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Geração Z e o novo jeito de trabalhar que muda o mercado corporativo

A Geração Z está redefinindo o mercado de trabalho com novas práticas, como career catfishing e office ghosting, exigindo equilíbrio, bem-estar e mudanças corporativas.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
Geração Z

A Geração Z, formada por jovens nascidos entre 1995 e 2010, está remodelando o mercado de trabalho de forma irreversível. Ao ingressar em peso em diferentes setores, essa geração se mostra insatisfeita com estruturas tradicionais e passa a priorizar bem-estar, autenticidade e equilíbrio de vida.

Diferente das gerações anteriores, a Geração Z não aceita mais práticas corporativas baseadas em hierarquia rígida, longas jornadas de trabalho sem retorno e promessas vagas de reconhecimento.

Esse novo comportamento trouxe para o vocabulário profissional termos como “career catfishing” e “office ghosting”, que ilustram a ruptura com padrões antigos.

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O que é career catfishing?

Geração Z
Imagem: Canva

Inflacionando qualificações

O termo career catfishing se refere à prática de inflar qualificações em processos seletivos, muitas vezes exagerando competências ou experiências para conquistar vagas. A expressão, emprestada do universo digital, traduz um comportamento que revela tanto a competitividade do mercado quanto a urgência da Geração Z em encontrar oportunidades melhores.

Reflexo de insatisfação

Especialistas apontam que o fenômeno está ligado à falta de confiança nos métodos de contratação. Como muitas empresas exigem qualificações excessivas para cargos de entrada, jovens se sentem impelidos a “supervalorizar” seus currículos para competir em condições iguais.


O que é office ghosting?

Abandono abrupto do trabalho

Outro termo em ascensão é office ghosting, que descreve a saída repentina de um emprego sem aviso prévio. Diferente das gerações anteriores, que priorizavam estabilidade e fidelidade corporativa, muitos jovens da Geração Z preferem simplesmente abandonar experiências negativas no ambiente de trabalho.

Razões para a prática

  • Chefias autoritárias e pouca abertura ao diálogo;
  • Promessas não cumpridas de promoções ou aumentos;
  • Carga de trabalho exaustiva sem reconhecimento;
  • Falta de alinhamento de valores entre colaborador e empresa.

O office ghosting é visto como uma forma de protesto contra estruturas que não oferecem suporte ou retorno adequado ao profissional.


Redes sociais como palco da mudança

Voz ativa no TikTok e LinkedIn

A Geração Z usa intensamente plataformas como TikTok e LinkedIn para expressar frustrações e compartilhar experiências profissionais. Vídeos e posts sobre jornadas exaustivas, más lideranças e tarefas fora do escopo contratado frequentemente viralizam, criando um movimento de pressão pública sobre empresas.

Efeito viral

Esses relatos não apenas encontram eco entre outros trabalhadores, como também reforçam o desejo coletivo por mudanças substanciais nas relações de trabalho. Para gestores, ignorar essa mobilização digital pode significar perda de talentos e desgaste de imagem corporativa.


O impacto da Geração Z nas empresas

Menos “vestir a camisa”, mais retorno tangível

Um dos traços marcantes dessa geração é a recusa em “vestir a camisa da empresa” sem contrapartida. A Geração Z valoriza reconhecimento concreto, seja em salários justos, benefícios claros ou oportunidades de desenvolvimento profissional.

Questionamento de tarefas extras

Outra prática cada vez mais comum é a resistência a tarefas não previstas no contrato. Para os jovens, assumir responsabilidades sem remuneração ou reconhecimento é um desrespeito que precisa ser combatido.

Busca por propósito

A geração mais jovem também exige que empresas tenham propósitos sociais e ambientais claros, avaliando se seus empregadores estão alinhados a causas relevantes, como sustentabilidade, diversidade e inclusão.


Tendências globais no mundo corporativo

Flexibilidade como regra

Em escala global, a Geração Z pressiona por mais flexibilidade — seja em horários ou no modelo de trabalho híbrido e remoto. Para eles, equilíbrio entre vida pessoal e profissional não é um benefício, mas um direito básico.

Repercussões de longo prazo

Essa mudança pode gerar transformações duradouras. Empresas que adotarem práticas modernas e humanas terão mais chances de atrair e reter talentos, enquanto as que resistirem poderão enfrentar altas taxas de rotatividade.

Adaptação como necessidade

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Em mercados competitivos, fluidez e adaptabilidade se tornam fatores essenciais para a sobrevivência das organizações diante das novas expectativas da força de trabalho.


Como as empresas podem se adaptar

Imagem: Freepik

Redesenho de políticas internas

Organizações precisam rever suas políticas, criando planos de carreira claros, feedbacks constantes e lideranças mais humanizadas.

Benefícios alinhados à nova realidade

Além de salários competitivos, benefícios como saúde mental, apoio psicológico, horários flexíveis e capacitação contínua são cada vez mais valorizados.

Cultura inclusiva e transparente

A Geração Z prioriza ambientes que estimulem a diversidade e a transparência. Empresas devem comunicar metas e resultados de forma clara, fortalecendo a confiança com seus colaboradores.


Desafios e oportunidades

Resistência das gerações anteriores

Parte dos gestores e profissionais de gerações anteriores ainda enxerga esses novos comportamentos como falta de comprometimento. O desafio está em compreender que se trata de uma mudança estrutural no mercado de trabalho e não apenas de casos isolados.

Oportunidade de inovação

Para empresas que aceitarem o desafio, a Geração Z representa uma oportunidade de renovação, trazendo inovação, familiaridade com tecnologia e maior abertura a novos modelos de negócio.


Considerações finais

A entrada da Geração Z no mercado de trabalho marca uma transformação profunda. Com práticas como career catfishing e office ghosting, além do uso estratégico das redes sociais para expor insatisfações, essa geração desafia normas corporativas ultrapassadas e exige novas formas de relacionamento profissional.

Empresas que entenderem essas demandas poderão contar com colaboradores mais engajados, criativos e leais a propósitos claros. As que não se adaptarem, por outro lado, correm o risco de enfrentar altas taxas de rotatividade e dificuldades de contratação.

No futuro, é esperado que a busca por equilíbrio, autenticidade e bem-estar se torne não apenas um pedido da Geração Z, mas um novo padrão global de trabalho.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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