Em 2024, houve um aumento significativo nos gastos do governo com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que teve um crescimento de 17,6% nos primeiros quatro meses do ano, comparado ao mesmo período de 2023.
Gasto com BPC sobe e pressiona contas do governo
Gasto com BPC dispara 176% acima da inflação: Concessões judiciais impulsionam alta. Entenda as causas e os impactos do aumento
Assim, esse aumento não só reflete a alta da demanda pelo benefício, mas também as mudanças nas regras de acesso estabelecidas em 2022, que ampliaram a cobertura e impactaram diretamente no orçamento destinado a essa finalidade. Veja mais detalhes!
Ampliação do BPC
Anteriormente, para obter o BPC, um benefício destinado a idosos e pessoas com deficiência com baixa renda, era necessário que a renda per capita da família fosse inferior a um quarto do salário mínimo.
No entanto, com a nova legislação, essa exigência foi flexibilizada, permitindo que famílias com renda per capita de até meio salário mínimo também possam ter direito ao benefício, em casos excepcionais. Assim, essa mudança fundamental fez com que um número maior de brasileiros se tornassem elegíveis para receber o BPC, o que logicamente elevou os gastos gerais com o programa.
Veja também:
Vazou! Lista das pessoas que vão receber o Bolsa Família antecipado; confira
Dessa forma, o aumento considerável na quantidade de beneficiários e, consequentemente, nos gastos com o BPC, causou uma pressão sobre as contas públicas brasileiras. Em 2024, os gastos nos primeiros quatro meses alcançaram R$ 35,5 bilhões, representando um aumento real de 17,6% em relação ao mesmo período de 2023.

Requisitos para ter acesso ao benefício
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Atualmente, para ter acesso ao BPC é preciso que o interessado cumpra os seguintes requisitos:
- Ter no mínimo de 65 anos ou ter alguma deficiência;
- Ser brasileiro nato ou naturalizado;
- Nacionalidade portuguesa, desde que comprove residir no Brasil;
- Estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
- Renda familiar de até 1/4 do salário mínimo (R$ 353,00) por pessoa;
- Não receber outro benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Imagem: Andrzej Rostek / shutterstock.com
Pode ser do seu interesse:
