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Governo bateu o martelo: veja o que foi decidido sobre o horário de verão

Governo do Brasil mantém suspensão do horário de verão. Entenda a decisão, os motivos e mais detalhes!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
horário de verão

O horário de verão, prática suspensa no Brasil desde 2019, continua sendo tema de debate no cenário político e energético. O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmam que a medida perdeu relevância na economia de energia, principalmente devido às mudanças nos padrões de consumo.

Enquanto antes a alteração nos relógios ajudava a reduzir o uso de eletricidade ao aproveitar a luz natural no início da noite, hoje seu efeito é questionável. A expansão do uso de aparelhos de ar-condicionado deslocou o pico de consumo para o período da tarde, tornando o horário de verão menos eficiente.

Histórico no Brasil

por do sol com um reológio para representar o horário de verão
Imagem: Steklo/ Shutterstock.com

O objetivo inicial da medida

O horário de verão foi implementado para reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando a luz natural durante os meses mais quentes do ano. O conceito era simples: adiantar os relógios em uma hora permitiria que as atividades diárias coincidissem com a luminosidade natural, reduzindo a necessidade de iluminação artificial.

Leia mais: Volta do horário de verão não está nos planos do governo? Entenda

Resultados das edições anteriores

Em suas primeiras edições, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o método mostrou resultados positivos na economia de energia, reduzindo o consumo elétrico durante o início da noite. Estudos indicavam uma economia média entre 2% e 4% do consumo em períodos críticos, valor considerado relevante à época.

Mudanças nos padrões de consumo de energia

Aumento do uso de ares-condicionados

O principal fator que alterou a eficácia do horário foi o aumento significativo do uso de aparelhos de ar-condicionado. Durante o período mais quente do dia, o consumo de energia atingiu picos antes do início da noite, tornando o ajuste de horários menos impactante.

Em fevereiro de 2025, por exemplo, o Brasil registrou um pico de 103.785 MW às 14h42, evidenciando a mudança de padrão.

Iluminação eficiente reduz impacto

Outro fator que contribuiu para a perda de relevância foi a adoção em larga escala de lâmpadas LED. Com menor consumo energético, a iluminação artificial deixou de ser um dos principais vilões da conta de energia, reduzindo a economia potencial gerada pela mudança nos relógios.

Avaliação do governo

Estudo do MME

O Ministério de Minas e Energia afirmou que, atualmente, a reintrodução do horário só seria considerada em situações extremas, como crises de escassez energética. Segundo a pasta, o sistema elétrico brasileiro está preparado para atender à demanda até 2026, sem necessidade de recorrer à mudança de horários.

O papel do ONS

O Operador Nacional do Sistema Elétrico acompanha de perto o comportamento do consumo energético. Além de monitorar o pico de demanda, o ONS ajusta as operações das usinas, especialmente em períodos de seca, para preservar os reservatórios das hidrelétricas e garantir estabilidade na rede elétrica.

Estratégias alternativas para economia de energia

Diversificação da matriz energética

Com a suspensão do horário, o governo tem investido em alternativas mais eficientes para garantir a estabilidade do sistema elétrico. Uma das estratégias é a diversificação das fontes de geração, incluindo energia solar, eólica e térmica, reduzindo a dependência de um único tipo de recurso.

Programas de eficiência energética

Além da diversificação, programas voltados à eficiência energética são considerados mais eficazes. Medidas incluem incentivo à troca de equipamentos antigos por versões mais econômicas, campanhas de conscientização sobre consumo e regulamentações que estimulam o uso racional de energia.

Monitoramento e planejamento estratégico

O governo também reforça o planejamento estratégico com base em dados do ONS e do MME. Simulações e estudos de cenários ajudam a prever picos de consumo e a aplicar medidas preventivas, sem necessidade de recorrer ao horário de verão.

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Impactos sociais e econômicos

Horário de Verão ons
Imagem: José Cruz/Agência Brasil

Efeito na rotina da população

A suspensão do horário impacta diretamente a rotina de milhões de brasileiros, que precisaram se adaptar à ausência da mudança de relógio. Para alguns, isso significou maior alinhamento com horários internacionais, enquanto para outros alterou a percepção de luminosidade no final do dia.

Implicações econômicas

Economicamente, a medida é considerada neutra atualmente, já que a economia energética gerada anteriormente deixou de ser significativa. Por outro lado, o investimento em eficiência energética e diversificação da matriz tende a gerar benefícios mais consistentes a médio e longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Por que o horário de verão perdeu eficácia?
A maior utilização de ares-condicionados e a adoção de lâmpadas LED alteraram o padrão de consumo de energia, tornando o horário de verão menos relevante.

O que o governo faz para evitar crises energéticas?
O governo adota medidas como diversificação da matriz energética, programas de eficiência e ajustes na operação de usinas, especialmente durante períodos de seca.

O sistema elétrico brasileiro está seguro?
Sim. Estudos do MME e ONS indicam que o sistema tem capacidade para atender a demanda até 2026, sem necessidade de recorrer à mudança de horário.

Considerações finais

O horário de verão no Brasil permanece suspenso desde 2019, e a decisão do governo de manter essa posição reflete mudanças significativas no consumo energético e na tecnologia disponível. Com o aumento do uso de ar-condicionados, a adoção de lâmpadas LED e a capacidade de planejamento estratégico do ONS e MME, o impacto da medida tornou-se marginal.

Enquanto o país segue avaliando diferentes cenários, o foco permanece em soluções mais eficientes, como diversificação da matriz e programas de eficiência energética. A tendência é que o horário de verão, caso volte, seja aplicado apenas em situações de escassez energética crítica, e não como medida regular de economia.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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