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Estudo internacional mostra que 69% dos brasileiros apoiam a taxação dos super-ricos

Uma pesquisa revelou que 69% dos brasileiros apoiam a taxação dos super-ricos. Saiba mais informações sobre o levantamento!

A recente pesquisa intitulada “Terra para Todos 2024” traz revelações importantes sobre a opinião dos brasileiros relacionada à taxação de super-ricos e preocupações ambientais. Segundo o estudo realizado pela consultoria francesa Ipos e apoiado por Earth4All e Global Commons Alliance, uma expressiva maioria dos brasileiros apoia medidas mais severas de impostos para grandes fortunas.

Dessa forma, a investigação mostra que 69% dos participantes brasileiros consideram vital a taxação das grandes fortunas para possibilitar mudanças econômicas e sociais significativas. Continue a leitura para mais informações!

Qual a relevância da taxação de super-ricos para a sociedade brasileira?

Miniaturas de empresários sentados em pilhas de moedas com tamanhos diferentes, conceito de desigualdade financeira.
Imagem: Khongtham / shutterstock.com

Esse número coloca o Brasil próximo à média do G20, destacando-se no sétimo lugar entre os países pesquisados. Curiosamente, os índices mais baixos foram observados na Arábia Saudita, Japão e Argentina, realçando diferentes perspectivas culturais e econômicas globalmente.

Conforme Owen Gaffney, co-líder da Earth4All, os dados do estudo servem como um potente lembrete aos políticos pelo mundo. A taxação de super-ricos é vista não apenas como um meio de redistribuição de renda, mas também como um pilar para fortalecer as democracias e sustentar uma transformação global justa e necessária em um contexto de instabilidade planetária.

Grandes empresas também estão na mira dos tributos?

Ademais, a pesquisa indicou que 69% dos entrevistados apoiam a taxação de grandes empreendimentos, com grande concordância especialmente em países como Indonésia, Quênia e Índia. Por outro lado, Japão, Arábia Saudita e Itália mostraram menor inclinação a essas medidas.

Logo, essa é uma indicação de que o apoio à fiscalização e tributação mais ampla não se limita às fortunas individuais, mas estende-se também ao corporativo.

Engajamento em questões ambientais e climáticas

Junto à taxação dos super-ricos, a preocupação ambiental também ocupa lugar de destaque entre os brasileiros. Segundo o estudo, 81% dos participantes do Brasil reconhecem a urgência em tomar medidas para reduzir as emissões de carbono, superando a média de 71% observada nos países do G20.

Isso reflete um alto grau de conscientização sobre a crise climática e a necessidade de ações imediatas para mitigar seus efeitos. Jane Madgwick, diretora-executiva da Global Commons Alliance, ressaltou a importância dessa percepção, indicando que as exigências científicas para confrontar a crise planetária são urgentes e críticas.

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A diretora enfatiza que, além da redução das emissões, também é essencial proteger a natureza através de políticas e práticas mais sustentáveis. Adicionalmente, 77% dos entrevistados apoiam que empresas mais poluentes enfrentem impostos mais altos. Logo, intuito de redistribuir de forma mais justa os recursos obtidos por meio dessa tributação.

Imagem: Khongtham / shutterstock.com