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Fiz empréstimo consignado, mas fui demitido no trabalho: o que devo fazer?

Veja possíveis caminhos a serem adotados em caso de dívida por empréstimo consignado e como se prevenir dos perrengues.

Gustavo SilvaPor Gustavo Silva2 min de leitura
Casal chateado e preocupado sentado em um sofá em frente a várias contas, calculadora e um computador

Por se tratar de um empréstimo que é descontado na folha de pagamento, o consignado acaba sendo vantajoso por ter juros mais baixos e um prazo longo para quitar. Mas isso muda após a demissão, uma vez que a folha deixa de existir.

Quem tem parcelas a pagar do empréstimo consignado assina como será previsto o pagamento. Com o fim da folha, o banco terá de buscar outro caminho.

Na Lei 10.820, de 2003, está previsto que o empréstimo pode ser descontado da conta bancária ou por boleto, portanto, é preciso tomar alguns cuidados.

A primeira ação do colaborador demitido é tentar de algum modo conseguir um desconto. Mas caso não consiga, é melhor entrar em contato com a instituição financeira e verificar as condições de empréstimo e negociação de dívida. 

O que fazer quando se adquire um empréstimo consignado?

Enquanto isso, é essencial fazer um planejamento, uma vez que podem existir outras despesas além do empréstimo consignado, como outras parcelas e gastos recorrentes. 

A fim de evitar um estresse que te impeça de se planejar para procurar um emprego, quem pensa em pedir o empréstimo consignado pode, antes, categorizar os próximos gastos fixos, incluindo todas as dívidas pendentes por pelo menos os próximos 12 meses.

A depender de como foi a demissão, se não foi por justa causa ou vontade própria, o colaborador tem direito ao seguro-desemprego, que servirá para aliviar a situação.

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Além disso, é possível negociar o prazo para pagar assim que o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) estiver disponível para saque. 

Mas se caso a demissão partir do próprio trabalhador, o empréstimo deve ser descontado da rescisão. Nessa modalidade a instituição financeira pode requerer até 30% da verba. Caso o valor do empréstimo supere isso, a única saída será renegociar a dívida. 

Imagem: fizkes/shutterstock.com

Gustavo Silva

Autor

Gustavo Silva

Formado em Jornalismo pela PUC-SP, redator entusiasta, prestador de serviços à sociedade através da informação

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