Milhões de brasileiros estão inadimplentes, e as elevadas taxas de juros do cartão de crédito contribuem para esse cenário. Portanto, o Ministério da Fazenda, do Governo Federal, está colaborando com as instituições financeiras para a redução dessas taxas.
Governo, financeiras e varejistas se reúnem para diminuir juros do cartão de crédito
Descubra quais são as soluções encontradas pelo Ministério da Fazenda para as altas taxas de juros no rotativo do cartão de crédito.
A intenção é que o setor varejista busque soluções alternativas, uma vez que essas taxas aplicam-se aos usuários que optam pelo pagamento mínimo, gerando, assim, juros sobre juros. Veja mais detalhes a seguir.
Governo discute diminuição das taxas de juros do cartão de crédito
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à EBC na semana passada que abordará essa questão nos próximos 90 dias. “A taxa vai cair consideravelmente. Mesmo assim, permanecerá elevada por um período, até que implementem uma transição. Mas estamos implementando um ajuste”, disse ele.
O Deputado Federal Alencar Santana (PT-SP) confirmou à CNN que incorporará esse assunto ao projeto de lei que receberá o conteúdo da medida provisória do Desenrola Brasil. Santana destacou que, embora não faça parte do grupo, tem ouvido o governo, o varejo e os bancos para desenvolver o projeto. Na opinião do deputado, “resolver” sem abordar os juros do rotativo é como ignorar o problema.
Quais soluções podem ser tomadas, afinal?
Alguns membros do governo defendem o estabelecimento de um teto para as taxas de juros no rotativo, com o objetivo de impulsionar a economia e estimular o consumo. No entanto, as instituições financeiras resistem a essa mudança, pois consideram que poderia impactar seus mercados. Elas sugerem a possibilidade de limitar o número de parcelas ou diferenciar os preços para pagamentos a prazo e à vista.
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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) comunicou à CNN que é favorável à redução dos custos do crédito, mas ressaltou a importância de “abordar as causas dos altos juros, sem adotar medidas artificiais”.
Por sua vez, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) defende a diminuição das taxas de juros, porém enfatiza que deve haver ampla discussão antes de implementar qualquer alteração no sistema.
Imagem: Jirsak / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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