A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e as instituições financeiras associadas lançaram, nesta segunda-feira (14), uma nova campanha de conscientização para combater golpes e fraudes eletrônicas.
Não Caia Nesse Golpe! Febraban e Fábio Porchat Expõem Nova Fraude Bancária
A Febraban lança uma campanha de conscientização contra golpes eletrônicos com Fábio Porchat, orientando a população como evitar fraudes.
Intitulada “Se é golpe, tem contragolpe”, a iniciativa visa educar a população sobre como identificar e evitar fraudes no ambiente digital. A campanha conta com a participação do humorista Fábio Porchat, que, de forma leve e didática, ensina os consumidores a se protegerem dessas práticas criminosas.
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Fábio Porchat orienta sobre prevenção a golpes
Com a participação de Fábio Porchat, a campanha traz uma abordagem descontraída para um tema sério. O humorista aparece em vídeos e peças publicitárias exibidos nas principais redes de televisão e mídias digitais, ensinando a identificar golpes financeiros comuns.
De maneira prática e acessível, ele detalha as principais armadilhas usadas por criminosos e oferece dicas de como evitar cair nesses golpes.
Segundo José Gomes, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban, a campanha utiliza recursos como animações explicativas e ações com influenciadores para alcançar o público de forma mais ampla e eficiente.
Bancos intensificam investimentos em segurança
Além da campanha, a Febraban e as instituições financeiras associadas anunciaram um investimento robusto na área de segurança da informação.
Segundo a entidade, serão aplicados cerca de R$ 48 bilhões em tecnologia para monitoramento e proteção das infraestruturas bancárias, sendo aproximadamente R$ 4,8 bilhões destinados exclusivamente à prevenção de fraudes.
Esse investimento tem como objetivo reforçar os sistemas de segurança e aumentar a resiliência das operações bancárias contra ataques cibernéticos e golpes eletrônicos.
Golpes que envolvem o nome da Febraban
Um dos golpes mais recentes denunciados pela Febraban envolve criminosos que se passam por funcionários de bancos ou da própria federação, alegando que a agência bancária ou o gerente está sob investigação.
Nessa fraude, os golpistas pedem que a vítima transfira dinheiro para uma conta supostamente segura, como parte do processo de investigação. Para dar credibilidade à ação, enviam até boletins de ocorrência falsos.
No entanto, o golpe se baseia mais em manipulação psicológica (engenharia social) do que em invasões tecnológicas, e seu sucesso depende da capacidade de persuadir a vítima a fornecer informações sigilosas.
Como se proteger de fraudes bancárias?
José Gomes destaca que os bancos nunca solicitam dados pessoais, senhas ou chaves de segurança por meio de ligações ou mensagens.
Caso o cliente receba um contato desse tipo, é fundamental que interrompa a conversa imediatamente e entre em contato com o banco por canais oficiais. Ele reforça que, se houver qualquer dúvida em relação à autenticidade de uma ligação ou mensagem, o ideal é verificar diretamente com a instituição financeira.
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A importância de campanhas educativas
A Febraban tem adotado uma postura proativa em relação à proteção dos clientes. Além da campanha atual, a federação mantém o site https://antifraudes.febraban.org.br/, que oferece informações atualizadas sobre os golpes mais comuns e dicas de segurança. Essas campanhas educativas têm sido uma ferramenta importante na luta contra as fraudes bancárias, ajudando a população a identificar e evitar riscos.
O que fazer se cair em um golpe?

Caso o cliente seja vítima de um golpe, o primeiro passo é notificar o banco para que medidas de segurança, como bloqueio de contas e apps, sejam tomadas. Também é importante registrar um boletim de ocorrência, que poderá ser usado como prova em investigações futuras.
A Febraban, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), tem bloqueado números telefônicos usados em fraudes. Essa iniciativa busca impedir que criminosos continuem utilizando as mesmas linhas para enganar novas vítimas.
Investimentos em tecnologia para prevenir fraudes
Os bancos investem anualmente cerca de R$ 4 bilhões em tecnologia da informação voltada para a segurança, representando cerca de 10% dos gastos totais do setor com TI.
Esses investimentos incluem sistemas de monitoramento avançado, criptografia de dados e ferramentas de detecção de fraudes, o que garante uma camada extra de proteção para os clientes.
Imagem: Thx4Stock team / Shutterstock.com

