O horário de verão, prática suspensa no Brasil desde 2019, continua sendo tema de debate no cenário político e energético. O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmam que a medida perdeu relevância na economia de energia, principalmente devido às mudanças nos padrões de consumo.
Governo bateu o martelo: veja o que foi decidido sobre o horário de verão
Governo do Brasil mantém suspensão do horário de verão. Entenda a decisão, os motivos e mais detalhes!
Enquanto antes a alteração nos relógios ajudava a reduzir o uso de eletricidade ao aproveitar a luz natural no início da noite, hoje seu efeito é questionável. A expansão do uso de aparelhos de ar-condicionado deslocou o pico de consumo para o período da tarde, tornando o horário de verão menos eficiente.
Histórico no Brasil

O objetivo inicial da medida
O horário de verão foi implementado para reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando a luz natural durante os meses mais quentes do ano. O conceito era simples: adiantar os relógios em uma hora permitiria que as atividades diárias coincidissem com a luminosidade natural, reduzindo a necessidade de iluminação artificial.
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Resultados das edições anteriores
Em suas primeiras edições, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o método mostrou resultados positivos na economia de energia, reduzindo o consumo elétrico durante o início da noite. Estudos indicavam uma economia média entre 2% e 4% do consumo em períodos críticos, valor considerado relevante à época.
Mudanças nos padrões de consumo de energia
Aumento do uso de ares-condicionados
O principal fator que alterou a eficácia do horário foi o aumento significativo do uso de aparelhos de ar-condicionado. Durante o período mais quente do dia, o consumo de energia atingiu picos antes do início da noite, tornando o ajuste de horários menos impactante.
Em fevereiro de 2025, por exemplo, o Brasil registrou um pico de 103.785 MW às 14h42, evidenciando a mudança de padrão.
Iluminação eficiente reduz impacto
Outro fator que contribuiu para a perda de relevância foi a adoção em larga escala de lâmpadas LED. Com menor consumo energético, a iluminação artificial deixou de ser um dos principais vilões da conta de energia, reduzindo a economia potencial gerada pela mudança nos relógios.
Avaliação do governo
Estudo do MME
O Ministério de Minas e Energia afirmou que, atualmente, a reintrodução do horário só seria considerada em situações extremas, como crises de escassez energética. Segundo a pasta, o sistema elétrico brasileiro está preparado para atender à demanda até 2026, sem necessidade de recorrer à mudança de horários.
O papel do ONS
O Operador Nacional do Sistema Elétrico acompanha de perto o comportamento do consumo energético. Além de monitorar o pico de demanda, o ONS ajusta as operações das usinas, especialmente em períodos de seca, para preservar os reservatórios das hidrelétricas e garantir estabilidade na rede elétrica.
Estratégias alternativas para economia de energia
Diversificação da matriz energética
Com a suspensão do horário, o governo tem investido em alternativas mais eficientes para garantir a estabilidade do sistema elétrico. Uma das estratégias é a diversificação das fontes de geração, incluindo energia solar, eólica e térmica, reduzindo a dependência de um único tipo de recurso.
Programas de eficiência energética
Além da diversificação, programas voltados à eficiência energética são considerados mais eficazes. Medidas incluem incentivo à troca de equipamentos antigos por versões mais econômicas, campanhas de conscientização sobre consumo e regulamentações que estimulam o uso racional de energia.
Monitoramento e planejamento estratégico
O governo também reforça o planejamento estratégico com base em dados do ONS e do MME. Simulações e estudos de cenários ajudam a prever picos de consumo e a aplicar medidas preventivas, sem necessidade de recorrer ao horário de verão.
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Impactos sociais e econômicos

Efeito na rotina da população
A suspensão do horário impacta diretamente a rotina de milhões de brasileiros, que precisaram se adaptar à ausência da mudança de relógio. Para alguns, isso significou maior alinhamento com horários internacionais, enquanto para outros alterou a percepção de luminosidade no final do dia.
Implicações econômicas
Economicamente, a medida é considerada neutra atualmente, já que a economia energética gerada anteriormente deixou de ser significativa. Por outro lado, o investimento em eficiência energética e diversificação da matriz tende a gerar benefícios mais consistentes a médio e longo prazo.
Perguntas frequentes (FAQ)
Por que o horário de verão perdeu eficácia?
A maior utilização de ares-condicionados e a adoção de lâmpadas LED alteraram o padrão de consumo de energia, tornando o horário de verão menos relevante.
O que o governo faz para evitar crises energéticas?
O governo adota medidas como diversificação da matriz energética, programas de eficiência e ajustes na operação de usinas, especialmente durante períodos de seca.
O sistema elétrico brasileiro está seguro?
Sim. Estudos do MME e ONS indicam que o sistema tem capacidade para atender a demanda até 2026, sem necessidade de recorrer à mudança de horário.
Considerações finais
O horário de verão no Brasil permanece suspenso desde 2019, e a decisão do governo de manter essa posição reflete mudanças significativas no consumo energético e na tecnologia disponível. Com o aumento do uso de ar-condicionados, a adoção de lâmpadas LED e a capacidade de planejamento estratégico do ONS e MME, o impacto da medida tornou-se marginal.
Enquanto o país segue avaliando diferentes cenários, o foco permanece em soluções mais eficientes, como diversificação da matriz e programas de eficiência energética. A tendência é que o horário de verão, caso volte, seja aplicado apenas em situações de escassez energética crítica, e não como medida regular de economia.
