Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Fim do Disney+? Estúdio quer voltar a vender conteúdo para os concorrentes

Disney+ chegou no mercado prometendo concentrar toda propriedade intelectual da empresa em um só lugar. Mas isso deve mudar. Entenda!

Marcos CostaPor Marcos Costa2 min de leitura
imagem de televisão exibindo streaming da Disney+

Quando o Disney+ chegou no mercado, em 2019, oferecia como seu maior atrativo a concentração de toda propriedade intelectual da empresa em um só streaming. Porém, a Walt Disney Co. pensa em reavaliar essa política e voltar a vender conteúdo para os concorrentes.

De acordo com reportagem da Bloomberg, reproduzida pelo site “Indie Wire”, debates privados estariam acontecendo dentro da gigante do entretenimento. Nesse sentido, as fontes consultadas pelo canal de comunicação pediram para não serem identificadas.

A princípio, a companhia decidiu manter seus conteúdos originais majoritariamente no Disney+ e no Hulu, que no Brasil é a Star+. A notícia de que o estúdio quer voltar a vender conteúdo para os concorrentes vai ao encontro das informações sobre reestruturação da empresa.

Restruturação após Disney+ perder assinantes

Segundo o “Financial Times”, Bob Iger, presidente-executivo da Disney, anunciou que a empresa pretende cortar 7 mil empregados. Em outras palavras, Iger cortará 3% de sua força de trabalho como parte de uma estratégia que pode economizar US$ 5,5 bilhões.

O objetivo central desse processo é fazer o seu negócio de streaming lucrativo. Para a Disney, o final de 2022 relatou uma perda de US$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre. A notícia resultou na demissão do então CEO, Bob Chapek.

Embora licencie títulos para o Prime Video, no passado, a Disney deixou expirar um acordo com a Netflix pelos filmes da Marvel Studios. A atitude culminou em um crescimento rápido da Disney+, que ganhou 10 milhões de assinantes no primeiro dia.

Afinal, é o fim do streaming?

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Apesar de tudo a estratégia, a longo prazo, não trouxe mais resultados. Desde então o streaming perdeu aproximadamente 2,4 milhões de assinantes e provocou perdas bilionárias referentes às vendas de mídias físicas e licenciamentos.

Por fim, embora muitas empresas estejam se desfazendo de seus streamings para focar na venda de conteúdo, ainda é prematuro decretar o fim da Disney+.

Imagem: Ivan Marc / shutterstock.com

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Topicos relacionados