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Expansão da Starlink no Brasil: Anatel anuncia decisão para quinta-feira (03)

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá analisar até esta quinta-feira, 3 de abril, o pedido da Starlink, empresa de internet via satélite do bil

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá analisar até esta quinta-feira, 3 de abril, o pedido da Starlink, empresa de internet via satélite do bilionário Elon Musk, para ampliar sua operação no Brasil com a inclusão de 7.500 novos satélites de órbita baixa.

A empresa já conta com 6.350 satélites em operação ao redor do planeta, sendo uma das principais fornecedoras de conexão em áreas remotas e de difícil acesso.

O pedido de ampliação foi feito à agência reguladora em dezembro de 2023 e está sob relatoria do conselheiro Alexandre Freire, que colocou o processo em pauta para análise no mês de fevereiro. No entanto, a avaliação acabou sendo adiada e agora entra em fase decisiva de deliberação.

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Pedido à Anatel e próximos passos

A Starlink, subsidiária da SpaceX, busca dobrar sua capacidade orbital com a nova solicitação. Caso a Anatel aprove o pedido, a empresa poderá operar com mais de 13 mil satélites em órbita baixa da Terra (LEO), ampliando significativamente a cobertura e a velocidade da internet fornecida ao território brasileiro.

A análise do pedido se dá dentro do processo regulatório padrão da Anatel, que envolve avaliação técnica, impacto espectral, interferência com outras faixas de frequência e conformidade com os acordos internacionais da União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Segundo fontes da agência, o parecer técnico já foi finalizado e o processo depende agora apenas de deliberação do Conselho Diretor.

A importância estratégica da Starlink no Brasil

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Conectividade para áreas remotas

A expansão dos serviços da Starlink é considerada estratégica para o Brasil, especialmente em regiões onde a infraestrutura tradicional de telecomunicações não chega.

Municípios da Amazônia, comunidades indígenas, vilarejos isolados e áreas rurais poderão ser beneficiadas com internet de alta velocidade graças aos satélites da empresa de Musk.

Atualmente, a Starlink oferece pacotes com velocidades que variam de 50 Mbps a 200 Mbps, com baixa latência — uma característica dos satélites LEO, que orbitam a cerca de 550 km da superfície terrestre.

Atuação em programas governamentais

A empresa já participa de iniciativas de conectividade promovidas por entes públicos e governos estaduais, inclusive em projetos vinculados ao Ministério das Comunicações. A expansão da rede de satélites pode fortalecer ainda mais a presença da Starlink em programas como o Norte Conectado e escolas conectadas.

O que está em jogo com a decisão da Anatel

Regulação e soberania nacional

A autorização da Anatel é crucial, pois a operação de satélites no espaço exige alinhamento com a regulação brasileira e internacional. O Brasil, como signatário de tratados internacionais, precisa garantir que as órbitas e frequências utilizadas por operadoras não entrem em conflito com outras emissões — especialmente em um cenário de crescente ocupação orbital.

A inclusão de milhares de satélites adicionais também reacende o debate sobre o chamado “lixo espacial” e a necessidade de coordenação entre países e empresas privadas para evitar colisões e interferências.

Impactos econômicos e competitivos

A eventual aprovação do pedido representa também uma mudança no mercado brasileiro de telecomunicações. A Starlink, que já possui licença da Anatel desde 2022 para oferecer internet via satélite, se consolida como um importante player no setor, competindo com operadoras tradicionais e outras empresas de internet via satélite, como Viasat e HughesNet.

A maior capacidade orbital permitirá à Starlink ampliar sua base de clientes e reduzir custos operacionais, o que pode resultar em pacotes mais acessíveis e serviços de melhor qualidade.

O avanço global da Starlink

Crescimento acelerado

Desde o lançamento do primeiro satélite em 2019, a Starlink construiu rapidamente a maior constelação de satélites comerciais do mundo. Com mais de 6.300 satélites em operação, a empresa está próxima da marca de cobertura global, atendendo a mais de 70 países e milhões de usuários.

A proposta atual visa chegar a uma constelação de até 42 mil satélites, como parte de sua segunda geração (Gen2), que inclui melhorias na capacidade de banda, cobertura e eficiência energética.

Investimentos bilionários e apoio de governos

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A SpaceX tem investido pesadamente no projeto, com custos estimados em dezenas de bilhões de dólares. A viabilidade financeira está sendo sustentada pela venda de antenas e serviços a clientes residenciais, comerciais e governamentais, além de contratos estratégicos com forças armadas e agências espaciais.

A tecnologia por trás da Starlink

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Satélites de órbita baixa (LEO)

Os satélites da Starlink operam em órbita baixa, o que permite menor latência e melhor desempenho em atividades como chamadas de vídeo, jogos online e transmissão de vídeos em tempo real. Diferente dos satélites geoestacionários, que orbitam a 36 mil km, os LEO estão muito mais próximos da Terra, o que também reduz o consumo de energia.

Antenas e terminais de fácil instalação

Os usuários acessam o serviço por meio de terminais de recepção, popularmente conhecidos como “antenas da Starlink”. Esses dispositivos são autoinstaláveis, bastando conexão elétrica e visibilidade do céu. Isso facilita o acesso em regiões onde não há técnicos ou infraestrutura de telecom tradicional.

O que dizem os especialistas

Potencial transformador

Para especialistas em telecomunicações e inclusão digital, a Starlink pode representar uma revolução no acesso à internet no Brasil. “Essa tecnologia é uma resposta rápida e eficaz à exclusão digital que ainda atinge milhões de brasileiros”, afirma o consultor em telecomunicações Raul Martins.

Desafios à frente

Apesar dos benefícios, há desafios a serem enfrentados. Entre eles, o custo elevado da assinatura e dos equipamentos — que atualmente variam entre R$ 2.000 e R$ 3.000. Além disso, ainda há incertezas quanto à sustentabilidade do modelo a longo prazo, frente à concorrência e à necessidade de constante atualização tecnológica.

Expectativa de decisão nesta semana

O processo segue agora para deliberação do Conselho Diretor da Anatel, com previsão de análise até quinta-feira. Caso aprovado, o novo pacote de satélites poderá ser ativado nos próximos meses, dependendo da autorização de lançamento e integração com a constelação já existente.

A expectativa é que, com a expansão, a Starlink aumente sua capacidade de cobertura em todo o território nacional, oferecendo internet mais rápida, estável e acessível — especialmente em regiões onde o acesso ainda é um desafio.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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