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Há 4 anos era decretada a PANDEMIA da COVID-19.  Veja o que mudou

Há um ano atrás, a OMS decretou que a Covid-19 havia se tornado uma pandemia. Confira os impactos na economia do Brasil!

No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que a Covid-19, cujo primeiro registro ocorreu na China, havia se tornado uma pandemia, pois havia se espalhado por diversos países, atingindo milhares de pessoas. Na ocasião, já havia 4.291 pessoas ao redor do mundo.

Assim, hoje, após 4 anos do decreto da pandemia da Covid-19, o vírus já matou mais de 7 milhões de pessoas no mundo, sendo que somente no Brasil foram mais de 710 mil mortos. Dessa forma, embora o decreto de pandemia tenha chegado ao fim no dia 5 de maio de 2023, o surto de Covid-19 deixou fortes impactos na economia brasileira.

Impacto da pandemia da Covid-19 no economia brasileira

Portanto, a chegada da Covid-19 no Brasil desencadeou uma série de medidas de contenção, incluindo lockdowns, restrições de viagens e distanciamento social. Assim, essas medidas, embora essenciais para conter a propagação do vírus, tiveram consequências significativas para a economia do país, tais como:

Mudanças na forma de trabalho

Entre as mudanças trazidas pela pandemia, o trabalho remoto ganhou grande força, com milhões de pessoas trabalhando de casa. Assim, essa mudança teve impactos positivos, como a redução de custos com transporte e maior flexibilidade para os trabalhadores.

Em contrapartida, com o fechamento de empresas e a perda de renda, muitas pessoas buscaram alternativas no mercado informal para garantir o sustento. Dessa forma, essa tendência contribuiu para o aumento da precarização do trabalho e da desigualdade social.

Além disso, a pandemia acelerou a digitalização do mercado de trabalho, com a implementação de ferramentas online para recrutamento, treinamento e gestão de equipes.

Alta no preço dos produtos

Durante a pandemia, houve um aumento significativo da demanda por produtos essenciais, como alimentos, itens de higiene e limpeza, o que levou ao aumento dos preços desses produtos, impactando o orçamento das famílias.

Por outro lado, a demanda por produtos não essenciais, como roupas, viagens e serviços de lazer, caiu drasticamente, impactando negativamente os setores relacionados a esses produtos, levando à redução de vendas e ao fechamento de empresas.

Medidas econômicas adotadas pelo governo federal

Em meio aos impactos econômicos da pandemia, o governo federal implementou o programa Auxílio Emergencial, benefício mensal para trabalhadores informais, desempregados e outros grupos em situação de vulnerabilidade. 

Assim, o repasse era feito por meio da recém criada conta poupança social digital da CAIXA Econômica Federal, cuja movimentação pode ser realizada através do app CAIXA Tem (disponível para Android e iOS). Assim, o programa foi fundamental para amenizar os impactos da pandemia na população em situação de vulnerabilidade socioeconômica, mas também gerou um alto custo fiscal para o governo.

O governo também lançou programas de crédito para empresas e trabalhadores, com o objetivo de manter o fluxo de caixa e evitar demissões. Assim, esses programas foram importantes para evitar um colapso da economia, mas também aumentaram o endividamento do setor privado.

Além disso, o governo federal também implementou medidas de desoneração fiscal para empresas, com o objetivo de estimular a atividade econômica.

Auxílio emergencial vai volta?
Imagem: Doucefleur / Shutterstock.com

Crise econômica

A economia brasileira começou a se recuperar em 2021, após a queda histórica de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. No entanto, a recuperação ainda é lenta e desigual, com alguns setores se recuperando mais rapidamente do que outros.

À vista disso, a taxa de desemprego no Brasil ainda está em um nível elevado, com 8,1 milhões de pessoas buscando voltar ou ingressar no mercado de trabalho. Além disso, por mais que o governo federal esteja se esforçando, a inflação continua em alta no Brasil, impactando o poder de compra das famílias.

Em agosto de 2020, a taxa básica de juros, a Selic, chegou ao menor nível da história do Brasil, alcançando 2% ao ano, em um esforço do Banco Central de estimular a economia em meio à pandemia. No entanto, como reflexo da inflação, a taxa subiu consideravelmente nos anos seguintes, chegando a 13,75% em 2023. Atualmente, a Selic está em 11,25%, acumulando quedas consecutivas.

Conclusão

Enfim, embora a vacinação em massa, que teve início no dia 17 de janeiro de 2021, tenha oferecido esperança de uma recuperação econômica, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos. Pois o país ainda enfrentou a incerteza em torno da evolução da pandemia, as pressões inflacionárias e a instabilidade política, com a forte polarização entre os brasileiros. Assim, esses fatores prolongaram a recuperação econômica e afetaram o crescimento do Brasil a longo prazo.

Em suma, a pandemia da Covid-19 teve um impacto profundo na economia brasileira, agravando ainda mais as desigualdades e desafios estruturais que já perduram há anos em nossa nação. 

Dessa forma, para garantir uma recuperação econômica sustentável e inclusiva, são necessárias políticas coordenadas que abordem não apenas os efeitos imediatos da pandemia, mas também as fragilidades que já existiam no sistema econômico brasileiro.

Imagem: Doucefleur / Shutterstock.com