Diversas agências do Banco Itaú foram alvo de protestos que tiveram a organização sindicatos de bancários nesta quinta-feira (7). Os presentes mostraram a sua indignação com as políticas de gestão e negócios da instituição financeira.
Assim, o objetivo era jogar luz às demissões em massa, fechamentos de agências, cobranças abusivas de metas e outras medidas do banco que estão degradando os funcionários. Leia mais sobre esse caso na sequência.
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Bancários fazem manifestações contra o Itaú nesta quinta-feira (7)
Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com
Ao longo do último ano, as estratégias adotadas pelo Itaú causaram preocupação e desconforto entre seus empregados. Logo, essas ações resultaram em um clima de incerteza e medo entre os funcionários, que temem pelo desemprego e pelo adoecimento, o que levou às manifestações desta quinta-feira.
Contrastando com essa realidade, as campanhas de publicidade do banco tentam transmitir uma imagem de modernidade, constante inovação e otimismo. Essa situação gera insatisfação e críticas por parte dos funcionários e sindicatos bancários.
Quais são os impactos das políticas adotadas pelo banco?
Dados recentes do balanço do Itaú evidenciam a extensão das ações adotadas pelo banco. Entre setembro de 2022 e setembro de 2023, por exemplo, o Itaú fechou 1.082 postos de trabalho e 180 agências físicas.
Para além do impacto direto sobre os funcionários, essas medidas também afetam o atendimento aos clientes, que precisam se deslocar por longas distâncias para encontrar uma agência e, ainda, enfrentar longas filas quando conseguem.
Além disso, o processo de terceirização de serviços também tem sido uma estratégia para reduzir custos e expandir o lucro do banco, mas contribui para a tensão entre os funcionários e prejudica a qualidade do atendimento aos clientes.
Estudo indica adoecimento de funcionários
Um estudo nacional dos trabalhadores bancários, realizado em julho de 2023, revelou que a cobrança excessiva de metas despertou diversos problemas de saúde nos funcionários.
Alta prevalência de ansiedade, desmotivação e cansaço constante foram sintomas comuns identificados na pesquisa. Logo, isso indica uma necessidade de reformulação das políticas de gestão do Itaú, já que a instituição virou alvo de manifestações.
Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.