Nos últimos anos, o golpe da maquininha se tornou um dos estelionatos mais comuns no Brasil. Agora, criminosos desenvolveram uma nova versão, se passando por taxistas para enganar passageiros distraídos. A fraude, que envolve maquininhas adulteradas, já fez inúmeras vítimas, inclusive pessoas conhecidas, como o médico Thales Bretas, viúvo do humorista Paulo Gustavo.
Como funciona o golpe da maquininha e dicas para se proteger
Golpistas usam maquininhas adulteradas em táxis para roubar dados e dinheiro. Saiba como identificar e se proteger desse golpe.
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Como funciona o golpe

O golpe segue um padrão: o carro estaciona e o passageiro, geralmente cansado ou com pressa, acredita estar embarcando em um táxi legítimo. O veículo é conduzido por um criminoso, que ao final da corrida solicita o pagamento com cartão físico, alegando que a maquininha não aceita Pix nem pagamento por aproximação.
A fraude na hora do pagamento
A vítima insere o cartão na maquininha adulterada e digita a senha. O pagamento aparentemente é realizado e o passageiro deixa o carro sem desconfiar de nada. Mais tarde, ao consultar o extrato bancário ou receber uma notificação do banco, descobre que teve a conta esvaziada.
Essa modalidade utiliza maquininhas com visor apagado ou conectado a um celular, impossibilitando que a vítima veja o valor digitado. Os criminosos conseguem registrar a senha e realizar transações de alto valor sem o conhecimento da vítima.
Caso Thales Bretas expõe gravidade da fraude
O médico Thales Bretas é um dos exemplos mais recentes. Ele contou que o suposto taxista pediu o cartão físico e recusou o pagamento por aproximação. Assim que a transação foi feita, o motorista saiu rapidamente. Bretas só percebeu que havia sido vítima ao receber um SMS confirmando uma compra de R$ 4.215, muito acima do valor da corrida.
“Quando passou o cartão, o motorista arrancou rápido e saiu. Eu só percebi ao ver a notificação do banco com um valor muito maior do que o combinado”, relatou.
O caso ganhou destaque nacional e chamou atenção para a necessidade de medidas preventivas contra a fraude.
Por que o golpe é tão comum?
Segundo David Marques, especialista do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a rapidez com que os criminosos se adaptam às novas tecnologias é alarmante.
“Quando surge uma nova tecnologia, no mesmo dia, no máximo no dia seguinte, vai ter alguém interessado em saber das vulnerabilidades dessa tecnologia”, afirmou.
Ainda de acordo com o especialista, existem cursos e sites especializados na venda de dados pessoais e no ensino de técnicas para aplicar golpes com maquininhas. Isso torna a fraude acessível a grupos criminosos organizados.
Como se proteger do golpe da maquininha
A Polícia Civil reforça que a melhor maneira de evitar ser vítima desse tipo de golpe é adotar medidas preventivas ao utilizar táxis e serviços de transporte.
Prefira aplicativos de transporte ou táxis credenciados
Segundo o delegado André Figueiredo, uma das formas mais seguras de se proteger é optar por táxis solicitados por aplicativos, onde o pagamento já está vinculado à corrida. Isso reduz a necessidade de usar maquininhas desconhecidas.
Outra alternativa é utilizar táxis que saiam de pontos oficiais, pois esses motoristas são cadastrados e supervisionados pelos órgãos municipais.
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Evite digitar senha em maquininhas suspeitas
Sempre que possível, prefira pagar por aproximação ou via Pix, que dispensam a digitação de senha. Caso precise inserir o cartão, observe atentamente a maquininha. Desconfie se o visor estiver apagado ou se a tela estiver sendo exibida apenas em um celular.
Confira o valor antes de digitar a senha
Nunca digite sua senha sem confirmar o valor da transação no visor da maquininha. Se o aparelho não permitir essa conferência, interrompa o pagamento.
O que fazer se cair no golpe?

Se você for vítima do golpe da maquininha, notifique imediatamente o banco e solicite o bloqueio do cartão. Em seguida, registre um boletim de ocorrência com o máximo de informações possível, como dados do veículo e do suposto motorista.
É importante também informar às operadoras de aplicativos de transporte ou às autoridades municipais responsáveis pelos táxis. Quanto mais rápido a denúncia for feita, maiores as chances de recuperar os valores e impedir que outros passageiros sejam vítimas.
Considerações finais
O golpe da maquininha é mais um exemplo de como criminosos exploram a distração e a pressa das vítimas. Com pequenas atitudes de prevenção, como utilizar táxis credenciados e evitar digitar senhas em maquininhas suspeitas, é possível reduzir significativamente os riscos.
A conscientização é a principal arma contra esse tipo de fraude. Sempre desconfie de situações atípicas e busque canais de pagamento que ofereçam maior segurança.
