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Geração Z: o que as empresas estão ignorando, segundo a EY

O que as corporações não veem na Geração Z e como se conectar para reter esses jovens talentos.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Geração Beta mercado de trabalho

A Geração Z, nascida entre 1997 e 2007, trouxe à tona novas prioridades no mercado de trabalho. Um levantamento global da EY Global Generations Report 2025, realizado com mais de 22 mil pessoas em 22 países, mostra que esses jovens valorizam muito mais que renda: eles buscam propósito, saúde mental e honestidade. Apesar disso, a maior parte das organizações ainda falha ao ignorar esses desejos — o que deixa espaço para insatisfação, baixa retenção e rotatividade.

Este artigo apresenta as necessidades da Geração Z, orientações práticas para atrair e fidelizar esses profissionais e exemplos de iniciativas que já trazem resultados.

Leia mais: Geração Z escolhe setor público e ganha até 43% mais

Sucesso além do dinheiro: saúde, propósito e autenticidade

Imagem: Freepik

Embora apenas 31% dos entrevistados se considerem financeiramente seguros, a pesquisa indica que o real sucesso para a Geração Z vai muito além do bolso: eles hierarquizam saúde mental, bem-estar físico, impacto social e ser autêntico no trabalho. Como destaca Marcie Merriman, líder global do People Advisory Services da EY:

“A Geração Z mede o sucesso pela saúde mental e física, pelo impacto que gera e pela possibilidade de viver de forma autêntica.”

As empresas que ainda associam sucesso à performance financeira ou indicadores tradicionais estão perdendo a atenção desse grupo. O diferencial competitivo está na valorização integral do colaborador.

Propósito claro e transparência: o que não pode faltar

Transparência não é mais opcional no ambiente corporativo. Crescida em uma era digital, a Geração Z quer saber o porquê das decisões e os valores reais da empresa — e não apenas o discurso de marketing. Merriman reforça:

“Eles têm um desejo profundo por transparência, seja em relação ao propósito da empresa, às motivações ou à equidade salarial.”

Empresas que revelam abertamente objetivos, remuneração e desafios — desde entrevistas — se destacam. Quando faltam clareza, surge frustração; quando há comunicação sincera, cresce o senso de pertencimento.

Mais do que salário: oportunidades e desafios desde o início

Ainda que a Geração Z rejeite medir sucesso apenas pelo financeiro, ela exige autonomia, desafios e crescimento constante. Oferecer apenas estabilidade ou uma carreira linear não é suficiente. Merriman explica:

“Dar responsabilidade desde o início, propor desafios, incentivar. Jovens da Geração Z me dizem o tempo todo que querem ser desafiados e evoluir.”

Empresas que oferecem responsabilidade real aos iniciantes, oportunidades de liderança e envolvimento em decisões estratégicas são capazes de transformar jovens talentos em embaixadores espontâneos da marca, fortalecendo o ciclo de atração.

Transparência salarial: quebra de tabus e construção de confiança

Para a Geração Z, falar sobre salário não é um tabu: é essencial. Diferentemente dos pais das gerações anteriores, eles querem discutir ganhos abertamente e saber os critérios por trás das remunerações. Merriman observa:

“Crescemos em um ambiente em que nossos pais escondiam muitas coisas da gente… Mas a Geração Z tem outra mentalidade: defende total transparência financeira.”

Empresas que adotam políticas salariais abertas, revelam faixas e critérios, constroem confiança e evitam atritos. Isso também ajuda a atrair quem se alinha com a cultura de honestidade.

Empregabilidade ativa: mentalidade de apoio e contribuição

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Merriman alerta para um padrão mental comum entre os jovens:

“A Geração Z viveu em um mundo desenhado para servi-la… Mas essa ideia já não se aplica. A verdade é que o empregador não está ali para servir o colaborador.”

O chamado é para mudar o tom dos processos seletivos: da mentalidade de “o que vão me oferecer?” para “o que posso contribuir?”. Quem demonstra disposição para ajudar desde o começo se destaca em meio às candidaturas.

Aceitação e adaptabilidade: os pilares da integração

A base para cultivar bons talentos da Geração Z está no tripé: aceitação, autenticidade e adaptabilidade. Quando a empresa abre espaço para que o profissional seja quem é, e vice-versa, gera-se uma relação mais profunda e sustentável.

Essa troca exige coragem para expor fragilidades, flexibilidade para aprender e vontade de construir uma cultura genuína, longe de charme ou falsa perfeição.

Conclusão: o potencial da Geração Z pode transformar empresas

Geração Z
Imagem: Ground Picture / Shutterstock

Ignorar os valores da Geração Z é fechar os olhos para uma força que já está moldando o futuro do trabalho. Profissionais desse grupo não buscam apenas um emprego — querem um ambiente que respeite seu bem-estar, expresse transparência, ofereça desafios constantes e os trate como parceiros.

Organizações que colocarem esses princípios no centro de sua cultura são mais capazes de atrair, reter e engajar jovens de alta capacidade, preparados para construir negócios inovadores e resilientes.

Com informações de: Forbes

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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