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20% dos brasileiros têm gordura no fígado e nem sabem; veja os sintomas invisíveis

Descubra os sintomas da gordura no fígado e como tratar. Proteja sua saúde agora com dicas práticas. Saiba mais!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Fígado

A gordura no fígado, conhecida cientificamente como esteatose hepática, é uma condição que atinge cerca de 20% dos brasileiros, segundo dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).

O problema, muitas vezes silencioso, pode evoluir para complicações graves, como hepatite gordurosa, fibrose, cirrose e até câncer de fígado. O grande desafio está no fato de que a maioria das pessoas não apresenta sintomas na fase inicial, tornando o diagnóstico tardio algo comum.

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O que é gordura no fígado (esteatose hepática)?

Gordura no fígado
Imagem: iStock

A esteatose hepática ocorre quando há um acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Ela pode ser classificada em dois tipos:

  • Esteatose hepática não alcoólica (EHNA): relacionada a fatores metabólicos, como obesidade, diabetes e sedentarismo.
  • Esteatose hepática alcoólica: associada ao consumo excessivo de álcool.

Se não tratada, a gordura no fígado pode evoluir para quadros inflamatórios e gerar danos irreversíveis ao órgão.

Sintomas da gordura no fígado: sinais muitas vezes invisíveis

Sintomas mais comuns (apesar de sutis):

  • Desconforto abdominal, especialmente do lado direito;
  • Sensação de estufamento ou barriga inchada;
  • Fadiga constante e cansaço sem explicação;
  • Náuseas e possível perda de apetite;
  • Alterações nas enzimas hepáticas (detectadas em exames de sangue).

Sintomas em estágios avançados:

  • Icterícia: pele e olhos amarelados;
  • Inchaço abdominal (ascite);
  • Perda de massa muscular;
  • Confusão mental, em casos de insuficiência hepática.

Atenção: A esteatose hepática pode ser silenciosa por anos. Por isso, é fundamental realizar check-ups periódicos.

Principais causas da gordura no fígado

Fatores de risco metabólicos:

  • Sobrepeso e obesidade;
  • Diabetes tipo 2;
  • Resistência à insulina;
  • Colesterol e triglicerídeos elevados.

Hábitos de vida:

  • Consumo excessivo de álcool;
  • Dieta rica em gorduras ruins, carboidratos simples e ultraprocessados;
  • Sedentarismo.

Fatores genéticos e outros gatilhos:

  • Predisposição genética;
  • Síndrome metabólica;
  • Uso de alguns medicamentos (como corticoides e quimioterápicos);
  • Distúrbios hormonais e metabólicos.

Pessoas magras também podem desenvolver esteatose hepática se apresentarem fatores de risco metabólicos ou genéticos.

Como prevenir a gordura no fígado: hábitos essenciais

Alimentação saudável: pilar fundamental

  • Priorize:
    • Frutas, verduras e legumes;
    • Grãos integrais;
    • Proteínas magras (frango, peixe, ovos);
    • Fontes de gorduras boas (azeite, castanhas, abacate).
  • Evite:
    • Açúcares refinados;
    • Refrigerantes e bebidas adoçadas;
    • Alimentos ultraprocessados;
    • Excesso de álcool.

Atividade física regular

  • Pratique pelo menos 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos (caminada, corrida, bicicleta ou natação).
  • Exercícios de força (musculação) também ajudam na melhora da resistência à insulina e na redução da gordura corporal.

Controle do peso corporal

  • Perder de 5% a 10% do peso total já gera impacto positivo na redução da gordura hepática.

Diagnóstico: como saber se você tem gordura no fígado?

Exames que ajudam na detecção:

  • Exames de sangue: AST, ALT e GGT elevados podem indicar lesões hepáticas.
  • Ultrassonografia abdominal: exame simples e acessível para visualizar gordura no fígado.
  • Elastografia hepática (FibroScan): avalia rigidez do fígado e presença de fibrose.
  • Ressonância magnética ou tomografia: em casos específicos para maior detalhamento.
  • Biópsia hepática: método mais preciso, indicado apenas quando necessário.

Tratamento da gordura no fígado: é possível reverter?

Mudança no estilo de vida é o tratamento principal

  • Reeducação alimentar;
  • Prática de atividades físicas;
  • Controle de diabetes, colesterol e triglicerídeos.

Medicamentos: quando são indicados?

Não existe um remédio específico para gordura no fígado, mas o médico pode prescrever:

  • Medicamentos para controlar diabetes e resistência à insulina;
  • Tratamentos para colesterol alto;
  • Suplementos antioxidantes (em alguns casos).

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Acompanhamento médico contínuo

  • Consultas regulares com hepatologista ou endocrinologista;
  • Monitoramento de exames e ajuste de condutas.

A boa notícia: com mudanças no estilo de vida, a esteatose hepática é totalmente reversível nos estágios iniciais.

Consequências de não tratar a gordura no fígado

Se ignorada, a esteatose hepática pode evoluir para:

  • Esteato-hepatite (NASH): inflamação do fígado;
  • Fibrose hepática: cicatrizes no fígado;
  • Cirrose: comprometimento grave e irreversível do órgão;
  • Câncer de fígado;
  • Insuficiência hepática, podendo levar à necessidade de transplante.

FAQ – Perguntas Frequentes Sobre Gordura no Fígado

Gordura no fígado
Imagem: Freepik

A gordura no fígado tem cura?

Sim! Na maioria dos casos, especialmente na fase inicial, é possível reverter completamente com mudanças no estilo de vida.

Quem não bebe álcool pode ter gordura no fígado?

Sim. A esteatose não alcoólica é muito comum e geralmente está ligada a obesidade, sedentarismo e problemas metabólicos.

Quais os riscos da gordura no fígado não tratada?

Pode evoluir para inflamação, fibrose, cirrose e até câncer de fígado.

Em quanto tempo é possível reverter?

Com alimentação saudável e exercícios, é possível ver melhorias em 3 a 6 meses, dependendo do grau da esteatose.

Conclusão

A gordura no fígado é um problema silencioso, mas que pode ser prevenido e revertido com hábitos saudáveis e acompanhamento médico. Se você percebe algum dos sintomas citados ou tem fatores de risco, não deixe de procurar um especialista.

Cuide do seu fígado hoje. Seu futuro agradece.

Imagem: Getty Images

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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