Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Gasolina pode ficar ainda mais barata: veja o que disse a presidente da Petrobras!

Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirma que preços da gasolina, diesel e QAV estão abaixo da paridade de importação e podem cair ainda mais com recuo do petróleo.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
E30

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta segunda-feira, 26 de maio de 2025, que os preços dos combustíveis vendidos pela estatal às distribuidoras estão atualmente abaixo do valor de paridade de importação (PPI).

A declaração foi feita durante o evento “Nova Indústria Brasil”, realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Chambriard sinalizou ainda que, caso os preços internacionais do petróleo sigam em queda, a estatal pode realizar novos cortes nos valores da gasolina, diesel e querosene de aviação (QAV) nos próximos dias.

Leia mais:

Gasolina não vale a pena em SP; confira onde o etanol é mais vantajoso no Brasil

O que é o preço de paridade de importação (PPI)?

Gasolina
Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O preço de paridade de importação é um referencial de mercado que considera quanto custaria trazer um produto do exterior para o Brasil, incluindo:

  • Preço internacional do petróleo ou do derivado, como a gasolina ou o diesel;
  • Custo de frete marítimo e portuário;
  • Taxas alfandegárias;
  • Custos internos de transporte até as bases de distribuição.

Durante anos, a Petrobras utilizou o PPI como base para precificar seus combustíveis. Essa política foi adotada em 2016 e, até 2023, orientava os ajustes automáticos de preços. Desde então, o governo Lula promoveu mudanças na política de preços da estatal, abrindo margem para desvinculação do PPI sempre que for considerado benéfico ao mercado interno.

Nova política de preços da Petrobras

A gestão de Magda Chambriard dá continuidade à política iniciada em 2023, que busca maior previsibilidade e menor volatilidade nos preços, protegendo o consumidor brasileiro de oscilações bruscas no mercado internacional. Em vez do repasse automático das variações do petróleo e do câmbio, a companhia avalia condições internas e externas para definir os reajustes.

“Tanto gasolina quanto diesel, estamos abaixo do preço de paridade. Então, por enquanto, estamos acompanhando. E se cair mais o preço do petróleo, é certo que vamos reduzir os preços dos combustíveis”, disse Chambriard no evento.

Reduções recentes no preço do diesel A

Desde o dia 1º de abril de 2025, a Petrobras realizou três reduções no preço médio do diesel A comercializado com as distribuidoras. Os cortes somaram R$ 0,45 por litro, refletindo o recuo no preço internacional do petróleo tipo Brent nas últimas semanas.

Histórico das reduções

  • 1ª queda: início de abril, redução de R$ 0,18 por litro;
  • 2ª queda: segunda quinzena de abril, redução de R$ 0,12 por litro;
  • 3ª queda: início de maio, nova redução de R$ 0,15 por litro.

O movimento é visto como um esforço da estatal para reduzir o impacto dos combustíveis no orçamento dos brasileiros e conter pressões inflacionárias, ao mesmo tempo em que mantém sua rentabilidade operacional.

Impacto no consumidor final

Apesar da redução nos preços cobrados das distribuidoras, nem sempre o repasse é imediato aos consumidores nos postos de gasolina. Isso ocorre porque outros fatores influenciam os preços nas bombas, como:

  • Margem de lucro dos revendedores;
  • Impostos estaduais e federais;
  • Custo de transporte e armazenamento;
  • Políticas regionais de ICMS.

Ainda assim, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel e da gasolina apresentou leve recuo nas últimas semanas, indicando que parte das reduções vem sendo sentida pelos motoristas.

Expectativas para os próximos dias

petrobras
Imagem: rorovoa – freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Magda Chambriard reiterou que a Petrobras está confortável com a atual política de preços, mas que novas reduções não estão descartadas. A condição é que o preço do petróleo Brent continue em queda, o que poderia abrir espaço para novos ajustes.

“Não é só gasolina, não. Diesel e QAV também. Mas, nesse momento, estamos confortáveis”, disse a presidente.

A fala reforça o compromisso da gestão atual em alinhar competitividade e responsabilidade social, sem prejudicar a sustentabilidade financeira da estatal.

Situação atual do petróleo no mercado internacional

O barril do petróleo tipo Brent, referência para o mercado internacional, vem operando em queda desde o fim de abril, após semanas de instabilidade geopolítica e sinais de desaceleração econômica global.

Fatores que influenciam a cotação

  • Redução da demanda na China;
  • Estoque elevado nos EUA;
  • Produção estável dos países da Opep+;
  • Expectativas de menor crescimento global em 2025.

Essa combinação de fatores tem levado o preço do barril para abaixo dos US$ 80, o que representa uma margem de alívio para importadores e refinadores, como a Petrobras.

Combustíveis e a inflação no Brasil

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Os combustíveis têm peso significativo no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no país. A redução nos preços de gasolina e diesel contribui diretamente para a desaceleração dos preços ao consumidor, além de impactar indiretamente setores como transporte e alimentos.

A expectativa é que os cortes feitos pela Petrobras ao longo do segundo trimestre de 2025 ajudem o Banco Central em seu esforço de manter a inflação dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

QAV também está no radar

O querosene de aviação (QAV), usado por aeronaves comerciais, também está abaixo da paridade, segundo Magda Chambriard. Esse fator pode beneficiar empresas aéreas e contribuir para uma possível redução nas tarifas de passagens, um dos pontos de atenção do governo federal em sua política de combate à alta de preços no setor aéreo.

Desdobramentos políticos e econômicos

pis/cofins gasolina álcool anidro
Imagem: rawpizel – freepik

A atuação da Petrobras nesse contexto é acompanhada de perto pelo Palácio do Planalto, que tem defendido uma estatal forte, mas que atue em favor do desenvolvimento nacional.

A política de preços abaixo da paridade, quando sustentável, é vista como um instrumento de equilíbrio econômico e social, especialmente diante de um cenário ainda instável.

Pressão de setores produtivos

Entidades do agronegócio, transporte e indústria têm elogiado os cortes recentes e defendem a manutenção de preços internos abaixo da média internacional como forma de aumentar a competitividade nacional.

Por outro lado, especialistas alertam que a Petrobras precisa preservar sua lucratividade, especialmente diante da previsão de novos investimentos em exploração e transição energética.

Considerações finais

A decisão da Petrobras de manter os preços dos combustíveis abaixo do preço de paridade de importação demonstra a estratégia da estatal de conciliar responsabilidade social com estabilidade financeira.

A queda no petróleo internacional criou um ambiente propício para a redução de preços, e a companhia vem aproveitando essa janela para oferecer alívio aos consumidores e setores produtivos.

A expectativa é que, caso o barril continue em queda, novas reduções ocorram nas próximas semanas, beneficiando diretamente o bolso do consumidor e colaborando com o controle da inflação.

Enquanto isso, a Petrobras se posiciona como agente ativo no processo de desenvolvimento nacional, mantendo seu protagonismo não apenas no setor energético, mas também na política econômica do país.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

Topicos relacionados