De acordo com a CNC, a falta de trabalhadores no comércio vem crescendo desde a pandemia, mas ganhou proporções inéditas em 2025. O estudo mostra que o setor enfrenta dificuldades tanto para contratar profissionais de entrada quanto para atrair especialistas qualificados.
Comércio enfrenta crise silenciosa: escassez recorde de trabalhadores
A falta de trabalhadores no comércio é a maior dos últimos 5 anos. Entenda causas, impactos e soluções para o setor. Confira agora!
Empresas de comércio eletrônico, logística e atendimento ao cliente estão entre as mais afetadas, já que dependem diretamente de mão de obra em grande escala para manter suas operações.
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O avanço da escassez de trabalhadores no comércio

De acordo com a CNC, a falta de trabalhadores no comércio vem crescendo desde a pandemia, mas ganhou proporções inéditas em 2025. O estudo mostra que o setor enfrenta dificuldades tanto para contratar profissionais de entrada quanto para atrair especialistas qualificados.
Empresas de comércio eletrônico, logística e atendimento ao cliente estão entre as mais afetadas, já que dependem diretamente de mão de obra em grande escala para manter suas operações.
Benefícios como estratégia de atração
Diante da escassez, companhias têm adotado políticas diferenciadas para reter e conquistar profissionais.
- Aumento de salários de entrada acima da média nacional.
- Vale-alimentação dobrado para trabalhadores assíduos.
- Planos de desenvolvimento profissional, como bolsas de estudo.
- Flexibilização de jornada em algumas áreas, principalmente no e-commerce.
Mesmo com incentivos, o mercado ainda enfrenta grande dificuldade em preencher vagas, principalmente nas funções que exigem maior contato com clientes.
Profissões mais afetadas pela escassez
Segundo a CNC, entre os cargos mais difíceis de preencher estão:
- Operador de telemarketing, cujo salário inicial subiu quase o dobro da inflação dos últimos 12 meses.
- Analista de pesquisa de mercado.
- Analista de negócios.
- Profissionais de logística e e-commerce.
A dificuldade é tamanha que empresas de grande porte relatam processos seletivos abertos por meses sem candidatos qualificados suficientes.
Jovens como alternativa para o setor
Algumas companhias têm apostado em jovens recém-ingressos no mercado de trabalho como alternativa para suprir a carência de mão de obra.
Um exemplo é Nicolas, que começou a trabalhar em uma empresa de logística da Grande São Paulo há menos de três meses e já planeja cursar faculdade na área. O caso ilustra como a nova geração pode ser um alívio para o setor, ainda que demande investimentos em capacitação.
Comércio eletrônico: epicentro da crise
O comércio eletrônico tem sido o segmento mais impactado pela falta de trabalhadores no comércio.
Segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a digitalização acelerada trouxe novos desafios. “Só vai conseguir resolver esse problema de escassez, promover essa transição do mercado de trabalho analógico para o digital, elevando o grau de qualificação dos trabalhadores”, explica.
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O aumento da demanda por profissionais especializados em atendimento digital e logística avançada ampliou o desequilíbrio entre vagas disponíveis e pessoas capacitadas.
Impacto nos salários e na economia
O levantamento da CNC também mostrou que o salário médio de admissão no Brasil subiu mais de 5% nos últimos 12 meses. Em algumas profissões ligadas ao comércio, esse crescimento chegou a 10%.
Esse dado é um forte indício da tentativa das empresas de compensar a escassez com melhores remunerações, ainda que nem sempre seja suficiente para suprir a demanda.
Caminhos possíveis para superar o desafio

Especialistas apontam que a solução para a falta de trabalhadores no comércio vai além do reajuste salarial. Será necessário:
- Investir em capacitação profissional, ampliando programas de formação em tecnologia e atendimento.
- Estimular políticas públicas que incentivem a qualificação de jovens e trabalhadores em transição de carreira.
- Apoiar a inclusão digital em regiões onde a conectividade ainda é precária.
- Criar programas de retenção que melhorem a qualidade de vida dos colaboradores.
Essas medidas podem contribuir para equilibrar a oferta e demanda no mercado de trabalho.
A falta de trabalhadores no comércio expõe um desafio estrutural que vai além da conjuntura econômica. Empresas buscam alternativas imediatas, mas especialistas alertam que apenas a elevação da qualificação da força de trabalho pode oferecer uma solução definitiva. O setor, que movimenta bilhões e gera milhões de empregos, depende da resposta rápida de empresários, governo e sociedade para evitar um impacto ainda maior.
Com informações de: g1
