O gigante produtor de conteúdo adulto, Pornhub, administrado pela Aylo Holdings, confirmou que lucrou com o tráfico sexual. Além disso, o site de pornografia concordou em indenizar as mulheres cujos vídeos foram divulgados sem consentimento. O anúncio foi feito na última quinta-feira (21), pelos promotores federais dos EUA em Nova York.
A Aylo Holdings chegou a um acordo para resolver uma acusação de envolvimento em transações monetárias ilegais, geradas com receitas provenientes do tráfico sexual.
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A notícia surge após a União Europeia anunciar que o Pornhub deverá verificar a idade de seus usuários. Essa medida é parte da expansão da Lei de Serviços Digitais, criada para garantir a segurança dos usuários na Internet.
Acusação e acordo com o governo americano
O acordo firmado determina que a administradora do site de pornografia pague mais de US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 8,7 milhões) ao governo dos EUA. Além disso, parcelas distintas serão distribuídas às mulheres afetadas por essa situação. A empresa também precisará contratar uma consultoria independente por três anos. Após esse período, as acusações contra a empresa serão retiradas.
Imagem: Stas Vulkanov / shutterstock.com
Desse modo, James Smith, chefe do escritório do FBI em Nova York, afirmou que a Aylo Holdings lucrou conscientemente, ignorando as vítimas que informaram à empresa que foram enganadas e coagidas a participar dos vídeos.
Ainda de acordo com Smith, a Aylo concordou em fazer o pagamento de compensações às vítimas, embora detalhes como quem pode receber e como devem buscar seus direitos ainda serão esclarecidos. O ponto de partida para a acusação foi o fato de o site de pornografia hospedar vídeos e aceitar pagamentos da produtora GirlsDoPorn.
Os operadores desta produtora foram acusados e condenados por uma série de crimes de tráfico sexual, que envolviam a coação de mulheres jovens a participarem de atos sexuais filmados, posteriormente divulgados no Pornhub e em outros sites, sem o consentimento destas.
Mais detalhes sobre o caso do site de pornografia
Os promotores afirmam que entre 2017 e 2020, a Aylo recebeu dinheiro que seus funcionários sabiam, ou deveriam saber, que provenham das ações de tráfico sexual da GirlsDoPorn. A empresa, antigamente conhecida como MindGeek, afirmou em comunicado que “lamenta profundamente” hospedar o conteúdo da GirlsDoPorn em seu site de pornografia.
Por fim, a Aylo afirmou que não se declara culpada de nenhum crime, pois os promotores não concluíram que a empresa violou qualquer lei federal dos EUA que proíbe o tráfico sexual ou a exploração sexual de menores. Portanto, a acusação contra a companhia será retirada após três anos, desde que a empresa cumpra com o Acordo de Processo Diferido.
Camila Duarte é entusiasta de tecnologia e economia, apaixonada por comunicação e boas histórias. Jornalista em formação (UNESA), graduada em História (UNIRIO). Possui cursos de Redator Hacker e Ninja SEO, tem experiência como redatora, pauteira e revisora. Atua na redação do Seu Crédito Digital em diversas frentes.