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Famoso site de pornografia pagará multa de R$ 8,7 milhões por exploração sexual de mulheres

Avatar de Camila Duarte Camila Duarte · · 3 min de leitura
Martele na frente da tela de um computador, que exibe um site com conteúdo adulto

O gigante produtor de conteúdo adulto, Pornhub, administrado pela Aylo Holdings, confirmou que lucrou com o tráfico sexual. Além disso, o site de pornografia concordou em indenizar as mulheres cujos vídeos foram divulgados sem consentimento. O anúncio foi feito na última quinta-feira (21), pelos promotores federais dos EUA em Nova York.

A Aylo Holdings chegou a um acordo para resolver uma acusação de envolvimento em transações monetárias ilegais, geradas com receitas provenientes do tráfico sexual.

A notícia surge após a União Europeia anunciar que o Pornhub deverá verificar a idade de seus usuários. Essa medida é parte da expansão da Lei de Serviços Digitais, criada para garantir a segurança dos usuários na Internet.

Acusação e acordo com o governo americano

O acordo firmado determina que a administradora do site de pornografia pague mais de US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 8,7 milhões) ao governo dos EUA. Além disso, parcelas distintas serão distribuídas às mulheres afetadas por essa situação. A empresa também precisará contratar uma consultoria independente por três anos. Após esse período, as acusações contra a empresa serão retiradas.

Martele na frente da tela de um computador, que exibe um site com conteúdo adulto
Imagem: Stas Vulkanov / shutterstock.com

Desse modo, James Smith, chefe do escritório do FBI em Nova York, afirmou que a Aylo Holdings lucrou conscientemente, ignorando as vítimas que informaram à empresa que foram enganadas e coagidas a participar dos vídeos.

Ainda de acordo com Smith, a Aylo concordou em fazer o pagamento de compensações às vítimas, embora detalhes como quem pode receber e como devem buscar seus direitos ainda serão esclarecidos. O ponto de partida para a acusação foi o fato de o site de pornografia hospedar vídeos e aceitar pagamentos da produtora GirlsDoPorn.

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Os operadores desta produtora foram acusados e condenados por uma série de crimes de tráfico sexual, que envolviam a coação de mulheres jovens a participarem de atos sexuais filmados, posteriormente divulgados no Pornhub e em outros sites, sem o consentimento destas.

Mais detalhes sobre o caso do site de pornografia

Os promotores afirmam que entre 2017 e 2020, a Aylo recebeu dinheiro que seus funcionários sabiam, ou deveriam saber, que provenham das ações de tráfico sexual da GirlsDoPorn. A empresa, antigamente conhecida como MindGeek, afirmou em comunicado que “lamenta profundamente” hospedar o conteúdo da GirlsDoPorn em seu site de pornografia.

Por fim, a Aylo afirmou que não se declara culpada de nenhum crime, pois os promotores não concluíram que a empresa violou qualquer lei federal dos EUA que proíbe o tráfico sexual ou a exploração sexual de menores. Portanto, a acusação contra a companhia será retirada após três anos, desde que a empresa cumpra com o Acordo de Processo Diferido.

Imagem: Stas Vulkanov / shutterstock.com

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