O mercado brasileiro de criptoativos segue em plena expansão. Grandes fintechs, como PicPay e Nubank, estão diversificando suas ofertas para atrair investidores de diferentes perfis.
O movimento envolve desde a listagem de novos tokens até o lançamento de ETFs baseados em contratos futuros de Bitcoin, ampliando o acesso a produtos digitais em ambientes regulados.
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Corrida das fintechs pela diversificação cripto

A disputa pelo investidor digital está se intensificando. Em um cenário em que a demanda por ativos alternativos cresce, plataformas financeiras buscam oferecer portfólios cada vez mais variados. Essa tendência reflete tanto a popularização das moedas digitais quanto o interesse crescente em produtos estruturados que ofereçam maior segurança e liquidez.
PicPay reforça portfólio com novos tokens
O PicPay anunciou a inclusão de três novas criptomoedas em seu aplicativo:
- Hyperliquid (HYPE);
- Cardano (ADA);
- Sui (SUI).
Com isso, a plataforma passa a disponibilizar 15 tokens, entre líderes de mercado, como Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH), e ativos emergentes de maior risco.
HYPE: a aposta em derivativos descentralizados
O destaque entre os novos tokens é o HYPE, vinculado a uma das principais plataformas de negociação de derivativos de cripto. Em apenas 12 meses, o ativo registrou valorização superior a 1.300%, consolidando-se como um dos principais geradores de receita no setor de finanças descentralizadas (DeFi).
O retorno do PicPay ao mercado de cripto, após mais de um ano de suspensão, sinaliza sua estratégia de reposicionamento para atender tanto investidores iniciantes quanto os mais experientes, que buscam liquidez e diversificação imediata.
Nubank estreia ETF de futuros de Bitcoin na B3
Enquanto o PicPay aposta em variedade, o Nubank, por meio da gestora Nu Asset, lançou o NBIT11, primeiro ETF de contratos futuros de Bitcoin disponível na B3. O produto replica o Índice Nasdaq Brazil Bitcoin Futures TR, que acompanha os contratos futuros listados na bolsa brasileira.
Desde abril de 2024, esses contratos já movimentaram mais de R$ 2 trilhões, evidenciando o crescente interesse do mercado institucional e de varejo pelo ativo.
Vantagens do ETF de futuros
O NBIT11 elimina a necessidade de custódia direta da criptomoeda, oferecendo ao investidor exposição ao Bitcoin com liquidez em reais. Isso representa um avanço para quem deseja investir no setor sem lidar com os desafios técnicos de carteiras digitais ou exchanges estrangeiras.
Por outro lado, especialistas alertam que os contratos futuros envolvem alto grau de risco, sendo recomendados apenas para investidores mais experientes, capazes de lidar com a volatilidade intensa.
Tendências do mercado cripto no Brasil
O movimento das fintechs não acontece de forma isolada. O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, também anunciou recentemente a expansão de seu portfólio cripto na plataforma Íon, oferecendo dez diferentes tokens para negociação.
Esse cenário indica que o mercado brasileiro está amadurecendo e que diferentes perfis de investidores estão sendo contemplados.
Perfis de investidores atendidos
- Iniciantes – atraídos por tokens de maior liquidez, como BTC e ETH.
- Moderados – interessados em diversificação com ativos alternativos como ADA e SUI.
- Arrojados – buscam exposição a tokens emergentes de alto risco, como o HYPE.
- Institucionais – encontram nos ETFs regulados alternativas mais seguras de exposição ao Bitcoin.
Impacto no amadurecimento do setor
A entrada de grandes instituições financeiras no segmento cripto:
- Reforça a confiança dos investidores.
- Amplia a competitividade entre plataformas.
- Estimula a regulação e transparência no mercado.
Criptomoedas x ETFs: qual a melhor escolha?
Embora ambos representem alternativas de investimento em ativos digitais, criptomoedas e ETFs possuem características distintas.
Investir em criptomoedas diretamente
- Maior potencial de valorização.
- Liquidez imediata nas exchanges.
- Exposição direta à volatilidade.
- Necessidade de conhecer custódia digital.
Investir em ETFs de futuros
- Exposição regulada e negociada em bolsa.
- Liquidez em reais.
- Menor risco operacional.
- Maior complexidade e risco financeiro, devido ao caráter especulativo dos contratos futuros.
Perspectivas para o mercado brasileiro de cripto

Especialistas avaliam que a movimentação de fintechs e bancos deve continuar nos próximos meses. A combinação de inovação com regulação cria um ambiente propício para a consolidação do Brasil como um dos principais polos de criptoativos da América Latina.
Além disso, a diversificação de produtos pode atrair novos perfis de investidores, ampliando o volume negociado e a participação institucional.
Desafios ainda presentes
Apesar do avanço, alguns desafios permanecem:
- Volatilidade extrema das criptomoedas.
- Risco regulatório, com possíveis mudanças de legislação.
- Educação financeira ainda limitada entre investidores iniciantes.
- Segurança cibernética, tema crítico em plataformas digitais.
Conclusão
A expansão do portfólio de criptoativos por fintechs como PicPay e Nubank reflete uma disputa crescente pelo investidor brasileiro. Seja por meio da negociação direta de tokens ou da oferta de ETFs de contratos futuros na B3, o setor sinaliza amadurecimento e diversificação.
Para o investidor, a escolha entre criptos e ETFs dependerá de seu perfil de risco, horizonte de investimento e familiaridade com o mercado digital.
Imagem: Seu Crédito Digital / Freepik




