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Hackers chineses invadem agência nuclear dos EUA; entenda a situação

Hackers patrocinados pela China exploram falha crítica no Microsoft SharePoint, comprometendo governos e empresas. Saiba como se proteger dos ataques.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
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Um grupo de hackers patrocinado pela China está explorando ativamente uma vulnerabilidade crítica no Microsoft SharePoint Server, realizando ataques de grande escala contra governos, empresas e infraestruturas estratégicas em todo o mundo.

A Microsoft confirmou que uma das vítimas foi uma agência nuclear dos Estados Unidos, o que reforça a gravidade da ameaça.

A falha permite que os invasores executem código remotamente nos servidores comprometidos, instalando backdoors, roubando dados confidenciais e movimentando-se lateralmente pelas redes das organizações afetadas.

Em resposta, a Microsoft emitiu um alerta de emergência e lançou um patch de segurança, recomendando a atualização imediata de todos os sistemas.

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A vulnerabilidade crítica no SharePoint Server

Hackers vazam dados de clientes
Imagem: Reprodução

O SharePoint é uma plataforma corporativa da Microsoft utilizada globalmente para gerenciamento de documentos e colaboração entre equipes. A falha recém-explorada, considerada zero-day, permite o upload de arquivos maliciosos que, ao serem processados, concedem controle total aos hackers sobre o servidor.

Como funciona o ataque?

  1. Upload de arquivo malicioso – O hacker envia um arquivo especialmente criado para o servidor SharePoint vulnerável.
  2. Execução remota de código (RCE) – Assim que o arquivo é processado, ele executa comandos no sistema como se fosse um administrador legítimo.
  3. Instalação de backdoor – Uma porta de acesso clandestina é aberta, permitindo que os invasores entrem na rede a qualquer momento.
  4. Movimento lateral – A partir daí, os criminosos podem acessar bancos de dados, sistemas internos e outras áreas críticas da organização.

Hackers chineses miram segredos nucleares dos EUA

O ataque mais grave registrado até agora envolveu uma agência de pesquisa de armas nucleares dos Estados Unidos, que confirmou ter sido vítima da invasão. O incidente destacou a sofisticação da operação e o alto valor estratégico das informações visadas.

Segundo especialistas em segurança cibernética, a ação faz parte de uma campanha de espionagem digital patrocinada pelo governo chinês, visando obter informações confidenciais e tecnologias sensíveis relacionadas à defesa, energia e pesquisa científica.


Resposta da Microsoft

A Microsoft publicou um boletim de segurança detalhando a falha e lançou rapidamente um patch de correção para o SharePoint Server. Em comunicado, a empresa alertou:

“Recomendamos fortemente que todos os administradores de sistemas que utilizam o SharePoint Server apliquem imediatamente a atualização de segurança. Ataques explorando essa vulnerabilidade estão em andamento e podem causar danos irreparáveis às redes afetadas.”

Além do patch, a Microsoft divulgou uma série de boas práticas de segurança, incluindo:

  • Monitoramento de logs em busca de atividades suspeitas;
  • Bloqueio de uploads desconhecidos;
  • Configuração de autenticação multifator (MFA);
  • Backups regulares para minimizar danos em caso de invasão.

Como se proteger contra ataques ao SharePoint?

Para organizações que utilizam o SharePoint Server, é fundamental seguir medidas preventivas para mitigar riscos.

H3: 1. Aplique as atualizações de segurança

O passo mais urgente é instalar o patch liberado pela Microsoft. Servidores desatualizados são o principal alvo dos ataques.

H3: 2. Revise permissões de usuários

Atribua apenas as permissões necessárias para cada colaborador. Contas com privilégios elevados devem ter monitoramento constante.

H3: 3. Habilite camadas adicionais de segurança

  • Firewalls de aplicação web (WAFs);
  • Soluções de detecção e resposta a ameaças (EDR);
  • Proteções de endpoint atualizadas.

Histórico de ataques a softwares da Microsoft

O SharePoint não é o único software da Microsoft a ser alvo de hackers patrocinados por estados. Em anos anteriores, grupos ligados à China, Rússia e Coreia do Norte exploraram falhas em serviços como:

  • Microsoft Exchange Server (2021), resultando em uma das maiores campanhas de hacking corporativo da década;
  • Vulnerabilidades do Windows, exploradas por grupos de espionagem como Hafnium e Nobelium.

Esses ataques têm em comum o uso de vulnerabilidades zero-day e o foco em setores estratégicos.


Atribuição do ataque e geopolítica digital

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A atribuição do ataque a hackers chineses não surpreende analistas de segurança. Grupos como APT40, APT41 e Hafnium já são conhecidos por espionagem contra alvos ocidentais, principalmente ligados a tecnologia, energia e defesa.

Segundo relatórios recentes de empresas como Mandiant e CrowdStrike, há uma escalada na guerra cibernética entre potências, com a China aumentando sua presença em campanhas contra os EUA e aliados.


O risco para empresas e governos

O ataque ao SharePoint evidencia que nenhuma organização está imune a ameaças cibernéticas sofisticadas. Governos, empresas de tecnologia, bancos e até infraestruturas críticas, como redes elétricas e sistemas de saúde, estão entre os principais alvos.

Possíveis impactos

  • Roubo de dados sensíveis (projetos, pesquisas e patentes);
  • Interrupção de serviços essenciais;
  • Prejuízos financeiros e reputacionais;
  • Riscos à segurança nacional.

Tendências em cibersegurança

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Imagem: Freepik

Especialistas preveem que 2025 será um ano marcado por ataques mais complexos, com uso crescente de inteligência artificial para automatizar invasões. Essa realidade exige que empresas adotem estratégias proativas:

  • Zero Trust Architecture, modelo em que nenhuma conexão é considerada confiável por padrão;
  • Monitoramento contínuo com IA, para detectar padrões de ataque em tempo real;
  • Treinamento de funcionários, já que a engenharia social ainda é uma das principais portas de entrada para hackers.

Medidas imediatas recomendadas

Para as empresas que usam SharePoint e outros serviços da Microsoft, recomenda-se:

  1. Atualização imediata para corrigir a vulnerabilidade;
  2. Auditoria interna para verificar sinais de invasão;
  3. Implantação de soluções de segurança avançada, como Microsoft Defender;
  4. Elaboração de um plano de resposta a incidentes, com simulações regulares de ataques.

Considerações finais

Os ataques ao Microsoft SharePoint, atribuídos a hackers chineses, mostram como a cibersegurança é um tema central para governos e empresas em 2025. A exploração dessa falha crítica, que chegou a comprometer uma agência nuclear dos EUA, ressalta a necessidade de atualização constante e medidas preventivas.

Organizações devem agir rapidamente, instalando o patch da Microsoft e reforçando seus sistemas de segurança para evitar que informações estratégicas caiam nas mãos de invasores.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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