC

Logo após a notícia do vandalismo se espalhar nas redes sociais, a Satoshigallery anunciou uma recompensa de 0,1 BTC (cerca de US$ 11 mil) para quem fornecer informações que levem aos responsáveis. “Vocês podem roubar nosso símbolo, mas não nossas almas”, afirmou o projeto.

Petição popular pela restauração

Usuários da plataforma Change.org lançaram uma petição pedindo às autoridades municipais de Lugano a reconstrução imediata da estátua. Os organizadores se comprometeram a cobrir os custos, em parceria com a comunidade.

Novas instalações ao redor do mundo

A Satoshigallery também anunciou a intenção de instalar 21 estátuas idênticas em diferentes cidades ao redor do mundo, ampliando o legado de Satoshi e reafirmando os valores do Bitcoin mesmo diante de ataques físicos.

Suspeitas recaem sobre festeiros do feriado nacional

Teorias nas redes

O usuário pseudônimo Gritto, defensor do Bitcoin, sugeriu que o vandalismo possa ter sido cometido por foliões embriagados celebrando o Dia Nacional da Suíça em 1º de agosto. A região estava repleta de festas e eventos, o que dificultou a vigilância do local durante a noite.

Monumentos ao Bitcoin: um movimento crescente

Outras homenagens a Satoshi Nakamoto

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O caso de Lugano faz parte de uma tendência global crescente de monumentos físicos em homenagem ao Bitcoin. Além da escultura de Valentina Picozzi, existem:

  • Busto espelhado em Budapeste (Hungria): o espectador se vê refletido como Satoshi;
  • Rato inflável gigante em Nova York (EUA): protesto simbólico contra o Federal Reserve em 2018;
  • Monumento em Kranj (Eslovênia): primeira homenagem pública oficial ao Bitcoin, erguida também em 2018;
  • Tóquio (Japão): a terceira estátua da Satoshigallery foi inaugurada em abril de 2025.

Arte como ferramenta de educação descentralizada

As obras não apenas homenageiam o criador anônimo, mas também servem como ferramentas de educação pública, introduzindo o conceito de descentralização, soberania digital e resistência estatal a audiências globais.

O enigma de Satoshi Nakamoto permanece

Fortuna intocada

Com um patrimônio estimado em 1,096 milhão de BTC, hoje avaliado em mais de US$ 125 bilhões, o criador do Bitcoin permanece um mistério absoluto. Nenhum desses fundos foi movimentado desde sua mineração original, o que adiciona uma camada quase mitológica à figura.

Legado ideológico

Mais do que riqueza, Satoshi representa um paradigma de código sobre autoridade, descentralização sobre hierarquia e soberania sobre dependência bancária. O ataque à estátua, portanto, foi percebido não apenas como vandalismo, mas como um ataque simbólico à própria filosofia Bitcoin.

Conclusão: vândalos podem ter destruído o metal, mas não a ideia

Satoshi Nakamoto
Imagem: Arsenii Palivoda / shutterstock

O vandalismo à estátua de Satoshi Nakamoto em Lugano choca pela violência contra uma obra pública, mas também reacende a força mobilizadora da comunidade Bitcoin.

Com petições, recompensas, apoio popular e novos planos de instalação, o movimento cripto prova que é resistente a ataques físicos. Afinal, enquanto o Bitcoin existir, a ideia de Satoshi continuará viva, moldando economias, tecnologias e consciências ao redor do planeta.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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