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Fornecedores suspendem entregas à Americanas

Risco de que a Americanas entre com pedido de recuperação judicial gerou medo entre os fornecedores da varejista. Saiba mais!

Avatar de Adriana Albuquerque Adriana Albuquerque · · 2 min de leitura
Entrada de uma loja da Americanas com pessoas passando na calçada

Fornecedores estão suspendendo entregas à Americanas após o anúncio do rombo de R$ 20 bilhões no balanço financeiro da varejista. Além disso, parte deles está exigindo pagamento à vista, com medo de que a empresa entre em recuperação judicial. 

A Americanas anunciou na terça-feira (17) a contratação da nova diretora financeira Camille Faria, antiga CFO da Tim. Faria também atuou no processo de recuperação judicial da Oi. 

Americanas deverá entrar com pedido de recuperação judicial

A Americanas deverá entrar com um pedido de recuperação judicial. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o grupo de acionistas formado por Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles aceitaria colocar apenas R$ 6 bilhões na empresa.

O valor está bem abaixo dos R$ 21 bilhões necessários para que a Americanas atenda os credores, segundo cálculos realizados pela XP Investimentos. 

Dessa forma, diante da possibilidade de que a empresa entre com o processo, os fornecedores decidiram suspender a entrega de mercadorias até um posicionamento da varejista.

De acordo com o jornal Valor Econômico, a relação da Americanas com fabricantes de eletroeletrônicos foi paralisada na última quinta-feira (12). 

Além disso, segundo o jornal O Globo, diversos fabricantes não possuem mais linhas de crédito em bancos para antecipar recursos de pagamento de vendas realizadas para a Americanas. Assim, com a falta de um banco garantindo o pagamento da dívida, os fornecedores são prejudicados. 

Possibilidade de recuperação judicial rebaixou classificação da varejista

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou a Americanas à categoria default (D), o mesmo que calote. De acordo com a análise, a varejista caminha em direção a uma recuperação judicial. Esse é o pior indicativo da agência de classificação de risco. 

A 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou, na última sexta-feira (13), a suspensão das obrigações dos instrumentos de dívida da Americanas pelo prazo de 30 dias. Assim, a varejista poderá usar o tempo para fazer acordos com credores ou entrar com o pedido na Justiça.

Dessa forma, para a S&P, “embora a tutela ainda não represente uma recuperação judicial, é um passo inicial rumo a ela”.

Imagem: Leandro Marques/shutterstock.com

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