Fingindo estar doente
Tudo começou quando Débora contou a seus colegas sobre a leucemia que estaria enfrentando. O recepcionista Mateus Milagre contou à CNN que Débora, em certas ocasiões, ia ao banheiro e tinha sangramentos “pelo ouvido” e “pelo nariz”, o que dava veracidade à história.
O delegado da polícia de Pirenópolis, Tibério Cardoso, revelou, ao portal, relatos de que Débora pedia quantias de tempos em tempos para “certos procedimentos”. Depois, voltava para o trabalho com partes do corpo envoltas em esparadrapos.
“Nós ficamos muito sensibilizados e com muito medo de perder nossa colega, então fizemos vaquinhas, rifas e doações pra ela”, afirmou Milagre. Ele disse que o grupo juntou dinheiro para auxiliar a amiga, ainda que ela se recusasse a ser acompanhada em sua idas ao hospital.
Descobrindo o golpe
Os funcionários da pousada foram atrás da polícia depois de o próprio namorado de Débora, que também estava sendo enganado, investigar e não encontrar nenhum registro do que foi alegado por ela. A essa altura, já havia certa desconfiança pelo fato de Débora se recusar a mostrar qualquer exame.
Após fazer contato com o Hospital Araújo Jorge, em Goiânia, onde Débora dizia se tratar, e receber a informação de que ninguém com aquele nome havia feito qualquer tratamento no local, o grupo de funcionários confrontou a vítima. Depois disso, Débora não apareceu mais no trabalho.
A camareira teria fugido da cidade depois de enganar, segundo o colega Mateus Milagre, pelo menos 200 pessoas. “Ficamos abalados com essa história, sofremos psicologicamente e financeiramente”, afirmou, garantindo que as pessoas lesadas irão seguir buscando justiça.
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