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Galaxy Z Fold 7 avaliado: primeiras impressões do smartphone dobrável da Samsung

A Samsung apresentou oficialmente o Galaxy Z Fold 7 durante o evento Unpacked em Nova York, consolidando sua posição de liderança no segmento de smartphones dobráveis. O novo modelo chega com tela maior, design mais fino e processador atualizado, mas também com uma mudança polêmica: a retirada do suporte à S Pen na tela interna.

Com preço inicial de cerca de 2.000 dólares nos Estados Unidos, o Fold 7 deve chegar ao Brasil nas próximas semanas, ainda sem valor oficial anunciado. O aparelho mantém a proposta de ser um dispositivo premium, voltado a um público nichado que busca inovação, produtividade e portabilidade.

Galaxy Z Fold 7 avaliado: primeiras impressões do smartphone dobrável da Samsung
Imagem: Divulgação / Samsung

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Tela externa mais ampla e confortável

A tela externa do Galaxy Z Fold 7 passou por um leve aumento, saindo de 6,3 para 6,5 polegadas. A resolução também subiu, chegando a 2520 x 1080 pixels. A diferença pode parecer sutil, mas proporciona uma área útil maior e letras mais legíveis, melhorando a experiência de uso cotidiano.

A nova proporção oferece mais conforto para navegação, leitura de mensagens e uso de aplicativos sem necessidade de abrir o aparelho. O usuário nota logo nas primeiras horas um ganho em ergonomia e visualização.

Novo design mais fino e leve

O Fold 7 é visivelmente mais fino e leve que seu antecessor. Ele mede 158,4 mm de altura por 72,8 mm de largura, com espessura reduzida e corpo mais compacto. O peso foi diminuído em cerca de 20 gramas, tornando-o mais confortável no uso prolongado.

A dobradiça também foi redesenhada. Agora chamada de Armor FlexHinge, ela é mais resistente, com nova estrutura em titânio de grau 4 e sistema multi trilhos, o que promete maior durabilidade e menor desgaste com o tempo.

Tela interna maior e mais próxima do formato tablet

O principal diferencial do Fold continua sendo a tela interna. No novo modelo, ela cresceu para 8,0 polegadas, com resolução de 2184 x 1968 pixels. O painel Dynamic AMOLED 2X continua presente, com brilho máximo de 2.600 nits.

A proporção mais próxima do 4:3 torna o uso como tablet mais eficiente, seja para leitura, navegação ou consumo de mídia. A experiência de assistir vídeos ou trabalhar com múltiplas janelas simultâneas foi aprimorada.

Perda do suporte à S Pen gera críticas

Uma das principais ausências é o suporte à S Pen na tela interna. Ao contrário do Fold 6, o novo modelo não é compatível com a caneta eletrônica. Isso se deve à retirada de uma das camadas da tela, responsável por interpretar os toques da S Pen.

A decisão gerou críticas entre usuários que usavam o Fold para anotações, ilustrações e produtividade avançada. A Samsung ainda não esclareceu se essa mudança será definitiva ou se pode ser revertida em versões futuras.

Câmeras aprimoradas, mas sem mudanças radicais

O Fold 7 conta com câmeras mais potentes, incluindo uma principal de 200 megapixels com abertura f/1.7. A ultra wide continua com 12 MP e a teleobjetiva com 10 MP, oferecendo zoom óptico de três vezes.

Na câmera frontal, a novidade está na substituição da lente embutida sob a tela por uma câmera visível de 10 MP. A decisão visa melhorar a qualidade de vídeo chamadas e selfies, mesmo que o “furinho” na tela agora esteja mais aparente.

Vinco ainda presente, mas menos perceptível

A Samsung afirma que o vinco central da tela foi suavizado graças à nova estrutura interna. Em testes visuais, porém, a diferença é discreta. O vinco ainda é visível sob certos ângulos e iluminação, mas tende a ser ignorado após poucos dias de uso.

Na prática, a presença do vinco não afeta a experiência, especialmente ao assistir vídeos ou navegar em ambientes com pouca luz.

One UI 8 baseada no Android 16 com foco em longevidade

Galaxy Z Fold 7 avaliado: primeiras impressões do smartphone dobrável da Samsung
Imagem: Andri wahyudi/Shutterstock

O Galaxy Z Fold 7 estreia a nova One UI 8, baseada no Android 16, com promessa de 7 anos de atualizações de sistema e segurança. As mudanças visuais são sutis, mas há animações 3D nas previsões do tempo, novos ícones e uma nova forma de gerenciamento da tela inicial, que agora sincroniza os layouts da tela externa e interna.

Essa unificação pode incomodar usuários habituados a personalizações separadas, mas facilita a transição entre os modos de uso.

Bateria permanece igual, mas com promessa de maior eficiência

A bateria de 4.400 mAh foi mantida, o que levanta dúvidas entre os usuários. Concorrentes como o Oppo Find N5 já oferecem baterias com mais de 5.000 mAh. Apesar disso, a Samsung promete maior autonomia graças ao novo chip de 3 nm, mais eficiente energeticamente.

A empresa afirma que os usuários notarão melhorias no tempo de uso, mesmo com a mesma capacidade nominal.

Desempenho elevado com Snapdragon 8 Elite

O novo Fold é equipado com o processador Snapdragon 8 Elite, fabricado em 3 nm, oferecendo ganhos de desempenho e menor consumo energético. Os modelos com 256 e 512 GB de armazenamento trazem 12 GB de RAM, enquanto a versão de 1 TB inclui impressionantes 16 GB.

Nos testes iniciais, o desempenho foi fluido e sem travamentos, mesmo em multitarefas e aplicativos pesados.

Avanço técnico com ressalvas pontuais

Galaxy Z Fold 7 avaliado: primeiras impressões do smartphone dobrável da Samsung
Imagem: Divulgação / Samsung

O Galaxy Z Fold 7 representa uma evolução sólida em relação ao Fold 6. Com melhorias em tela, design, desempenho e software, é um dos aparelhos mais avançados do mercado. A perda do suporte à S Pen e a manutenção da bateria podem ser pontos negativos para alguns perfis de usuários.

Ainda assim, trata-se de um produto premium, que mostra o domínio da Samsung na categoria dos dobráveis. A expectativa agora recai sobre o preço no Brasil e sobre como a empresa lidará com eventuais problemas de pós-venda e suporte técnico.