A Americanas deverá entrar com um pedido de recuperação judicial. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o grupo de acionistas formado por Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles aceitaria colocar apenas R$ 6 bilhões na empresa.
O valor está bem abaixo dos R$ 21 bilhões necessários para que a Americanas atenda os credores, segundo cálculos realizados pela XP Investimentos.
Dessa forma, diante da possibilidade de que a empresa entre com o processo, os fornecedores decidiram suspender a entrega de mercadorias até um posicionamento da varejista.
De acordo com o jornal Valor Econômico, a relação da Americanas com fabricantes de eletroeletrônicos foi paralisada na última quinta-feira (12).
Além disso, segundo o jornal O Globo, diversos fabricantes não possuem mais linhas de crédito em bancos para antecipar recursos de pagamento de vendas realizadas para a Americanas. Assim, com a falta de um banco garantindo o pagamento da dívida, os fornecedores são prejudicados.
Possibilidade de recuperação judicial rebaixou classificação da varejista
A agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou a Americanas à categoria default (D), o mesmo que calote. De acordo com a análise, a varejista caminha em direção a uma recuperação judicial. Esse é o pior indicativo da agência de classificação de risco.
A 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou, na última sexta-feira (13), a suspensão das obrigações dos instrumentos de dívida da Americanas pelo prazo de 30 dias. Assim, a varejista poderá usar o tempo para fazer acordos com credores ou entrar com o pedido na Justiça.
Dessa forma, para a S&P, “embora a tutela ainda não represente uma recuperação judicial, é um passo inicial rumo a ela”.
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