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Governo quer mudar as negociações de garantia de empréstimos; entenda

Hoje (05) a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou um texto que prevê mudança nas garantias de empréstimos, saiba quais.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Imagem de uma mão segurando uma lupa em frene a uma pilha de moedas.

Hoje (05), um Projeto de Lei (PL) apresentado e elaborado pelo Poder Executivo foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE). O texto em questão trata do Marco Legal das Garantias de Empréstimos e defende algumas mudanças nesse ponto.

O PL está em tramitação desde o ano de sua elaboração (2021) e, desde então, já houve algumas mudanças conforme a aprovação nas diferentes Mesas. Contudo, o objetivo principal da proposta é, de forma resumida, diminuir significativamente os riscos de inadimplência, a fim de causar menos prejuízos aos bancos. 

Para que o Marco Legal das Garantias de Empréstimos seja uma lei, ainda será preciso passar por outras comissões até que se chegue à sanção presidencial. No entanto, o assunto é complexo e envolve questões judiciais. Em vista disso, veja a seguir os detalhes sobre como a lei pode mudar os empréstimos.

Antes de mais nada, é importante destacar que, ao diminuir os riscos da inadimplência, os juros também serão reduzidos. Uma das principais propostas do projeto é desburocratizar juridicamente as garantias de crédito. 

Hoje, estamos diante de um cenário burocrático no que diz respeito à contratação de empréstimos. Os juros são um verdadeiro limitador da obtenção desse serviço e as possibilidades de garantia são poucas. 

Isso traz impacto negativo no mercado e na sociedade. Portanto, acaba havendo uma inviabilização, por exemplo, de novos empreendimentos. Além disso, ainda há uma dificuldade geral na aquisição de bens importantes pelas famílias.

Algumas mudanças importantes que podem acontecer com a aprovação dessa lei

O projeto trata da desjudicialização da execução de título executivo judicial e extrajudicial. Na prática, isso simplificaria os procedimentos para a recuperação de bens. Hoje, por exemplo, os credores contam com ações judiciais para efetivar a cobrança da inadimplência por empréstimos com garantias. 

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A exceção é apenas em empréstimos que usam imóveis como garantia. Com a aprovação, a negociação entre as partes fica facilitada, permitindo a utilização de bens móveis em cobrança extrajudicial. Além disso, nós podemos listar outros pontos importantes, são eles:

  • O monopólio da Caixa Econômica Federal nas operações permanentes e contínuas de penhor civil;
  • A permissão para um único imóvel ser utilizado como garantia para mais de um empréstimo. No entanto, seria proibida a penhora do único imóvel de uma família para pagamento de dívidas;
  • A isenção de Imposto de Renda sobre rendimentos de beneficiários domiciliados no exterior envolvendo fundos de investimento.

Imagem: Reprodução/Shutterstock

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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