Demissões do Google são resposta à realidade econômica
O CEO da Alphabet, Sundar Pichai, afirmou ainda que a demissão dos 12 mil funcionários é uma resposta à “realidade econômica distinta” enfrentada pela empresa atualmente.
“Os postos que estamos removendo refletem o resultado dessa revisão. O fato de essas mudanças terem um impacto na vida dos ‘Googlers’ pesa muito sobre mim e assumo toda a responsabilidade pelas decisões que nos trouxeram até aqui”, afirmou Pichai.
De acordo com a empresa, os funcionários já receberam a informação sobre a demissão. Assim, neste primeiro momento, os principais afetados são trabalhadores dos Estados Unidos. Contudo, de acordo com a matriz do Google, funcionários de outros países também serão atingidos em breve. A demora se dá devido aos processos e leis trabalhistas de cada região.
“Fizemos uma revisão rigorosa em todas as áreas de produtos e atividades para garantir que nosso pessoal e nossos cargos estejam alinhados com nossas prioridades mais importantes como empresa”, afirmou o CEO da sede do Google.
Anúncio ocorreu um dia após divulgação de demissão em massa na Microsoft
O anúncio as demissões na Alphabet veio um dia após a Microsoft divulgar a demissão de 10 mil trabalhadores. Na última quarta-feira (18), a empresa afirmou que que irá cortar os funcionários entre abril e junho, final do terceiro trimestre do ano fiscal de 2023. A demissão corresponde a 5% do quadro de funcionários da companhia.
Em nota, o presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, disse que os clientes querem “otimizar seus gastos digitais para fazer mais com menos”. Além disso, a companhia quer “ter cautela, já que algumas partes do mundo estão em recessão e outras partes estão antecipando uma”.
Além da Microsoft e da Alphabet, matriz do Google, a Amazon, o Twitter e a Meta, proprietária do Facebook, também realizaram planos de demissão de trabalhadores.
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